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Alckmin cogita trazer França para o PSDB

Aliados do governador espalharam chance de o atual vice sair do PSB e ser candidato no tucanato


Raphael Rocha

01/02/2018 | 07:00


O governador Geraldo Alckmin (PSDB) cogita a possibilidade de convidar seu vice, Márcio França (PSB), a se filiar no tucanato e lançar candidatura ao Palácio dos Bandeirantes pelo PSDB.

Fontes do PSDB, do PSB e até do Palácio dos Bandeirantes confirmaram ao Diário que essa é uma das estratégias na mesa de Alckmin, que já declarou que seria ideal para sua candidatura a presidente da República ter palanque único no Estado onde exerce o posto de governador pela quarta vez. A transferência partidária, porém, não foi confirmada pelas partes envolvidas.

Ontem, aliados do governador espalharam, por aplicativo de mensagens, informações que indicavam um suposto acerto entre Alckmin e França para mudança de partido e para junção do bloco que hoje apoia o tucano em torno de um só candidato.

A ideia de Alckmin, caso a manobra se confirme, além de evitar a duplicidade de palanques de seu arco de aliados em São Paulo, é estremecer o PSB. Isso porque há relutância da cúpula nacional do PSB em apoiar Alckmin na corrida presidencial. Assim, o governador tucano retiraria um dos principais quadros do PSB e, por sua vez, França, que assume o Executivo até abril, evitaria saia justa em ter de defender Alckmin a contragosto de sua legenda. De quebra, Alckmin cumpriria com a palavra dada ao tucanato de que o PSDB teria candidato próprio à sua sucessão.

Presidente do PSDB paulista, o deputado estadual Pedro Tobias declarou que Márcio França “seria bem-vindo” no PSDB, mas assegurou que o atual vice-governador não teria carta branca para ser o postulante da sigla ao Palácio dos Bandeirantes. “Hoje temos três nomes que querem ser candidatos. Ele (França) seria o quarto e, assim, precisaríamos de prévias. Ele, se chegar, não chegaria para ser candidato automático.”

Os três nomes citados por Pedro Tobias são o secretário de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, o cientista político Luiz Felipe D’Ávila e o prefeito da Capital, João Doria – esse último defendido pela maioria dos deputados estaduais e por alguns prefeitos do Estado.

Nos últimos dias, França intensificou articulação para atrair tucanos que estão descontentes com uma eventual candidatura de Doria. Por outro lado, o prefeito paulistano garantiu que o PSDB terá candidato próprio.

Aliados de França disseram ao Diário que caso o vice-governador aceite mudar de legenda, toda costura em torno de seu projeto eleitoral será refeita. Ele, por exemplo, anunciou apoio do PR, do Solidariedade e do Pros e está próximo de oficializar acordos com PV, PPS e PRB, o que igualaria o tempo de TV durante a eleição com um candidato tucano.

França, que também preside o PSB em âmbito estadual, não retornou aos contatos da equipe do Diário. 



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