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Em Santo André, quase metade dos objetos jogados no lixo é reciclável

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cenário limita ainda mais vida útil de aterro sanitário; Prefeitura busca ampliação da área


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

20/03/2018 | 07:00


 Levantamento divulgado ontem pela Prefeitura de Santo André, por meio do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), mostra que 48% dos resíduos descartados por moradores da cidade junto com o lixo comum poderiam ser reciclados. Desprezados de maneira incorreta, os materiais têm contribuído para a diminuição da vida útil do aterro sanitário do município que, no ritmo atual, deve operar apenas por mais dois anos. Diante do problema, a meta é ampliar o equipamento, localizado no bairro Cidade São Jorge (leia mais ao lado).

Segundo o estudo, embora o município tenha ampliado nos últimos três anos, de 12% para 30%, a capacidade de reaproveitamento de resíduos sólidos, moradores ainda têm encontrado resistência na adesão ao sistema de coleta seletiva porta a porta, avaliado como um dos melhores da Região Metropolitana de São Paulo. Resultado disso é que, somente no ano passado, mais de 105 mil toneladas de itens recicláveis foram soterradas, sem necessidade, no aterro sanitário da cidade.

“A população ainda não se conscientizou. Até mesmo o fato de a cidade ter deixado de fazer este processo (devido ao fechamento do aterro entre 2010 e 2014) como já fez um dia levou muitos moradores a desanimarem um pouco. Queremos que a população volte a participar”, avalia o prefeito Paulo Serra (PSDB).

A cidade, que em 2017 produziu 332 mil toneladas de resíduos, segundo o chefe do Executivo, tem empenhado cerca de R$ 70 milhões anuais para a coleta de lixo. No entanto, o valor poderia ser menor, caso a destinação de materiais recicláveis fosse feita da forma correta. “Está provado que a reciclagem faz com que o nosso lixo seja mais barato”, frisa.

Para reverter este cenário, o Semasa inicia hoje campanha de incentivo à coleta seletiva na cidade. Cada bairro receberá ação específica, com foco nos problemas de casa comunidade. “Em áreas do Centro, por exemplo, teremos ação voltada aos comerciantes”, explica Paulo Serra. “O foco da ação será o aspecto da cidadania e da consciência ambiental, valorizando projetos da cidade, como o Moeda Verde e o Livro Vivo.”

Em paralelo a este trabalho, a Prefeitura promete aumentar, neste mês, para 70% a reciclagem do material coletado porta a porta. O trabalho se dá pela conquista do aumento de turnos das cooperativas instaladas no aterro sanitário. É prevista também a instalação de seis novas estações de coleta na cidade até 2020, sendo duas delas neste ano.


Prefeitura formula projeto para nova ampliação do aterro sanitário

Na tentativa de ampliar o tempo de vida útil do aterro sanitário do município, que, no ritmo atual, pode operar apenas até meados 2020, a Prefeitura de Santo André promete formalizar para a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), no próximo mês, estudo completo para ampliação do terreno. A proposta prevê que o espaço ganhe área de 35 mil metros quadrados localizada no entorno.

“Nossa expectativa é concluir este projeto nas próximas semanas e entregar em abril para a Cetesb. A partir daí, teremos prazo de seis meses para apreciação deles. Se tudo correr bem, iniciamos as obras em 2019”, afirma José Elidio Rosa Moreira, diretor do departamento de resíduos sólidos do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André).

Paralelo ao projeto de ampliação a Prefeitura ainda estuda outras possibilidades para o setor, incluindo, a criação de usina de incineração, no entanto, sem prazos.



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