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São Paulo busca ‘boas ideias’


Wilson Marini

04/01/2018 | 07:00


Os investimentos feitos em pequenas empresas nascentes de base tecnológica (startups) em São Paulo têm contribuído para geração de emprego e renda, além do aumento da arrecadação de impostos e da competitividade econômica no Estado. O presidente da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), José Goldemberg, afirma que “estamos sempre à procura, efetivamente, de boas ideias”. O Pipe, maior programa de financiamento a startups no País, apoia a execução de pesquisa científica e tecnológica em micro, pequenas e médias empresas com até 250 funcionários, no Estado de São Paulo. Em duas décadas, o programa investiu em 1.800 projetos de empreendedorismo inovador, em 127 municípios paulistas.

Interiorização
Um dos desafios do programa, segundo Sérgio Queiroz, integrante da coordenação adjunta de pesquisa para inovação da Fapesp, é aumentar a distribuição das empresas beneficiadas pelo programa para fora do eixo Bandeirantes-Anhanguera. Atualmente, as empresas apoiadas estão distribuídas principalmente pelas cidades de São Carlos, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Piracicaba e Botucatu, além da Capital e Campinas. São cidades onde estão situadas universidades ou instituições de pesquisa de onde saíram boa parte dos projetos aprovados pelo programa, ressalta ele. Segundo a Fapesp, a taxa de mortalidade das empresas que fazem parte do programa é de apenas 8%, número muito abaixo da média de 70% de empresas de base tecnológica que desaparecem em cinco anos, segundo dados do Sebrae.

Retorno assegurado
A empresa Altave, de São José dos Campos, é mencionada como exemplo positivo dessa tendência. Apenas com o contrato que celebrou para monitorar a área ao redor dos locais onde ocorreram as competições nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, a empresa recolheu um montante de impostos equivalente ao que recebeu de recursos do Pipe para desenvolver veículos mais leves que o ar para monitoramento de fronteiras e eventos e estabelecer links de comunicação e de acesso à banda larga, entre outras aplicações. A empresa assinou contrato de R$ 24 milhões para fornecer os balões para monitorar o evento e recolheu R$ 800 mil de ICMS.

Para não esquecer
A Assembleia Legislativa aprovou no dia 27 a Campanha Permanente de Conscientização e Combate ao mosquito Aedes aegypti em todo o Estado. A ideia é que o tema não caia no esquecimento, pois está comprovado que o cuidado permanente leva à queda no número de casos, justifica o deputado Marcos Damasio (PR). “Estamos vivendo momento de baixa nas notificações e nos casos comprovados, mas não podemos relaxar. Pelo contrário”, diz.

Vizinhança Solidária
No bairro Mirandópolis, e outros da Capital, está sendo resgatada a ideia da Vizinhança Solidária, que surgiu em 2009 com o objetivo de melhorar a segurança dos moradores. Na semana passada, a Assembleia deu a largada para que o programa seja disseminado em outras partes do Estado. Se for sancionado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) , deverá ser implantado pela PM (Polícia Militar) em parceria com a população de outras cidades. O autor do projeto é o deputado Coronel Camilo (PSD).

Na rede
Os grupos de Vizinhança Solidária podem ser criados no WhatsApp, Facebook ou outro meio. O objetivo é que as pessoas vigiem solidariamente as áreas da sua região, “evitando que atitudes suspeitas aconteçam”, diz o deputado. Um morador representa oficialmente a vizinhança e esta troca informações e recebe orientações. “A participação da sociedade faz com que os resultados sejam obtidos com êxito”, diz Camilo. “O Estado não é onipresente.”

São Paulo em 2018
É de R$ 216,9 bilhões o total de recursos estimados para este ano no orçamento do Estado de São Paulo. Quase a metade será destinada às áreas de Educação, Saúde e Segurança.

Qualidade de vida
A Mobilidade Urbana está associada à Saúde pública nas cidades. Veículos motorizados, por exemplo, levam ao sedentarismo e são responsáveis por boa parte das emissões de poluentes que causam prejuízos ao corpo. Estudos recentes mostram que cidades com mais locomoção ativa, a pé ou de bicicleta, e mais ricas em transporte público de qualidade, evitam mortes ligadas à poluição e à falta de atividade física. Com isso, aumenta a qualidade de vida e reduzem-se os gastos com a Saúde. O tema é discutido pela revista Pesquisa, da Fapesp. 



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São Paulo busca ‘boas ideias’

Wilson Marini

04/01/2018 | 07:00


Os investimentos feitos em pequenas empresas nascentes de base tecnológica (startups) em São Paulo têm contribuído para geração de emprego e renda, além do aumento da arrecadação de impostos e da competitividade econômica no Estado. O presidente da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), José Goldemberg, afirma que “estamos sempre à procura, efetivamente, de boas ideias”. O Pipe, maior programa de financiamento a startups no País, apoia a execução de pesquisa científica e tecnológica em micro, pequenas e médias empresas com até 250 funcionários, no Estado de São Paulo. Em duas décadas, o programa investiu em 1.800 projetos de empreendedorismo inovador, em 127 municípios paulistas.

Interiorização
Um dos desafios do programa, segundo Sérgio Queiroz, integrante da coordenação adjunta de pesquisa para inovação da Fapesp, é aumentar a distribuição das empresas beneficiadas pelo programa para fora do eixo Bandeirantes-Anhanguera. Atualmente, as empresas apoiadas estão distribuídas principalmente pelas cidades de São Carlos, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Piracicaba e Botucatu, além da Capital e Campinas. São cidades onde estão situadas universidades ou instituições de pesquisa de onde saíram boa parte dos projetos aprovados pelo programa, ressalta ele. Segundo a Fapesp, a taxa de mortalidade das empresas que fazem parte do programa é de apenas 8%, número muito abaixo da média de 70% de empresas de base tecnológica que desaparecem em cinco anos, segundo dados do Sebrae.

Retorno assegurado
A empresa Altave, de São José dos Campos, é mencionada como exemplo positivo dessa tendência. Apenas com o contrato que celebrou para monitorar a área ao redor dos locais onde ocorreram as competições nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, a empresa recolheu um montante de impostos equivalente ao que recebeu de recursos do Pipe para desenvolver veículos mais leves que o ar para monitoramento de fronteiras e eventos e estabelecer links de comunicação e de acesso à banda larga, entre outras aplicações. A empresa assinou contrato de R$ 24 milhões para fornecer os balões para monitorar o evento e recolheu R$ 800 mil de ICMS.

Para não esquecer
A Assembleia Legislativa aprovou no dia 27 a Campanha Permanente de Conscientização e Combate ao mosquito Aedes aegypti em todo o Estado. A ideia é que o tema não caia no esquecimento, pois está comprovado que o cuidado permanente leva à queda no número de casos, justifica o deputado Marcos Damasio (PR). “Estamos vivendo momento de baixa nas notificações e nos casos comprovados, mas não podemos relaxar. Pelo contrário”, diz.

Vizinhança Solidária
No bairro Mirandópolis, e outros da Capital, está sendo resgatada a ideia da Vizinhança Solidária, que surgiu em 2009 com o objetivo de melhorar a segurança dos moradores. Na semana passada, a Assembleia deu a largada para que o programa seja disseminado em outras partes do Estado. Se for sancionado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) , deverá ser implantado pela PM (Polícia Militar) em parceria com a população de outras cidades. O autor do projeto é o deputado Coronel Camilo (PSD).

Na rede
Os grupos de Vizinhança Solidária podem ser criados no WhatsApp, Facebook ou outro meio. O objetivo é que as pessoas vigiem solidariamente as áreas da sua região, “evitando que atitudes suspeitas aconteçam”, diz o deputado. Um morador representa oficialmente a vizinhança e esta troca informações e recebe orientações. “A participação da sociedade faz com que os resultados sejam obtidos com êxito”, diz Camilo. “O Estado não é onipresente.”

São Paulo em 2018
É de R$ 216,9 bilhões o total de recursos estimados para este ano no orçamento do Estado de São Paulo. Quase a metade será destinada às áreas de Educação, Saúde e Segurança.

Qualidade de vida
A Mobilidade Urbana está associada à Saúde pública nas cidades. Veículos motorizados, por exemplo, levam ao sedentarismo e são responsáveis por boa parte das emissões de poluentes que causam prejuízos ao corpo. Estudos recentes mostram que cidades com mais locomoção ativa, a pé ou de bicicleta, e mais ricas em transporte público de qualidade, evitam mortes ligadas à poluição e à falta de atividade física. Com isso, aumenta a qualidade de vida e reduzem-se os gastos com a Saúde. O tema é discutido pela revista Pesquisa, da Fapesp. 

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