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Há quatro meses, esgoto inferniza rua do Capuava em dias de chuva


Roberta Nomura
Especial para o Diário

09/01/2006 | 07:55


A previsão do tempo determina a rotina da família Silva, que mora na rua Vereador Pedro Madeu, no Capuava, em Mauá. Principalmente em dias de chuva, o esgoto retorna para a casa. Incomodado com a situação que já dura quatro meses, o operador de empilhadeira Rogério Laerte Silva, 29 anos, alega que já vez diversas solicitações na Prefeitura e na Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), mas não foi atendido.

“Qualquer garoa traz o esgoto pelo vaso sanitário ou pelo ralo com as fezes junto”, explica Silva. Quando liga para fazer a solicitação, recebe a resposta de que a pendência será averiguada em 24 horas. Como o cheiro é insuportável, ele costuma buscar abrigo na casa da sogra, que mora em frente. “Já tive de pegar minhas duas filhas pequenas e minha mulher no meio da noite para não ficarmos com o esgoto”, relembra.

Mesmo sem interferir no sistema de sua residência, a dona-de-casa Maria Helena Brito, 49 anos, decidiu ligar para a Sama. “O problema afeta a rua também. Ficam poças imensas e tenho medo que a água suja espirre nos outros. Fora o cheiro ruim que fica”, diz. O gerente de uma empresa da rua, Luiz Carlos da Silva, conta que já ocorreu um acidente por causa do esgoto. “Os motoristas procuram o meio da via para fugir da poça, veio um carro em sentido contrário e bateu”, afirma o gerente que afirma ter feito três reclamações em dezembro.

A Ecosama (Empresa Concessionária de Saneamento de Mauá) garante que durante esta semana um fiscal irá ao local para verificar as condições da rede de esgoto. A Ecosama garante que o sistema está operando normalmente e os problemas de refluxo devem-se a instalações prediais de águas pluviais ligadas à rede de esgoto, o que é proibido por lei.

A autarquia informa que foram registradas apenas quatro reclamações, todas no ano passado. Após a verificação do local, o responsável pela ligação irregular deve ser notificado. O prazo médio para adequação é de 30 dias. Caso a rede não seja regularizada, o responsável pode ser multado em um salário mínimo.



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Há quatro meses, esgoto inferniza rua do Capuava em dias de chuva

Roberta Nomura
Especial para o Diário

09/01/2006 | 07:55


A previsão do tempo determina a rotina da família Silva, que mora na rua Vereador Pedro Madeu, no Capuava, em Mauá. Principalmente em dias de chuva, o esgoto retorna para a casa. Incomodado com a situação que já dura quatro meses, o operador de empilhadeira Rogério Laerte Silva, 29 anos, alega que já vez diversas solicitações na Prefeitura e na Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), mas não foi atendido.

“Qualquer garoa traz o esgoto pelo vaso sanitário ou pelo ralo com as fezes junto”, explica Silva. Quando liga para fazer a solicitação, recebe a resposta de que a pendência será averiguada em 24 horas. Como o cheiro é insuportável, ele costuma buscar abrigo na casa da sogra, que mora em frente. “Já tive de pegar minhas duas filhas pequenas e minha mulher no meio da noite para não ficarmos com o esgoto”, relembra.

Mesmo sem interferir no sistema de sua residência, a dona-de-casa Maria Helena Brito, 49 anos, decidiu ligar para a Sama. “O problema afeta a rua também. Ficam poças imensas e tenho medo que a água suja espirre nos outros. Fora o cheiro ruim que fica”, diz. O gerente de uma empresa da rua, Luiz Carlos da Silva, conta que já ocorreu um acidente por causa do esgoto. “Os motoristas procuram o meio da via para fugir da poça, veio um carro em sentido contrário e bateu”, afirma o gerente que afirma ter feito três reclamações em dezembro.

A Ecosama (Empresa Concessionária de Saneamento de Mauá) garante que durante esta semana um fiscal irá ao local para verificar as condições da rede de esgoto. A Ecosama garante que o sistema está operando normalmente e os problemas de refluxo devem-se a instalações prediais de águas pluviais ligadas à rede de esgoto, o que é proibido por lei.

A autarquia informa que foram registradas apenas quatro reclamações, todas no ano passado. Após a verificação do local, o responsável pela ligação irregular deve ser notificado. O prazo médio para adequação é de 30 dias. Caso a rede não seja regularizada, o responsável pode ser multado em um salário mínimo.

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