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Grupo questiona processo eleitoral da UFABC

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Com nomeação de Dácio Matheus prestes a sair, ala cita supostas irregularidades no pleito


Humberto Domiciano
Do Diário do Grande ABC

20/03/2018 | 07:00


Na iminência de ser publicada a nomeação de Dácio Matheus como reitor da UFABC (Universidade Federal do Grande ABC), o processo de escolha ainda gera polêmicas. Desta vez, a contestação partiu dos professores José Alex Sant’Anna e Ronei Miotto, integrantes da lista tríplice por serem decanos da UFABC.

Segundo a denúncia, foram encontradas possíveis irregularidades tanto na formação do colégio eleitoral interno quanto no sistema eletrônico de votação. O conselho universitário possui 42 integrantes votantes, dos quais 28 compareceram, exatamente o necessário para se atingir os dois terços para que a votação fosse válida, de acordo com o regulamento.

No entanto, a eleição contou com duas abstenções, o que não estaria previsto, de acordo com uma nota técnica do MEC (Ministério da Educação) de 2011. Outro ponto destacado por grupos ligados aos candidatos derrotados na eleição diz respeito ao software escolhido pela reitoria da universidade. Em reunião realizada em setembro de 2017, ficou definido que seria utilizado um sistema chamado SIG-Eleição. Durante a reunião, o professor Jerônimo Pellegrini opinou que o conselho “cometeu um equívoco ao decidir pelo uso de eleições on-line com o SIG-Eleição no atual processo eleitoral de reitor e vice-reitor da UFABC”. Segundo ele, o sistema de eleições não seria “totalmente confiável por razões como: o presidente da comissão eleitoral é o único a ter uma chave secreta para acessar a eleição, não há garantia de inviolabilidade do voto, além de oferecer mais informações do que o necessário, como, por exemplo, o horário em que o voto foi realizado”.

Para José Alex Sant’Anna, os problemas detectados podem causar dor de cabeça para a entidade. “Eu me preocupo com o futuro da universidade, face a diversos problemas de gestão bastante conhecidos e outros que surgirão e que poderão criar sérios problemas. Em outras universidades federais isso levou a ações policiais que deveriam ser evitadas na UFABC”, criticou, ao referir-se a ações da PF (Polícia Federal) na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e UFPR (Universidade Federal do Paraná), entre 2017 e 2018. Entretanto, essa ala não estuda ingressar com representação judicial.

Questionado sobre o assunto, o MEC destacou que a eleição é de autonomia da UFABC e que não existe previsão para a nomeação do novo reitor. A atual direção da universidade negou qualquer irregularidade no pleito. “Sobre o processo eleitoral, podemos afirmar que foi realizado com transparência e todos os apontamentos do MEC foram prontamente corrigidos, não havendo, portanto, inconsistências no processo.” 



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