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PPS articula filiação de cabeças pretas do PSDB

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

17/03/2018 | 07:00


O PPS iniciou movimentação para atrair deputados federais do PSDB inclusos no grupo chamado de cabeças pretas, que inclui jovens lideranças tucanas.

Segundo o líder da bancada do PPS na Câmara Federal, o deputado Alex Manente, de São Bernardo, sete parlamentares do tucanato estão apalavrados para migrar de legenda na janela eleitoral aberta neste mês – se encerra no dia 7 de abril.

“Como o PPS teve a adesão de muitas lideranças do Livres, há uma nova perspectiva no PPS. Tanto que há debate avançado para mudarmos o nome para Movimento 23. E nesse contexto se inserem alguns cabeças pretas do PSDB”, comentou Alex.

O popular-socialista citou o movimento político Livres que deixou o PSL com o ingresso do deputado federal Jair Bolsonaro, do Rio de Janeiro, provável candidato à Presidência da República. Outros blocos políticos semelhantes – como Agora!, Acredito e Renova – também negociam adesão ao futuro Movimento 23, ou M23, na sigla abreviada.

Dentre os deputados tucanos com conversas mais avançadas estão Daniel Coelho, de Pernambuco, Pedro Cunha Lima, da Paraíba, e Mariana Carvalho, de Minas Gerais. Caso eles aceitem o convite, ajudarão o PPS a atingir o número mínimo da cláusula de barreira aprovada na minirreforma eleitoral. Cada legenda precisa ter ao menos 13 deputados federais em pelo menos nove Estados para ter acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV. Atualmente o PPS conta com nove parlamentares na Câmara Federal.

Em âmbito estadual, o PPS negocia ingresso ao projeto eleitoral do vice-governador Márcio França (PSB). O socialista assume o Palácio dos Bandeirantes no próximo mês com a renúncia do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que vai concorrer a presidente do Brasil. Com isso, França concorrerá à reeleição no Palácio dos Bandeirantes em outubro.

Segundo Alex, o PPS também conversa com deputados tucanos de Alagoas, Rondônia e Bahia. Por enquanto não há registro de diálogo com parlamentares tucanos.

Essa articulação ganhou força com a desistência do apresentador Luciano Huck em ser candidato à Presidência pelo PPS. A sigla tende a aguardar a consolidação das candidaturas ao Planalto para definir o rumo político.


Candidatura de Thiago não foi debatida, diz Alex

Deputado federal por São Bernardo e líder da bancada do PPS na Câmara, Alex Manente assegurou que não há definição em torno de uma eventual candidatura a deputado estadual de Thiago Auricchio, filho do prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB). Thiago é seu assessor parlamentar e tem seu nome especulado para buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

“O Thiago é meu assessor desde o começo, anda comigo há alguns meses, me representa em agendas às quais não posso ir. As pessoas estão vendo ele agora e muita gente fala para ele sobre seu potencial. Evidentemente que o Thiago, ouvindo essa história, se anima. Mas eu nem conversei com o Auricchio sobre isso. Precisamos pensar também na realidade de outras cidades, como Santo André, São Bernardo, São Caetano”, disse Alex.

O parlamentar também assegurou que o PPS dará legenda para que o vereador Julinho Fuzari (PPS), de São Bernardo, efetive sua candidatura a deputado estadual.

“Eu gosto muito do Julinho. É um amigo, tem futuro na política e farei o que for possível para ajudar a caminhada dele. É normal ter essa ansiedade nesse período. Mas garanto que ele terá legenda. Jamais vou tirar o direito de alguém que quer se candidatar”, assegurou o popular-socialista.

Alex distinguiu a situação política com Julinho da que possuía com Marcelo Lima (SD) em 2014. À época, Marcelo era vereador do PPS e lançou candidatura a deputado estadual, mas reclamou bastante de suposta falta de apoio de Alex. “A relação que tenho com Julinho é totalmente diferente da que tinha com o Marcelo”. Depois da eleição de 2014, Marcelo saiu do PPS, migrou para o SD e se candidatou como vice na chapa do hoje prefeito Orlando Morando (PSDB) na eleição de 2016.



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