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A figura do pai


Do Diário do Grande ABC

19/03/2018 | 07:00


Neste mês, dia 19 de março, a Igreja festeja São José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus. José é chamado pela Bíblia de “homem justo” (Mt 1,19). Este é o adjetivo reservado aos patriarcas, aos amigos de Deus, como Abraão e demais líderes significativos na história do povo de Deus.

São José de Nazaré, carpinteiro escolhido para acompanhar e proteger o filho de Deus, que se fez homem, Jesus, e Maria, sua mãe. José é o personagem mais silencioso do Evangelho. Nenhum evangelista reporta alguma palavra dita por ele. No entanto, sua autoridade é respeitada.

José é o chefe da família de Nazaré, mas um chefe que não tem necessidade de se impor à força para ser obedecido. Sua autoridade não é autoritarismo, autoritarismo contra o qual se rebelam os jovens, hoje, mais que nunca. A autoridade paterna de José provêm de sua sabedoria, experiência e maturidade. Ele compreende as necessidades afetivas de sua família, na qual pensa e para a qual trabalha como demonstração de amor. José é operário silencioso que, unido à sua esposa, a qual ele ama de verdade, organiza e leva avante a vida da família, com sua autoridade e presença.

Ele é imagem da sabedoria que deveria ser a primeira virtude de todos os pais, pois a sabedoria é a virtude do homem maduro. E somente quem tem maturidade afetiva, emocional, poderá exercer bem a importante tarefa de ser pai. Honestidade, fidelidade à Palavra de Deus e trabalho são características psicológicas mais marcantes deste personagem bíblico cujo nome é um dos mais difundidos em nosso Brasil. De fato, você saberia dizer quantas pessoas chamadas José você conhece?

Em nossa época tudo muda rapidamente. Da modernidade, passamos para a pós-modernidade e chegamos à hipermodernidade: a sociedade líquida na qual tudo o que é sólido desmancha no ar... Uma das características desta nossa época é a crise de autoridade, fruto do banimento da figura do pai. Dispensa-se o pai e consequentemente todo tipo de autoridade. Isso gerou mais que uma ausência, gerou um vácuo: o vazio representa um ‘novo conteúdo’. A pós-modernidade consagrou a possibilidade de viver sem Deus, sem pai e sem sentido. O indivíduo se basta, o individualismo é a lei.

Assim, a figura do pai está em baixa. Ninguém quer ser autoridade no sentido pleno e responsável que o termo implica. Todos querem ser jovens, querem ser filhos, pois a juventude é a idade endeusada em nossa época. Porém, é preciso levar em conta que quando a imagem paterna é inadequadamente modelada pelos filhos, em especial pelo menino, este carrega essa deficiência pelo resto da vida: “Anseia por algo que está faltando, da mesma forma como ele pode ter deficiência vitamínica e ansiar por determinado alimento” (James Hollis).

O pai precisa ser o terceiro ponto de equilíbrio, formado pela mãe, a criança e ele. Os filhos precisam da presença orientadora do pai. Precisam ver o pai vivendo sua própria vida, lutando, sendo emotivo, falhando e caindo, levantando-se de novo, sendo humano e ensinado a ser homem em plenitude.

Rezemos pelos pais, e pelos que em sua ausência exercem este papel; bem como por todos os que assumem em nossa sociedade tarefas de servir como autoridade, ou seja, aqueles que fazem vir para cima, que fazem os outros crescerem, pois isso é ser pai, ser autoridade amorosa.



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