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‘PSDB tem de se concentrar no pleito do Alckmin’, afirma Márcio França

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

14/02/2018 | 07:00


Prestes a herdar a chefia do governo do Estado de São Paulo, o vice-governador Márcio França (PSB) despistou sobre possível convite para ingressar no PSDB para disputar a reeleição em outubro. O socialista, que assumirá o comando do Palácio dos Bandeirantes nos próximos meses com a renúncia do governador Geraldo Alckmin (PSDB) – será candidato a presidente –, sugere que o tucanato abra mão de lançar nome próprio ao governo paulista em favor do projeto de Alckmin.

“O PSDB disputou quatro eleições (à Presidência) e perdeu as quatro. (O partido) Precisa ter foco. Eu acho que a saída para o PSDB é concentrar no que tem de mais importante, que é a eleição do Alckmin a presidente. Quem tem candidato a presidente com a qualidade do Alckmin deve concentrar bastante a eleição dele. Vai ser uma eleição difícil”, avalia o socialista, em entrevista ao Diário.

França analisa também que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado em segunda instância no caso do triplex, conseguirá transferir votos, o que deixará um petista no segundo turno. “A única certeza que eu tenho é a de que o PT estará no segundo turno.”

Confira entrevista completa abaixo.

Especulou-se que o sr. teria aceitado um convite do governador Geraldo Alckmin para ingressar no PSDB e, assim, disputar a reeleição. Houve, de fato, esse convite?
O (João) Doria (prefeito da Capital) me convidou para ir para o PSDB e eu falei, na brincadeira, para ele vir ao PSB junto com o Alckmin. Teve um convite pelo rádio. Ele (Doria) falou no (programa do José Luiz) Datena. Ele disse que tinha um jeito de fazer palanque único (na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes), era eu ir para o PSDB e, pronto, estaria resolvido. Não foi um convite direto, foi pela rádio. E eu falei: ‘Tudo bem, é uma ideia’. Mas também podemos trazer o Alckmin para o PSB, o candidato a presidente vai ser nosso (correligionário) e aí eu abro mão de ser candidato a governador e eu apoio o Doria (na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes).

A única saída para o PSDB encontrar unidade na eleição em São Paulo seria levá-lo para o partido?

Eu acho que a saída para o PSDB é concentrar no que tem de mais importante, que é a eleição do Alckmin a presidente. Quem tem candidato a presidente com a qualidade do Alckmin deve concentrar bastante a eleição dele. Vai ser uma eleição difícil.

O PSDB deve seguir esse caminho mesmo tendo hegemonia no Estado de São Paulo e por governar o Palácio dos Bandeirantes há duas décadas?
O PSDB disputou quatro eleições (à Presidência) e perdeu as quatro (duas com José Serra, uma com Alckmin e outra com Aécio Neves). (O partido) Precisa ter foco. O mapa do Brasil (a votação de cada partido por Estado), em quatro eleições, é idêntico. Não muda nem um Estado. É praticamente um cópia do outro. É uma coisa impressionante. Eu falo isso para todo mundo e as pessoas não olham. No Sul e no Sudeste já está azul (onde o PSDB costuma ganhar as eleições). O problema é quem vai furar o vermelho no Norte e no Nordeste. Vai dar uma votação assim de novo. Quem tem candidatura à Presidência, foi assim que aprendi com o doutor (Miguel) Arraes e com o Eduardo Campos (ex-governadores do Pernambuco), a prioridade tem de ser essa. Depois de preencher a Presidência, aí vamos para os Estados, vamos compor (aliança). Para mim não tem problema em o PSDB lançar candidato (ao governo paulista). Eu serei candidato.

A rejeição do governo do presidente Michel Temer (MDB) atingiu históricos 70%. O apoio dos partidos, como PSDB e o PSB, ao seu governo, pode respingar negativamente nas eleições?
Acho que não. Nós temos três forças nacionais hoje: o Alckmin, o PT, e o (deputado federal Jair) Bolsonaro (PSC-RJ). São as três forças concretas. O resto é especulação. E se o Luciano Huck (for candidato), e se o Faustão, e se a Xuxa, e se o Ayrton Senna... O eleitor vai deixar de votar no PSDB para votar em quem? O eleitor brasileiro, aqui em São Paulo, tende a votar antiPT. O eleitor, em nível nacional, vota metade PT e metade antiPT. Eu vou disputar aqui com quem? Se for o Doria, ele apoia o Michel até hoje. O (Paulo) Skaf (presidente da Fiesp) é o próprio Michel.

Como o sr. avalia o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em segunda instância, mas o partido garante que ele será candidato? O sr. acredita na candidatura de Lula?
Acho que ele (Lula) vem candidato, vai insistir, mas não estará na urna no dia da eleição. Eu tenho respeito pelo Lula, eu nunca vou ser a favor de alguém não ter direito (em ser candidato). Agora, juridicamente ele está inelegível. Tem como você escapar de uma coisa. A condenação em segundo grau, com (votação de) três a zero, torna-se irreversível. É que nem você acabar uma eleição em falar eu sou melhor, mas ele ganhou. Transitado em julgado, você pode estar certo ou errado, mas esse assunto ficou para trás. Agora não se discute mais prova, nessa fase de recursos. Eu acho que eles (PT) já estão pensando numa alternativa. E digo mais: qualquer candidato do PT estará no segundo turno, não precisa ser o Lula. Acredito que o Lula transfere, pelo menos, de 25 a 30 pontos dos votos que ele tem nacionalmente. A única certeza que eu tenho é a de que o PT estará no segundo turno.

O que o PSB planeja para a disputa por vagas na Assembleia Legislativa, sobretudo no Grande ABC?
Eu tenho apoio do PV, tenho o apoio do Alex (Manente, deputado federal de São Bernardo). Numa região como essa, grande, acho que dá para gente eleger uns quatro federais e quatro estaduais. Eu acho que está caminhando para uma realidade que vai surpreender, vai afunilar para termos duas ou três candidaturas, no máximo. Eu me refiro a nomes verdadeiramente competitivos, que têm tempo de televisão. Recentemente acertamos apoio do PSC, temos Pros, PR, Solidariedade, quase estamos fechando com o PRB e com o PTB.

Ou seja, se o PSDB insistir em lançar candidato, o partido terá dificuldades de formar alianças com os demais partidos...
Cada um faz sua parte. Eu faço a minha.



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