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Fábrica de Sal passa a ser patrimônio estadual

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Proteção por lei afasta risco de área, em Ribeirão Pires, ser demolida ou entregue à iniciativa privada


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

01/03/2018 | 07:00


 Após completar 120 anos – em janeiro –, a Fábrica de Sal, em Ribeirão Pires, finalmente respira aliviada. Foi oficializado na segunda-feira o tombamento da área pelo Condephaat-SP (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) e, com isso, afastada a possibilidade de o local ser demolido ou entregue à iniciativa privada, conforme a vontade da gestão anterior (Saulo Benevides 2013 – 2016).

Na prática, significa dizer que a área passa a ser reconhecida como patrimônio cultural do Estado e está protegida por lei. Dessa forma, quaisquer intervenções devem ser aprovadas pelo Condephaat. O procedimento é válido para todo o perímetro iniciado na esquina Leste da Avenida Humberto de Campos com a Rua Major Cardim, entre a via férrea da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e a Avenida Santo André, onde está o corpo central do edifício e sua chaminé (veja no mapa ao lado).

“O tombamento reconhece o edifício como exemplar industrial do ramo alimentício na Região Metropolitana de São Paulo e um dos mais antigos do Estado, e também como representativo da ocupação industrial do Estado, apoiado nas políticas de incentivo à imigração europeia”, destaca o diretor de patrimônio cultural de Ribeirão Pires, Marcílio Duarte. Ele, inclusive, foi responsável pela coleta de informações, estruturação do projeto de tombamento e envio ao Condephaat. “É uma vitória, após luta”, reconhece.

Para Duarte, a área tem potencial turístico a ser explorado. Inicialmente, a ideia do CATP (Centro de Apoio Técnico ao Patrimônio) da cidade era que o local se tornasse sítio arqueológico, aberto esporadicamente para visitação. “Existe a necessidade de se pensar neste espaço e a obrigação de preservá-lo. Trata-se de um presente para a cidade”, comemora.

Embora afirme que a administração trabalhe em projeto para definir os trabalhos de restauração e a destinação do espaço, o prefeito Adler Kiko Teixeira (PSB) ainda não deu sinais sobre o futuro do espaço. “A partir da publicação desta resolução, nossa equipe ganha novos instrumentos que serão utilizadas como diretrizes para viabilização da restauração, preservação e destinação do bem tombado. Também encerramos capítulo de ameaças à Fábrica de Sal”, diz.

Ao longo de sua história, a Fábrica de Sal passou por altos e baixos, sendo a fase mais crítica registrada nos últimos três anos (veja arte ao lado). Diante de projeto de demolição da área, em 2016, sociedade civil e artistas se posicionaram contra a ideia.

Trata-se do terceiro bem público do município tombado, ao lado do Conjunto Ferroviário de Ribeirão Pires (desde 2011) e da Igreja de Nossa Senhora do Pilar (desde 1975).



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