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Bichinhos de olho na alimentação

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Famílias precisam estar atentas às dietas dos pets para que eles também fique saudáveis


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

25/02/2018 | 07:00


Comer de forma saudável e consciente não faz parte apenas da vida dos seres humanos. Os animais que temos em casa também precisam se alimentar bem para ter saúde. No papel de tutores, as pessoas têm responsabilidade de fazer com que os pets tenham dieta equilibrada. É preciso ficar de olho em certos detalhes, como a possível falta de alguma vitamina para o bichinho ou os números da balança aumentarem ou despencarem quando eles são pesados, sendo que mostram que há algo de errado na rotina alimentar do animal.

Comer muito se tornou problema para Jade. A cocker spaniel estava acima do peso e teve que comer ração especial por bom tempo. Hoje, aos 16 anos, conseguiu perder os quilos extra. “Teve que entrar na dieta pois não aguentava nem sair para passear. O problema é que ela gosta de comer. Só agora que está mais velhinha é que se alimenta em menor quantidade”, conta Rafaella Fajardo Shimizu, 11 anos, sobre a companheira.

A preocupação nesse tipo de caso deve ser constante, uma vez que o peso em excesso pode gerar dores nas articulações, dificuldade de locomoção, alteração nos níveis de colesterol e açúcar, possibilidade de se tornarem diabéticos ou ainda resultar em paralisia por conta do peso na coluna.

Além de Jade, a menina de São Bernardo ganhou outra cachorrinha nos últimos meses: Cora, também uma cocker spaniel, mas com 11 anos. “Ela não para. Come ração e um pouco da nossa comida. Além disso, gosta de bolacha água e sal. Evitamos dar doces”, diz Rafaella, que tem consciência que as cadelas precisam comer menos. A dupla também come frutas, como maçã e banana.

NOME IDEAL - Moradora de Santo André, Maria Clara Ribas Mendes Gontijo, 11, parece ter encontrado o nome perfeito para sua gata. Com três anos, Fofa sempre se mostrou ‘boa de prato’ – ou melhor, de tigela. “Desde que era pequena nunca demos comida, doces ou outras guloseimas, tanto que ela não liga para nossa comida. Mas come bem a ração dela”, afirma Maria Clara.

A fome da felina é tamanha no cotidiano que a família já chegou a abastecer o pote da pet cinco vezes em 24 horas. O ideal é que o prato do animal não fique cheio o tempo todo. A comida necessária no dia pode ser fracionada ou dada entre uma ou duas vezes ao dia (a cada 12 horas, por exemplo). No caso das rações, que são balanceadas e com os nutrientes certos para diferentes animais, os rótulos trazem a quantidade certa para cada tipo de bicho (que, geralmente, varia conforme porte e peso).

Por causa do aumento de peso e por preocupação quanto à saúde de Fofa, atualmente a gatinha come em três horários (manhã, tarde e noite). “O que faz ela ser mais fofinha é o fato de ela não gostar de brincar e andar. Ela é preguiçosa e prefere ficar deitada a maior parte do tempo”, revela Maria Clara.

O cardápio dos pets também pode ter arroz, feijão e carne, a chamada ‘comida natural’. No entanto, ela não pode ser feita com nenhum tipo de tempero ou condimento. Deve ser cozida apenas com água. Além disso, nesses casos, o animal pode precisar tomar uma vitamina à parte, o que não acontece com a ração e, nesses casos, só um médico veterinário para orientar. Todo cuidado é demonstração de amor para qualquer espécie.

Coelhos gostam e podem, sim, comer cenouras. O alimento, além de fazer bem, ativa o instinto do pet em usar os dentinhos. Capim, feno e alfafa, por exemplo, também agradam o paladar dos roedores. A dica, para qualquer animal, é que a alimentação seja variada, para que ele não enjoe;

A calopsita, por exemplo, pode comer as rações e alguns legumes, verduras e frutas que temos em casa. Couve, abobrinha, rúcula e espinafre são alguns dos alimentos que são liberados. As sementes, casos de alpiste, aveia descascada, linhaça e girassol, também precisam fazer parte da alimentação desse animal – apesar das frutas serem recomendadas, suas sementes podem ser perigosas. Migalhas de pão, bolos, restos de comida nunca devem ser oferecidos para os pássaros;

Os passarinhos e roedores, geralmente, precisam que vitaminas sejam colocadas na água – tudo orientado por um veterinário. No entanto, esses suplementos não podem ficar expostos aos raios de Sol, já que são sensíveis e se degeneram, não fazendo efeito. Nesses casos, recomenda-se que se use bebedouros escuros;

Se o cão e o gato que comem ração comerem algo que caia no chão, não há motivo de desespero. No caso de alimentos comuns é preciso ver se não há vômito ou diarréia tempo depois. Caso esses animais engulam um objeto estranho, a exemplo de pedaço de osso pontudo, remédios ou brinquedos, aí, sim, deve-se levá-los imediatamente ao veterinário para que exames sejam feitos. Isso evita de passarem mal ou de o item ficar alojado em órgãos importantes;

Os pratinhos de ração não devem ficar o dia todo com comida. O ideal é limpá-los após a alimentação dos animais para que os restos não atraíam bichos, como ratos. Além disso, a comida do animal evita de estragar e de ele passar mal por conta disso. Os potes devem ficar na sombra para se manterem frescos e a água filtrada deve ser trocada diariamente;

Cães, gatos, coelhos e calopsitas podem comer frutas. É bom que se evite as cítricas, como laranja e uva, para que não prejudiquem o funcionamento do sistema digestivo. O alerta fica por conta das sementes, que devem ser retiradas. As da maçã, por exemplo, são tóxicas a todos os bichos e podem deixá-los doentes;

Dar chocolate ou qualquer outro tipo de doce aos bichos é prejudicial à sua saúde. A longo prazo, além de passar mal (apresentando vômitos e/ou diarreia), o pet pode desenvolver doenças sérias, como a pancreatite (inflamação do pâncreas, órgão produtor de proteínas que aceleram as transformações químicas do corpo para que ele funcione). Isso tudo acontece porque a alta quantidade de açúcar começa a desequilibrar a insulina do organismo, alterando, assim, o metabolismo como um todo. Outro problema que pode comprometer a saúde dos animais devido excesso de doce é a diabetes. Dentre todos os problemas, essa patologia pode levá-los a desenvolver problemas de visão, podendo levar à cegueira, além de deixá-los frágeis a lesões;

Apesar de muita gente acreditar que os gatos adoram tomar leite, a bebida não é recomendável para a alimentação de qualquer tipo de animal na vida adulta. Após desmamar da mãe (quando passam período tomando somente leite da matriarca), o organismo dos bichos não sente falta do líquido. As vitaminas da bebida são encontradas, por exemplo, nas rações. Além disso, o açúcar presente no leite não é de fácil digestão, podendo desencadear diarreia. Na verdade, não é exatamente do leite que os gatos gostam: eles adoram, sim, a textura ‘molhada’. Isso explica o motivo de se agitarem com comida úmida. Os alimentos em sachês são bem aceitos por possuírem maior hidratação, fazendo com que seu organismo trabalhe melhor.

Consultoria de Livia Romeiro, médica-veterinária do Vet Quality Centro Veterinário, de São Paulo.



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