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Fim de convênio ameaça serviço para crianças com deficiência

Atendimento será realizado até o dia 28; pais estão preocupados com prejuízos possíveis


Bianca Barbosa
Especial para o Diário

17/03/2018 | 07:00


Inaugurado em 2012, o Caem (Centro de Atendimento Educacional Multidisciplinar) de Santo André corre o risco de fechar por tempo indeterminado. Isso porque convênio entre a Prefeitura e a FUABC (Fundação do ABC) atingiu seu prazo máximo de vigência (60 meses), não podendo ser renovado. Mães de crianças atendidas pelo serviço receberam comunicado de que as atividades permanecem até o dia 28, o que as deixou apreensivas. Ciente do problema, a Secretaria de Educação municipal informou que tenta viabilizar a contratação de novos profissionais o mais rápido possível, de forma que não haja interrupção no atendimento.

O serviço é único na cidade, atende alunos da rede municipal com transtornos de aprendizado, deficiências auditiva e intelectual. Adelaide Romero, 37 anos, é coordenadora de grupo de pais de crianças autistas na região e acredita que a interrupção do atendimento causará danos “irreparáveis para saúde das crianças, que podem regredir com a falta do tratamento. “A situação é emergencial e desesperadora. Precisamos chamar atenção da sociedade para tentarmos barrar essa situação lamentável”, ressalta.

Mãe de três filhos que utilizam o serviço, a pedagoga Fábia Fernanda de Medeiros, 44, não sabe a quem recorrer. A filha de 9 anos tem mutismo eletivo – transtorno caracterizado pela impossibilidade de falar com algumas pessoas. Ela está em tratamento há três anos com a terapeuta do Caem e só agora começou a se comunicar. O receio é que as melhorias retrocedam. “Se não tem um atendimento regular, ele regride muito. Expliquei que ele não vai ver mais a terapeuta, e ele está entrando em crise. Imagina ficar um mês, dois meses sem atendimento?”, critica ao citar o filho de 5 anos autista.

A Secretaria de Educação diz ainda que trabalha para possibilitar a ampliação e qualificação dos serviços. 



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