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Fraga defende investimentos em educação

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Da Agência Brasil

23/02/2010 | 07:00


O economista Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central) afirmou ontem que o crescimento do País depende de mais investimentos em educação e infraestrutura. Para ele, esses são os desafios do Brasil. "Reinvestimos menos de 20% do PIB (Produto Interno Bruto, a soma de bens e serviços produzidos no País). Isso não tem mágica", disse Armínio durante seminário sobre os países que compõem o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).

Para continuar a crescer no mesmo patamar anterior à crise (2007/2008), de cerca de 5% ao ano, ou mesmo aumentar essa taxa, o economista destacou a necessidade de ampliar as aplicações em energia, água, saneamento e infraestrutura.

Ao destacar as vantagens do Brasil em relação ao Bric, ele citou a participação da sociedade nas discussões, imprensa ativa e "ambiente político rico", "com uma estabilidade que outros países não têm".

Fraga também avaliou que o Brasil está a cada dia mais capitalista, criando ambiente favorável a mais aplicações e à atuação de novos empreendedores, além de mais ativo no mercado de capitais "alavancando investimentos e a geração de emprego".

Ao falar sobre a China, ele lembrou que o país tem um modelo de produção e organização centralizado, voltado para a indústria e para exportação, mas com problemas de meio ambiente, principalmente na geração de energia. "Em certo lugares, como no Norte, há uma mistura de poluição e poeira com ar seco. Essa questão é um desafio enorme", disse.

Sobre a política cambial chinesa, Fraga disse que, no futuro, eles vão ter que valorizar a moeda local, o Yan, que caminhará para o câmbio livre.

"A China mantém um sistema de câmbio acoplado à moeda com câmbio fixo. Algo que parece natural, mas nos trouxe muita dor de cabeça no passado". Para o economista, os chineses também precisam "administrar" um sistema com mais eficiência, com avanço do consumo interno e menos dependência das exportações.

"Sou otimista com o futuro da China a longo prazo. Mas, em algum momento, ela crescerá a um digito por ano, o que é normal", afirmou em relação à taxa, em torno de 10% anual. "Nós temos que fazer nossa lição de casa".

De acordo com a última estimativa do Ministério da Fazenda, o PIB brasileiro em 2010 deve crescer 5,2% no valor. 



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