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Cores e sabores de Belém

Eliane de Souza
Especial para o Diário
05/04/2012 | 07:44
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Cores e sabores de Belém

Tão encantadora quando a Ilha de Marajó é a capital do Pará. Belém é um mundo a ser descoberto. Poucas cidades brasileiras têm cultura tão rica e peculiar. Seus prédios históricos relembram a época do auge da borracha. Bem preservados, eles levam o turista a uma viagem no tempo.

A culinária paraense é igualmente única, baseada em ingredientes da selva, técnicas indígenas e caboclas, e tem servido de inspiração para os mais celebrados chefs do País. Por isso, não saia de Belém sem jantar na Estação das Docas, um centro de entretenimento, montado no antigo cais do porto, que não deixa nada a dever a locais como o Puerto Madero de Buenos Aires.

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Uma das grandes atrações da capital do Pará é o Mercado Ver-o-Peso, considerado a maior feira livre da América Latina. O mercado acaba de completar 396 anos e foi tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1977.

Localizada às margens da baía do Guajará, a feira do Ver-o-Peso faz parte de um complexo paisagístico e urbanístico que inclui um conjunto de igrejas, casas e outras edificações de influência europeia. Sua origem data da segunda metade do século 17, quando o espaço teria sido criado para funcionar como entreposto fiscal.

O nome faz referência às chamadas Casas do Haver-o-Peso, projetadas no Brasil para conferir o peso exato das mercadorias e cobrar os respectivos impostos para a Coroa portuguesa. A partir de então, foi popularmente denominado lugar de Ver-o-Peso, por onde passava grande parte das mercadorias que entravam ou saíam da Amazônia.

É nesse complexo que todos os atrativos da capital paraense - cultura, gastronomia, hospitalidade do povo, cores, ritmos e cheiros - revelam-se ao visitante. E é também o principal ponto turístico roteirizado pelas agências de viagens e empresas promotoras de eventos em Belém.

Segundo a Secretaria Municipal de Economia, órgão gestor do espaço, cerca de 2.500 pessoas, entre consumidores e trabalhadores, circulam no local diariamente.

Tesouros do Ciclo da Borracha

Belém guarda até hoje tesouros do Ciclo da Borracha, que teve seu auge entre os anos de 1890 e 1920. À época, era considerada a cidade brasileira mais desenvolvida e uma das mais prósperas do mundo, sediando residências de seringalistas, casas bancárias e outras importantes instituições.

O Teatro da Paz é um dos mais bonitos do País e foi construído nessa época. Faça um tour guiado para conhecer a sala de espetáculos inspirada no teatro Alla Scalla, de Milão.

Na Cidade Velha, aproveite para conhecer atrações como o Forte do Presépio, que remete à fundação da cidade; a Catedral da Sé, de onde parte a procissão do Círio de Nazaré; o Museu de Arte Sacra, na Igreja de São Francisco Xavier; e o charmoso centro cultural Casa das Onze Janelas.

Visite o parque Mangal das Garças para mergulhar no ambiente da Amazônia sem sair do centro de Belém, à beira do Rio Guamá. A atmosfera tropical também é garantida pelas inúmeras mangueiras que tomam as ruas e ajudam a amenizar o clima quente e úmido. Quem quiser visitar a Cidade das Mangueiras - como ficou conhecida Belém - em tempo de safra deve agendar a viagem para janeiro ou fevereiro.

Encerre o passeio pela cidade com visita na loja Artesanato BX, ao lado da Praça da República. Nas prateleiras estão disponíveis peças indígenas, cerâmicas e trufas com recheio de frutas regionais.




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