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ABC monta pólo antimanicomial


Samir Siviero
Do Diário do Grande ABC

03/05/2003 | 18:33


O Grande ABC pode se transformar em uma área antimanicomial trazendo recursos para a implementação de novos serviços e transformando a região, com cidades como Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Campinas (SP) e Recife (PE) em regiões-piloto no combate à internação manicomial. A meta deve ser incluída também no acordo entre o governo estadual e o Consórcio Intermunicipal. No próximo dia 16, o Ministério da Saúde deve aprovar medidas na área da saúde mental, entre elas a criação dos pólos antimanicomiais.

De acordo com o coordenador do grupo técnico de Saúde do Consórcio, Homero Nepomuceno Duarte, "se transformar em uma área antimanicomial significa montar uma rede de atenção psicossocial em toda a região. Atualmente temos serviços isolados nos municípios, mas as sete prefeituras estão dispostas a participar do programa."

As redes ainda não existem. O Ministério da Saúde vai destinar recursos para a instalação de uma rede alternativa aos manicômios. "No ano passado essa rede de atendimento da saúde mental começou a ser organizada na região com a desinternação dos pacientes e a abertura de casas terapêuticas, além da criação de centros de apoio psicossocial e outros centros de atendimento. Queremos aproveitar o que já temos para transformar o Grande ABC em uma área-piloto", afirmou Ronaldo Queródia, secretário de Saúde de Ribeirão Pires.

A recente cruzada de Ribeirão para a desativação do manicômio local, particular, que mantinha mais de 220 mulheres internadas, chamou a atenção das autoridades da área da saúde mental para a região. Apenas São Bernardo ainda possui um manicômio particular, que atende pelo SUS e mantém mais de 300 pessoas internadas e que, apesar de a Prefeitura participar do acordo do Consórcio, pode ser um empecilho para a região se transformar em pólo antimanicomial.

O secretário de Saúde de Ribeirão Pires, Ronaldo Queródia, lembrou que a desativação dos manicômios faz parte de uma lei federal e que a região, além de se enquadrar à lei, quer criar uma rede de atendimento em saúde mental, que incluiria até o tratamento a dependentes de drogas e álcool. "A lei estabelece que não se pode abrir mais nenhum leito em manicômio e, além disso, (estabelece) desativar os leitos existentes."

Medicamentos – Outros dois temas que fazem parte dos acordos que serão propostos para o governo estadual estão a fabricação de remédios genéricos na região e a criação de um curso de manutenção de equipamentos médicos e odontológicos em uma ETE (Escola Técnica Estadual) do Grande ABC.

Sobre os medicamentos há um impasse. Os secretários municipais de Saúde haviam concordado com uma proposta para a criação de uma fábrica em São Bernardo, mas, no mês passado, o Imes (Centro Universitário Municipal de São Caetano) anunciou que até 2005 uma fábrica de medicamentos que segue o modelo da Furp (Fundação para o Remédio Popular), ligada à Secretaria do Estado da Saúde, seria construída.

"Para nós foi até uma surpresa esse anúncio de São Caetano porque havíamos fechado acordo para apoiar a construção em São Bernardo e batalhar recursos para isso. Agora, com essa notícia de São Caetano, vamos ver como fica essa questão na próxima reunião entre os secretários", afirmou o coordenador do grupo técnico do consórcio.

O quarto item do acordo é de instalação do curso de manutenção dos equipamentos médicos e odontológicos. Além de criar uma nova formação nas ETEs, a região aproveitaria a mão-de-obra para consertar os equipamentos da rede pública.



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ABC monta pólo antimanicomial

Samir Siviero
Do Diário do Grande ABC

03/05/2003 | 18:33


O Grande ABC pode se transformar em uma área antimanicomial trazendo recursos para a implementação de novos serviços e transformando a região, com cidades como Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Campinas (SP) e Recife (PE) em regiões-piloto no combate à internação manicomial. A meta deve ser incluída também no acordo entre o governo estadual e o Consórcio Intermunicipal. No próximo dia 16, o Ministério da Saúde deve aprovar medidas na área da saúde mental, entre elas a criação dos pólos antimanicomiais.

De acordo com o coordenador do grupo técnico de Saúde do Consórcio, Homero Nepomuceno Duarte, "se transformar em uma área antimanicomial significa montar uma rede de atenção psicossocial em toda a região. Atualmente temos serviços isolados nos municípios, mas as sete prefeituras estão dispostas a participar do programa."

As redes ainda não existem. O Ministério da Saúde vai destinar recursos para a instalação de uma rede alternativa aos manicômios. "No ano passado essa rede de atendimento da saúde mental começou a ser organizada na região com a desinternação dos pacientes e a abertura de casas terapêuticas, além da criação de centros de apoio psicossocial e outros centros de atendimento. Queremos aproveitar o que já temos para transformar o Grande ABC em uma área-piloto", afirmou Ronaldo Queródia, secretário de Saúde de Ribeirão Pires.

A recente cruzada de Ribeirão para a desativação do manicômio local, particular, que mantinha mais de 220 mulheres internadas, chamou a atenção das autoridades da área da saúde mental para a região. Apenas São Bernardo ainda possui um manicômio particular, que atende pelo SUS e mantém mais de 300 pessoas internadas e que, apesar de a Prefeitura participar do acordo do Consórcio, pode ser um empecilho para a região se transformar em pólo antimanicomial.

O secretário de Saúde de Ribeirão Pires, Ronaldo Queródia, lembrou que a desativação dos manicômios faz parte de uma lei federal e que a região, além de se enquadrar à lei, quer criar uma rede de atendimento em saúde mental, que incluiria até o tratamento a dependentes de drogas e álcool. "A lei estabelece que não se pode abrir mais nenhum leito em manicômio e, além disso, (estabelece) desativar os leitos existentes."

Medicamentos – Outros dois temas que fazem parte dos acordos que serão propostos para o governo estadual estão a fabricação de remédios genéricos na região e a criação de um curso de manutenção de equipamentos médicos e odontológicos em uma ETE (Escola Técnica Estadual) do Grande ABC.

Sobre os medicamentos há um impasse. Os secretários municipais de Saúde haviam concordado com uma proposta para a criação de uma fábrica em São Bernardo, mas, no mês passado, o Imes (Centro Universitário Municipal de São Caetano) anunciou que até 2005 uma fábrica de medicamentos que segue o modelo da Furp (Fundação para o Remédio Popular), ligada à Secretaria do Estado da Saúde, seria construída.

"Para nós foi até uma surpresa esse anúncio de São Caetano porque havíamos fechado acordo para apoiar a construção em São Bernardo e batalhar recursos para isso. Agora, com essa notícia de São Caetano, vamos ver como fica essa questão na próxima reunião entre os secretários", afirmou o coordenador do grupo técnico do consórcio.

O quarto item do acordo é de instalação do curso de manutenção dos equipamentos médicos e odontológicos. Além de criar uma nova formação nas ETEs, a região aproveitaria a mão-de-obra para consertar os equipamentos da rede pública.

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