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Belchior e seu 'até mais ver'

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Jotabê Medeiros lança hoje biografia do cantor cearense, que teve estúdio em Santo André


Miriam Gimenes

09/03/2018 | 07:00


 Belchior (1946-2017) costumava cantar que o passado era roupa que não lhe servia mais. Porém, para entender sua história – começo, meio e fim – e, dentro dela, sua obra singular, é imprescindível visitar seu pretérito e vesti-lo, confrontando assim um de seus versos mais lindos.

E o feito pode ser alcançado com Belchior – Apenas um Rapaz Latino Americano (Todavia Livros, R$ 49), escrito pelo repórter e crítico musical Jotabê Medeiros, com lançamento hoje, às 19h, na Alpharrabio, em Santo André. No evento, o autor fará um bate-papo, seguido de pocket show, com a banda Freud à Deriva.

Medeiros conta que pensou em pesquisar sobre a vida do cantor e compositor cearense à época que foi noticiado seu sumiço, em 2007. “Me dei conta de que o interesse pela figura dele estava crescente. E eu já tinha grande afeto por sua obra, já achava uma vida extraordinária dentro da MPB, do mesmo porte de Chico Buarque e Caetano Veloso.”

O autor notou também certo mistério sobre a história de Belchior. Ele explica: “Os poucos verbetes que tinham eram imprecisos. Até mesmo nas reportagens não tinha nada muito profundo”. O jornalista resolveu então investigar e deu início ao trabalho, que demorou um ano e meio para ser concluído, com desfecho que jamais esperava.

É que uma semana antes de Belchior partir, de fato – já que para o público, credores e familiares ele havia ‘sumido’ há uma década –, Medeiros estava de malas prontas para Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, seu último esconderijo. “Já tinha a informação de que ele estava lá. Cheguei tarde, infelizmente. Belchior morreu na semana em que iria. Tive de refazer a estratégia e ir para o funeral dele, em Fortaleza, que foi o último capítulo do livro. Até então não sabia como terminaria”, lembra.

E neste meio-tempo, entre ideia e elaboração do livro, Medeiros montou quebra-cabeça de quem foi Belchior. “Investigando a fundo descobri amores, brigas, paixões... Ele foi monge capuchinho, depois hippie. Um homem casado, tranquilo e normal. Teve até uma gravadora que se chamava Camerati, de música independente (no bairro Jardim), em Santo André, que acabou vendendo. E no fim da vida virou desaparecido. Cansou do jogo social, das convenções, das contas para pagar, das cobranças familiares. Belchior viveu várias vidas.”

O cantor encerrou sua história assim como a última música do último disco de inéditas que gravou, em 1993: disse um ‘até mais ver’ – prenúncio do que viria nos anos seguintes – e saiu de cena por conta de um aneurisma da aorta.

Belchior – Apenas um Rapaz Latino Americano – Livro. Na Livraria Alpharrabio – Rua Eduardo Monteiro, 151, em Santo André. Às 19h. Terá show da banda Freud à Deriva. Ingr.: R$ 10.



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