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Museu celebra 150 anos de ferrovia

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Exposição com história da São Paulo Railway fica em cartaz até o fim de fevereiro


Vanessa Soares Oliveira

25/01/2018 | 07:00


 Em 1867 o Brasil inaugurava aquela que seria a mais importante ferrovia brasileira, a São Paulo Railway, também conhecida como Santos-Jundiaí. E para celebrar seus 150 anos, o Museu Barão de Mauá (Av. Dr. Getúlio Vargas, 276), em Mauá, realiza a exposição 150 Anos Pelos Trilhos da SPR – A Mais Importante Ferrovia Brasileira (1867-2017), que fica em cartaz até 28 de fevereiro. A visitação é de segunda à sexta, das 9h às 16h, e aos sábados, das 10h às 15h. A entrada é gratuita.

A mostra é resultado da pesquisa de Rogério Toledo de Arruda, estudioso que morreu no fim do ano passado, e conta o passo a passo da construção da estrada de ferro e seu funcionamento até os dias de hoje. “O senhor Rogério vinha tendo contato conosco para realizarmos a exposição. Só que, neste meio-tempo, ele acabou morrendo. Então demos prosseguimento sem a presença dele, para homenageá-lo”, explicou Laurindo Cid, diretor do museu.

Foi Irineu Evangelista de Souza – o Barão de Mauá – em 1859, quem idealizou a construção da São Paulo Railway. Visionário, foi para Inglaterra em busca de ajuda financeira e tecnológica, tornando possível colocar em prática o projeto que ligaria o Interior do Estado ao Litoral, passando pela Capital. O caminho era fundamental para o desenvolvimento do País, uma vez que facilitaria o escoamento das safras de café rumo ao Exterior, até então feito por tração animal.

Até hoje a estrada de ferro ainda funciona, só que administrada pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). As exceções são alguns trechos, como de Paranapiacaba até Santos, por exemplo. A exposição conta com banners que relatam a história da rodovia, como foi a construção até sua inauguração, reprodução de reportagens de jornal com notícias da época, todos frutos da pesquisa de Arruda. Fotos antigas da ferrovia e de diversas estações, como a do Pilar (Mauá atualmente) e a da Luz, podem ser apreciadas pelos visitantes. As imagens fazem parte do acervo do museu.

Além disso, diversos objetos, como tijolos fabricados pela companhia responsável pela construção, máquinas de calcular utilizadas nas estações, entre outros, foram emprestados pelo Museu Ferroviário de Ribeirão Pires, fechado atualmente para reforma administrativa. O objetivo é adotar medidas técnicas e mecanismos de gestão recomendados pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus). A previsão é que seja reaberto em abril, em comemoração ao Dia do Ferroviário.



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