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Mãe e filha são mortas em Diadema


Andrea Catão
Do Diário do Grande ABC

05/10/2005 | 08:44


A pensionista Cleonice Oliveira Silva, 66 anos, e a filha dela, a empregada doméstica Ednalva Oliveira Silva, 43, foram mortas a tiros na noite de segunda-feira ao abrir a porta do barraco onde residiam, na favela do Parque Real, em Diadema. Três homens encapuzados bateram na porta por volta das 22h e, ao entrar, as executaram com uma pistola 380. O filho de Ednalva, O.S., 24 anos, levou três tiros. Terça-feira, ele permanecia internado em estado grave. A polícia ainda não tem informações sobre o que tenha motivado o crime.

O rapaz foi baleado nos braços e no queixo e teria se fingido de morto para despistar os atiradores. Quando os três homens deixaram o barraco, localizado na viela Carlos Lamarca, o serralheiro teria pedido socorro em um bar ao chegar na Marginal Z.

Os vizinhos das vítimas dizem não ter presenciado o crime, teriam apenas ouvido gritos e tiros. "Na favela, quando acontece qualquer coisa, o negócio é ficar trancado dentro de casa e não abrir a porta nem para socorrer quem está ferido", afirmou uma vizinha que preferiu não se identificar. Segundo ela, o rapaz sobrevivente chegou a bater na porta de outros barracos, mas como não foi atendido, procurou socorro em outro local.

Outra vizinha do barraco diz ter ouvido um dos homens dizer que "Não é para sobrar ninguém na casa". Ela acrescenta que não faz idéia da motivação do crime. "Todos trabalhavam. Nenhum deles estava envolvido com crimes", garante. Segundo a polícia, nenhum dos integrantes da família tinha antecedentes criminais. O rapaz, porém, usava um cordão dourado com uma bala nove milímetros como pingente, o qual foi apreendido pelos investigadores. "Por enquanto, não é possível determinar o que motivou o crime e é fato que nenhum deles tinha antecedentes. Só com o avanço da investigação é que teremos mais clareza", afirma o chefe dos investigadores da Delegacia de Homicídios de Diadema, Lívio Henrique Botti.

Há mais de cinco anos a família morava no mesmo barraco. No local, residia Ednalva, o marido e três filhas, de 5, 8 e 16 anos. No momento do crime, as duas menores dormiam. A adolescente estava na escola e o marido ainda não havia chegado do trabalho.

O filho mais velho de Ednalva, O.S., havia voltado há um mês e meio para Diadema com a avó Cleonice, morta na noite de segunda-feira. "Ela (Cleonice) morava na Bahia e veio para São Paulo fazer um tratamento de saúde porque estava com doença de chagas. Meu primo (o serralheiro) estava morando com ela e voltou para arrumar um emprego. Há duas semanas arrumou serviço numa loja no Centro de Diadema", conta um familiar das vítimas.

O chefe dos investigadores, Lívio Botti, diz que é quase certo que as duas mulheres não foram vítimas de latrocínio – roubo seguido de morte. "O fato dos atiradores estarem encapuzados é porque poderiam ser reconhecidos pela família ou pelos vizinhos. Provavelmente, eles foram até lá para executar a família, só não sabemos ainda por quais motivos e até se esperavam matar apenas um deles, mas como não queriam testemunhas atiraram em todos. Por enquanto, trabalhamos com todas as possibilidades."

Qualquer denúncia que possa ajudar a polícia a esclarecer o crime poderá ser feita por meio do telefone 4044-1234. A polícia garante o anonimato do autor da denúncia.



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