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Emoção à flor da pele

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nilton Valentim

26/01/2018 | 07:00


Dirigir um carro esportivo diariamente traz mais bem-estar e satisfação emocional que vibrar com um gol do time do coração, dançar, assistir capítulo de série de TV ou beijar a pessoa amada.

O estudo foi realizado na Europa, com a atuação de neurocientistas e designers, usanroupas com sensores e um sistema de inteligência artificial desenvolvido para medir as emoções através da corrente galvânica na pele e batimentos cardíacos. Também foi criado um carro especial com sistema sofisticado de cerca de 200 mil LEDs na carroceria para refletir as emoções do motorista. As amostras com voluntários apontaram que estar ao volante de um possante só perde para uma volta de montanha-russa.

“A montanha-russa pode ser boa para produzir uma emoção rápida, mas não serve para levar você ao trabalho diariamente”, diz Harry Witchel, professor de Fisiologia. “Esse estudo mostra que dirigir um carro de performance faz muito mais do que levar você do ponto A ao ponto B e pode ser importante para o bem-estar da sua rotina diária.”

Os participantes do estudo que dirigiram um Mustang, um Ford Focus RS ou um Focus ST tiveram uma média de 2,1 momentos de intensa emoção durante seu trajeto típico diário, comparado com uma média de 3 momentos de pico ao andar de montanha-russa, 1,7 ao fazer compras no shopping, 1,5 ao assistir a série Games of Thrones ou um jogo de futebol, e nenhum ao dançar salsa, jantar em um restaurante fino ou dar um beijo apaixonado.

Especialistas do Centro de Pesquisa e Inovação da Ford em Aachen, na Alemanha, já estudam como os veículos podem entender e responder melhor às emoções dos motoristas. Como parte do projeto Adas&Me, da União Europeia, eles pesquisam como sistemas embarcados poderão um dia reconhecer nossas emoções – incluindo o nível de estresse, distração e cansaço – para dar alertas, informações e até mesmo assumir o controle do carro em situações de emergência.

“Acreditamos que dirigir deve ser uma experiência agradável e emocional”, diz Marcel Mathissen, cientista de pesquisa da Ford Europa. “O estudo desenvolvido pela Ford e seus parceiros sobre o estado do motorista nos ajuda a avançar para ter estradas mais seguras e, principalmente, uma direção mais saudável.” (das Agências) 



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