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Renda sobe, mas família cresce

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na casa no Jd.Serrano, em Ribeirão Pires, moram 12 pessoas, duas a mais do que em janeiro de 2017, que vivem com R$ 420 por mês


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

01/01/2018 | 07:00


 A família das irmãs Claudia Pereira, 43 anos, e Claudineia Pereira Machado, 39, que moram com mais dez pessoas em três cômodos no Jardim Serrano, em Ribeirão Pires, tinha a esperança de que 2017 seria um ano melhor. Porém, em que pese a renda mensal ter passado para R$ 420 (em 2016 era R$ 270), o que ainda se vê na humilde moradia são dificuldades. A equipe do Diário voltou à residência e verificou que, um ano depois, quase nada mudou.

O aumento na renda só aconteceu porque a família passou a receber mais um benefício do Bolsa Família, que agora também contempla uma filha de Claudineia, que voltou a morar com a família, e o pequeno Davi, neto de Claudia, nascido em 2017. “Também faço artesanatos, mas cada vez está mais difícil vender. É raro quem tem R$ 30 para gastar em um jogo de pano de prato”, comenta Claudineia.

Ela tem seis filhos, sendo dois de criação. As crianças, que têm entre 3 e 12 anos, não ganharam presentes de Natal. “Nos preocupamos em não faltar comida. O resto não é prioridade”, diz Claudineia.

A família divide quatro camas (uma delas é triliche), uma cozinha e um banheiro. Não há chuveiro, o que obriga a família a usar baldes com água fria. O pequeno Renato, 9, é o único que não está na escola. Isso porque ele foi matriculado em outro bairro, mas na casa não há ninguém quem possa levá-lo. A residência fica em um corredor estreito, com piso de barro. Hoje, tem um portão, o que a família considera uma vitória em 2017.

“Não tínhamos. Meu filho, que é maior, fez bico em uma ferramentaria e conseguiu fazer. Também teve coisa boa”, resigna-se Claudineia.

Claudia, que tinha o sonho de aprender a ler e escrever, hoje mal consegue levantar da cama. As constantes dores de cabeça que sentia foram diagnosticadas como sintomas de lúpus, doença inflamatória causada quando o sistema imunológico ataca o próprio corpo. O posto de Saúde mais próximo fica no Jardim Guanabara, sendo necessárias duas conduções. “Conseguimos o resultado do exame em clínica particular. Isso por conta da matéria (publicada pelo Diário no dia 1º de janeiro de 2017), porque muita gente ajudou. Se hoje consigo pegar os remédios e me tratar é por conta disso”, comenta.

“Recebemos muitas doações porque as pessoas leram sobre o nosso sofrimento. Fiquei muito grata, mas o que preciso é de um emprego que me dê a chance de ter um salário fixo”, pede Claudineia, que arrumou vaga como cuidadora de idoso, mas não conseguiu seguir porque é obrigada a cuidar da mãe doente, que mora no mesmo bairro.

Mesmo com tantas dificuldades, as irmãs não desanimam e esperam por um 2018 melhor. O desejo é simples: proporcionar uma vida com maiores condições para os filhos e o neto. “Temos fé de que vamos conseguir coisas boas”, afirma Claudia.

 



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