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Convênios negociam e boicote é descartado


Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

26/10/2004 | 09:02


Trinta e dois convênios médicos do Grande ABC administrados em esquema de autogestão (planos corporativos) podem estar a um passo de se virem livres das ameaças de boicote anunciadas pelos médicos. A Unidas - entidade que administra este grupo de convênios - encaminhou à APM (Associação Paulista dos Médicos) um documento solicitando uma reunião para iniciar as negociações de reajuste de preços de procedimentos e honorários, que valerão para todo o Estado.

O encontro, segundo o líder do Movimento dos Médicos do Grande ABC, Romildo Gerbelli, ainda não tem data marcada, mas deve acontecer até a próxima semana. Se a negociação tiver resultado positivo, subirá para 64 o número de planos de saúde que atuam na região e que aceitaram rever os preços dos procedimentos médicos e reajustar os valores.

Nesta segunda, a reportagem tentou contato com o diretor da Unidas, Valter Lírio, mas ele estava fora de São Paulo. Na entidade, ele é o responsável pelas negociações com os convênios de autogestão que atuam no Estado de São Paulo.

As empresas de saúde que funcionam pelo modelo de autogestão pagam entre R$ 11 (Cooperbrás) e R$ 31,20 (Sintrajud) por consulta médica realizada. A maioria dos convênios paga menos de R$ 25 (veja quadro) - o mínimo inicial que vem sendo aceito pela comissão negociadora do movimento dos médicos. Dos 32 convênios subordinados à Unidas, 17 pagam valores inferiores.

A meta dos médicos é chegar ao valor de R$ 42 por consulta realizada. "Mas estudamos reajustes progressivos", afirmou o líder do movimento, Gerbelli, que espera com entusiasmo o desenrolar da menção da entidade em abrir as negociações.

Dos 32 convênios de autogestão, o Imasf foi o único que chegou a ser boicotado pelos médicos, no primeiro semestre.

Boicote - Atualmente, no Grande ABC cinco convênios médicos estão sob boicote. Para passar por qualquer consulta médica, os usuários da Medial, Amico, Interclínicas, Amesp e Blue Life precisam pagar do bolso R$ 42 e pedir, posteriormente, o reembolso junto à administração da empresa de saúde. As empresas pagam apenas o valor de tabela repassado aos médicos, que não chega aos R$ 42.

Na última assembléia realizada pelo movimento (criado em abril para forçar as empresas a rever as tabelas que não tiveram reajustes nos últimos dez anos), na quinta-feira passada, os médicos recusaram nove propostas. Além dos convênios sob boicote, não passaram pelo crivo dos profissionais as propostas da Samcil, Intermédica e Notre Dame. Os médicos também deram prazo até o dia 1º de novembro para que a Unihosp cumpra o acertado com a comissão no primeiro semestre. Ao término do prazo, o convênio entra automaticamente no boicote.



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