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Esperança em um crescimento sólido

Começamos 2017 com inflação aparentemente controlada, de 5,45%; taxa de desemprego elevada, de 13,6%; queda de 3,6% no PIB (Produto Interno Bruto) de 2016; e juros de impressionantes 13%


Alexandre Borbely, Anderson Thiago dos Santos, Angelo Cesar Grasino Peçatti e Thiago Farias Soares, do curso de Ciências Econômicas da Universidade Metodista de São Paulo

10/02/2018 | 07:13


O ano de 2017 foi marcado pelas incertezas dos rumos da economia. O foco se manteve nas políticas de estabilização, principalmente no que tange ao controle da inflação, que nos últimos anos apresentou crescimento considerável. A pergunta que ecoou durante o ano recém-encerrado foi se retomaríamos o crescimento econômico ou continuaríamos em recessão.

Começamos 2017 com inflação aparentemente controlada, de 5,45%; taxa de desemprego elevada, de 13,6%; queda de 3,6% no PIB (Produto Interno Bruto) de 2016; e juros de impressionantes 13%. No cenário político os problemas ainda imperaram, pois o governo começou o ano com a desconfiança popular e índice de rejeição elevada. No decorrer de 2017, todavia, a economia obteve pequenas melhoras relativas, ainda que o cenário político tenha continuado conturbado e desacreditado, sempre à sombra da corrupção.

Algumas políticas econômicas foram desenvolvidas para tentar destravar a economia e recuperar os investimentos: o controle dos gastos públicos, a redução dos juros, a liberação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e a reforma trabalhista foram os principais instrumentos para tentar equilibrar as contas públicas, fomentar o consumo e gerar investimentos produtivos.

No segundo semestre, a economia começou a apresentar alguns sinais de melhora, tivemos redução considerável na inflação por conta da maior oferta de alimentos, uma redução – ainda que mínima – na taxa de desemprego e, segundo estimativas, poderemos ter crescimento do PIB da ordem de inesperado 0,9%.

Essas medidas têm sido bem-vistas pelo mercado, porém há muita contestação quanto ao custo social da reforma trabalhista. Já na reforma da Previdência Social, o governo não teve êxito e forças suficientes até agora para o encaminhamento ao Congresso Nacional, postergando a possível votação para este 2018. Nota-se que para o governo aprovar esta reforma tem negociado muito com partidos políticos no Congresso no estilo ‘toma lá e da cá’.

A reforma previdenciária tem sido ponto controverso entre políticos e economistas do País: enquanto uns defendem ser necessária para um ajuste nas contas públicas, outros a veem como nefasta para o trabalhador brasileiro. O fato é que o ambiente político em torno dessa reforma está agitado e sabe-se que existem falhas na proposta encaminhada. A gestão dos recursos advindos da Previdência não está sendo debatida a contento.

O cenário para este 2018, ainda que a economia apresente sinais de pequena recuperação, é de cautela. Alguns componentes exógenos podem influenciar futuras decisões econômicas, como um possível aumento na taxa de juros norte-americana e a frustração nas reformas econômicas. O ano de 2018 será de esperança e ao mesmo tempo de receio e novas incertezas.

Contudo, as reformas efetuadas em 2017, mesmo não sendo as mais ideais, contribuirão para o ajuste da economia brasileira e um crescimento mais robusto do PIB em 2018, que, segundo alguns analistas, será de 2,6%. Entretanto, é ano de eleição, e é justamente nesse prisma que as incertezas e os medos começam a reaparecer. Muitos despontam como prováveis candidatos à corrida presidencial e a imprevisibilidade domina o cenário eleitoral.

Esperamos que em 2018 o Brasil retome os caminhos de um crescimento sólido, diminuindo a taxa de desemprego, com melhoras no nível de renda da população e ajustes das contas públicas. Pois o próximo presidente da República terá a árdua tarefa de estruturar o País e preparar seu desenvolvimento para a próxima década.

Enquanto isso, desejamos um feliz e esperançoso ano novo no retorno à nossa coluna. 



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Esperança em um crescimento sólido

Começamos 2017 com inflação aparentemente controlada, de 5,45%; taxa de desemprego elevada, de 13,6%; queda de 3,6% no PIB (Produto Interno Bruto) de 2016; e juros de impressionantes 13%

Alexandre Borbely, Anderson Thiago dos Santos, Angelo Cesar Grasino Peçatti e Thiago Farias Soares, do curso de Ciências Econômicas da Universidade Metodista de São Paulo

10/02/2018 | 07:13


O ano de 2017 foi marcado pelas incertezas dos rumos da economia. O foco se manteve nas políticas de estabilização, principalmente no que tange ao controle da inflação, que nos últimos anos apresentou crescimento considerável. A pergunta que ecoou durante o ano recém-encerrado foi se retomaríamos o crescimento econômico ou continuaríamos em recessão.

Começamos 2017 com inflação aparentemente controlada, de 5,45%; taxa de desemprego elevada, de 13,6%; queda de 3,6% no PIB (Produto Interno Bruto) de 2016; e juros de impressionantes 13%. No cenário político os problemas ainda imperaram, pois o governo começou o ano com a desconfiança popular e índice de rejeição elevada. No decorrer de 2017, todavia, a economia obteve pequenas melhoras relativas, ainda que o cenário político tenha continuado conturbado e desacreditado, sempre à sombra da corrupção.

Algumas políticas econômicas foram desenvolvidas para tentar destravar a economia e recuperar os investimentos: o controle dos gastos públicos, a redução dos juros, a liberação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e a reforma trabalhista foram os principais instrumentos para tentar equilibrar as contas públicas, fomentar o consumo e gerar investimentos produtivos.

No segundo semestre, a economia começou a apresentar alguns sinais de melhora, tivemos redução considerável na inflação por conta da maior oferta de alimentos, uma redução – ainda que mínima – na taxa de desemprego e, segundo estimativas, poderemos ter crescimento do PIB da ordem de inesperado 0,9%.

Essas medidas têm sido bem-vistas pelo mercado, porém há muita contestação quanto ao custo social da reforma trabalhista. Já na reforma da Previdência Social, o governo não teve êxito e forças suficientes até agora para o encaminhamento ao Congresso Nacional, postergando a possível votação para este 2018. Nota-se que para o governo aprovar esta reforma tem negociado muito com partidos políticos no Congresso no estilo ‘toma lá e da cá’.

A reforma previdenciária tem sido ponto controverso entre políticos e economistas do País: enquanto uns defendem ser necessária para um ajuste nas contas públicas, outros a veem como nefasta para o trabalhador brasileiro. O fato é que o ambiente político em torno dessa reforma está agitado e sabe-se que existem falhas na proposta encaminhada. A gestão dos recursos advindos da Previdência não está sendo debatida a contento.

O cenário para este 2018, ainda que a economia apresente sinais de pequena recuperação, é de cautela. Alguns componentes exógenos podem influenciar futuras decisões econômicas, como um possível aumento na taxa de juros norte-americana e a frustração nas reformas econômicas. O ano de 2018 será de esperança e ao mesmo tempo de receio e novas incertezas.

Contudo, as reformas efetuadas em 2017, mesmo não sendo as mais ideais, contribuirão para o ajuste da economia brasileira e um crescimento mais robusto do PIB em 2018, que, segundo alguns analistas, será de 2,6%. Entretanto, é ano de eleição, e é justamente nesse prisma que as incertezas e os medos começam a reaparecer. Muitos despontam como prováveis candidatos à corrida presidencial e a imprevisibilidade domina o cenário eleitoral.

Esperamos que em 2018 o Brasil retome os caminhos de um crescimento sólido, diminuindo a taxa de desemprego, com melhoras no nível de renda da população e ajustes das contas públicas. Pois o próximo presidente da República terá a árdua tarefa de estruturar o País e preparar seu desenvolvimento para a próxima década.

Enquanto isso, desejamos um feliz e esperançoso ano novo no retorno à nossa coluna. 

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