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Sem transporte, alunos caminham por uma hora até escola estadual

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pelo menos 600 crianças são prejudicadas por interrupção de serviço na periferia de Sto.André


Vanessa de Oliveira

13/03/2018 | 07:00


Alunos de duas unidades de ensino estaduais localizadas no Recreio da Borda do Campo, em Santo André, estão sem transporte escolar desde ontem. As famílias da área periférica da cidade foram comunicadas na sexta-feira sobre a interrupção do serviço gratuito devido ao vencimento do contrato com a empresa responsável pelo trabalho. Diante do problema, restaram duas alternativas aos pais e estudantes: encarar caminhada de cerca de 40 minutos em estradas sem estrutura ou arcar com o custo de coletivos municipais.

O problema com a instabilidade do serviço existe desde 2016, segundo os familiares. Eles estimam que pelo menos 600 alunos (com faixa etária entre 6 e 13 anos) sejam afetados.

A distância para chegar à escola é o que garante o direito ao transporte escolar. A maior parte dos alunos mora longe quatro quilômetros das unidades de ensino. É o caso de Richard Fernando da Silva Alves, 10 anos, filho da dona de casa Rosimeri Sabino da Silva, 31. “Nossas crianças perderam 15 dias de aula no começo do ano passado e um mês no meio”, relata. Para que a família tenha acesso ao ônibus municipal até a escola, precisa andar 20 minutos até o ponto.

Richard ressalta os riscos do trajeto a pé. “Tem perigo de assalto, porque aqui tem matagal, e também de atropelamento”, explica o garoto.

Embora os alunos tenham direito ao passe livre, por conta da idade, ainda não vão sozinhos até as unidades de ensino, o que traz problema financeiro aos pais. “Como vamos deixar as crianças pegarem ônibus sozinhas? Para trazer e buscar minha filha terei que desembolsar dinheiro que não tenho condições”, fala a cuidadora Rosana da Silva, 43. A passagem custa R$ 4,20.

“Sem o ônibus (escolar), tenho que caminhar 30 minutos (até a parada do coletivo municipal). É muito ruim”, relata Pedro Santos Santana, 9, ao lado da avó. 

Devido ao sol forte de ontem, quem decidiu ir a pé chegou exausto na aula. “Vim andando por uma hora. Estou cansado”, revela o estudante Matheus de Souza Inácio, 12. 

A doméstica Silvania Batista, 46, faltou no emprego para que a filha Maria Gabriela, 10, não perdesse aula. “Minha mãe não vai conseguir trabalhar, porque não tem quem me traga e ela tem medo que eu venha sozinha”, diz a estudante.

Segundo a Secretaria da Educação do Estado, houve problema no processo de licitação para a contratação da empresa que fará o transporte escolar – impugnação movida por outras empresas no certame. “Processo emergencial garantirá a normalização do transporte o mais rápido possível. Os alunos terão aulas e conteúdo repostos (em caso de faltas por dificuldades de chegar à escola)”, conclui a Pasta, por meio de nota. 



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