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Sorrisos e atenção para selfies

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Pesquisas dizem que registro ajuda a lembrar mais de viagens e revela comportamento


Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

25/02/2018 | 07:00


O registro de fotos pode ser considerado uma ação comum, principalmente em tempos em que os smartphones deixaram tudo ainda mais dinâmico. A facilidade trazida pelas câmeras menores e celulares, a partir dos anos 2000, impulsionou a selfie como principal artifício desse tipo de linguagem. Além de mostrar detalhes de lugares visitados, abre espaço para brincadeira egocêntrica com adeptos e críticos. No meio da procura do ‘ângulo perfeito’, é preciso estar atento a certos limites e cuidados no excesso da prática.

A pose se tornou tão popular nas últimas décadas que virou tema de pesquisas comportamentais. Estudo realizado pela Universidade Tecnológica Nanyang, de Singapura, por exemplo, aponta que o autorretrato é capaz de apontar certas características de cada pessoa, casos de tendência a ser mais cooperativo, organizado, curioso ou depressivo, levando em conta questões como pose, cenário, possível filtro usado e a expressão escolhida na hora do clique. Até mesmo o uso da duck face foi apontado como maior escolha entre os ansiosos. Já levantamento organizado pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos, em parceria com o portal HomeAway (especializado em aluguel de imóveis), revelou que registros em frente a um ponto turístico ajuda em 40% ao viajante em lembrar de sua visita ao local, tornando a jornada ainda mais especial.

Mas a busca por selfie bem descolada pode ser mais perigosa do que se imagina. Os resultados da pesquisa Me, Myself and My Killfile: Characterizing and Preventing Selfie Death (Eu, Eu Mesmo e Meu Arquivo Mortal: Caracterizando e Prevenindo Mortes por Selfie, em português) mostram que, em 2016, houve 127 mortes motivadas pelo autorretrato em todo o mundo. Há casos registrados em topos de prédios, perto de cachoeiras, no trajeto de trens e nas escadarias do famoso Taj Mahal, na Índia, país com maior número de mortes por descuido no momento das fotos. Por causa das tragédias, determinados pontos possuem placas que alertam sobre os perigos das fotografias na área.

A ação se tornou parte do cotidiano e está aberta a diferentes tipos de interpretações pelas mídias. Foi aproveitando o tema que o diretor Erdal Ceylan produziu o terror Selfie Para o Inferno, curta do YouTube de 2015 e que ganha, nesta temporada, o formato de longa-metragem no cinema. Os sustos aparecem na medida em que a vlogueira Julia adoece de maneira misteriosa e sua prima Hannah inicia investigação sobre o acontecido, com elementos da dark web vindo à tona na história. Parte do medo vem do fato de que estranhas figuras surgem nas fotografias tiradas por Hannah e parecem não estar no ambiente ao seu redor.

Fazer selfie é divertido para quem adora se mostrar na frente da câmera e pode render curtidas nas redes sociais. Entretanto, a prática deve ter limites ligados ao ‘bom-senso’ para que complicações não atrapalhem a brincadeira – até mesmo de maneira fatal. Sem excessos e perigos, basta sorrir para mais uma foto de lembrança.  



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