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UPA Santa Luzia passará por revitalização até abril

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Melhorias incluem pintura e readequação do fluxo de atendimento; população reclama da demora


Natália Fernandjes
Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

06/01/2018 | 07:00


Mais de um ano após a Justiça barrar o fechamento da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Luzia, em Ribeirão Pires, para reforma do espaço, a Prefeitura anunciou que o equipamento de Saúde receberá melhorias a partir da próxima semana. Desta vez, a chamada revitalização não demandará o fechamento do local nem a transferência do atendimento. Para pacientes que utilizam a unidade, fica a esperança de que problemas estruturais e também a lentidão do serviço sejam resolvidos.

Secretaria de Saúde e Higiene, Patrícia Aparecida de Freitas destaca que as intervenções serão realizadas com mão de obra da Pasta, sem custo extra à administração. A expectativa é a de que as melhorias fiquem prontas até o início de abril. “Solucionamos problemas no telhado, faremos pintura e consertos necessários. Vamos dividir melhor a recepção para melhorar o fluxo de pacientes e liberar os corredores”, diz.

Em visita ao local, a equipe do Diário observou que a principal reclamação dos usuários é em relação à demora para atendimento. “Ontem (quinta) esperamos mais de cinco horas para passar com o médico. Foram mais três para tomar a medicação, isso porque estava com virose”, observa o operador de robótica Cassiano Júnior, 23 anos.

A organização do fluxo interno da UPA é uma das prioridades, ressalta a secretária. Segundo ela, além da humanização do serviço de urgência e emergência, houve a implantação da classificação de risco para priorizar o atendimento. O próximo passo será a transferência dos pacientes em internação para o Hospital São Lucas (onde serão criados 18 leitos, contabilizando 50 no total até fevereiro). “Não manteremos internações superiores a 24 horas na UPA”, garante.

“É visível que está precisando de uma reforma. O atendimento aqui é bom, mas só venho porque a UPA Barão de Mauá, onde eu moro, está fechada para reforma. Poderia ter mais gente atendendo”, observa a pensionista Nair Maria de Souza, 70.

Conforme Patrícia, a ‘invasão’ de pacientes oriundos das cidades vizinhas – em especial Mauá, Rio Grande da Serra e Suzano – também colabora para que haja problemas. “Não se pode proibir o atendimento, mas onera os cofres públicos, porque recebemos verba suficiente para atender apenas a população de Ribeirão”, enfatiza. Em média, a UPA Santa Luzia atende 300 pessoas por dia, sendo que até 40% da demanda é de outro município.

Em outubro de 2016, a Justiça acatou pedido do MP (Ministério Público) para que a UPA Santa Luzia não fosse fechada por 60 dias, conforme desejava o ex-prefeito Saulo Benevides (PMDB).



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