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Belezas naturais de São Pedro
Daniel Trielli
Enviado a São Pedro
20/10/2005 | 12:24
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Quando se descreve São Pedro, parece uma cidade como qualquer outra do interior de São Paulo. População de 30 mil pessoas tranqüilas que se conhecem e se cumprimentam quando passeiam na praça central. Igreja matriz com um coreto em frente e o McDonald’s mais próximo está a quilômetros de distância.

Mas, situada em localização privilegiada, São Pedro (não confundir com Águas de São Pedro, o pequenino município vizinho) tem uma característica muito especial: trata-se de uma cidade encravada na Serra do Itaqueri, onde estão cachoeiras, desfiladeiros e trilhas, além de um pouco de Mata Atlântica.

A rodovia Ulisses Guimarães, que vai de São Pedro até a cidade vizinha de Itirapina, conduz o passeio pela serra. Essa região é palco de várias atrações, tanto tranqüilas quanto radicais.

Para acessar a Ulisses Guimarães, pega-se a estrada da Serra, que começa com uma subida íngreme e comprida. Em pouco tempo já se tem uma bela vista das fazendas e da cidade. Logo no começo da serra está o parque Aureliano Esteves, também conhecido como Parque do Cristo. Uma imagem do Cristo Redentor abre os braços 300 m acima do nível de São Pedro e, aos seus pés, um mirante proporciona uma ampla visão da cidade. Essa vista é enquadrada entre os verdes morros da serra e, em dias mais claros, é possível ver até Piracicaba, a 27 km de distância. Descendo-se a escadaria, chega-se à outra metade do parque, onde um restaurante e um parquinho servem como ponto de descanso.

Um pouco mais à frente, já na Ulisses Guimarães, está a entrada que leva à rampa de vôo livre. Assim como o Cristo, a rampa está 300 m acima de São Pedro, mas a diferença é que lá se idolatra outra "divindade": os esportes aéreos. É dali que se pode saltar de parapente ou asa-delta, dependendo da loucura preferida.

Se a visita for em busca de emoção, pero no mucho, seguindo em frente pela Ulisses Guimarães, no Km 2,5, chega-se ao Mirante da Serra, onde se faz tirolesa. Um cabo de aço de 230 m de extensão liga dois morros a uma altura de 45 m. Essa distância entre cabo e chão não é motivo de preocupação, já que se trata de um dos esportes radicais mais seguros e mais simples. Basta se soltar e o peso do seu corpo faz o trabalho de deslizar para o outro lado. O preço do passeio diminui conforme você participa. A primeira vez custa R$ 10, a segunda, R$ 5, e a partir da terceira é de graça. "Teve um menino que foi sete vezes", conta o dono do Mirante e instrutor de tirolesa, Oséas Vieira. O único "empecilho" da tirolesa do Mirante da Serra é voltar, pois tem de se subir uma trilha íngreme até o ponto de partida. Mas Oséas logo vai dar um jeito nisso. Ele planeja montar outro cabo, para ir e voltar fazendo tirolesa.

Mais para frente na rodovia é hora de parar para um aperitivo no Km 17. Ali é onde fica a Cachaça da Diretoria, que serve a bebida bidestilada e envelhecida em carvalho. Os moradores dizem que quem não visita a Cachaça da Diretoria não visitou São Pedro.

Já no final da rodovia está o Saltão, um verdadeiro complexo de morros, trilhas e – obviamente – cachoeiras. Tecnicamente, já estamos em Itirapina, mas justiça seja feita: o acesso ao Saltão é mais fácil por São Pedro. Aliás, muitas cachoeiras da região estão em cidades vizinhas, mas é mais fácil chegar pelo lado são-pedrense.

Trilhas – Além de cachoeiras, saltos e tirolesas, São Pedro também oferece trilhas para serem feitas com jipe, que passam por buracos, riachos e florestas de eucalipto. Entre elas, está a do hotel Villa Vitta, com 7 km de extensão. Para explorá-las é só entrar em contato com empresas como a Trilha da Serra 4x4 (0xx19 3481-1101). A equipe é formada por Edson Giocondo e Marco Antônio de Souza, o Marquinho. Para passeios que precisem de mais carros são chamados amigos que fazem parte da comunidade jipeira de São Pedro. Para cada passeio cobra-se R$ 50 por pessoa, não importa a rota. "Se quiser fazer um passeio tranqüilo, passear pela serra, a gente faz. Se quiser entrar nas trilhas, com adrenalina, a gente também faz", diz Marquinho.

Jornalista e fotógrafo viajaram a convite da Aprecesp (Associação das Prefeituras de Cidades-Estâncias do Estado de São Paulo) e da Prefeitura de São Pedro




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