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Na Comic Con, Danai Gurira fala sobre a importância de Michonne: - O poder de uma mulher pode consertar o mundo



10/12/2017 | 14:11


Danai Gurira, intérprete de Michonne em The Walking Dead, participou de um painel incrível da Comic Con Experience neste sábado, dia 9. Em entrevista, a atriz contou que já sabia que iria conseguir o papel na trama de zumbis da AMC.

- Eu já tinha feito participações em peças de teatro, filmes independentes... E eu estava um pouco nervosa sobre quais séries de televisão eu poderia fazer parte, porque quando você assina um contrato para isso, não é por alguns dias ou meses - é por anos. Então você quer que seja algo certo para você. Eu fiz alguma pesquisa e me dei conta de que aquilo era incrível, que nunca nem tinha chegado perto de uma personagem daquelas. E então eu comecei a ver todos aqueles incríveis atores (Andrew Lincoln, Norman Reedus, Melissa McBride) e me dei conta de que queria fazer parte daquilo. Eu fiz vários testes antes para outras coisas e costumava pensar Será que eu realmente quero isso? Com The Walking Dead, eu queria muito. É estranho. Sabe quando você sente no fundo do seu coração que algo é para ser seu? Eu senti isso.

Danai também falou sobre a complexidade de Michonne.

- Eu me divirto muito interpretando essa personagem. E vendo sua jornada, no começo ela só queria cuidar da Andrea, e depois ela acaba se abrindo cada vez mais durante esses seis anos. Em cada temporada eu faço coisas diferentes. Eu nunca estou confortável, sempre estou desconfortável. Mas isso é bom, porque te dá a oportunidade de sempre estar envolvido. E eu amo isso em Michonne.

Apesar da história dramática, os bastidores de The Walking Dead costumam ser bem descontraídos.

- É incrível! Nós desfrutamos muito da companhia uns dos outros. Eu sinto saudades deles quando não estamos filmando. E dos que já deixaram a série, eu realmente sinto falta da Sonequa [Sasha], do Steven [Glenn], porque eu não os vejo mais o tempo todo. Andrew e Norman são muito engraçados, estão sempre fazendo piadas. Nós realmente amamos uns aos outros, então tomamos conta uns dos outros, nos protegemos, nos importamos. É muito divertido.

E pasmem: Danai não sabia nada sobre espadas antes de conseguir o papel de Michonne!

- Aprendi quando comecei o papel. Foi difícil, tive que trabalhar diversos músculos que nunca tinha exercitado antes. Então tive que trabalhar muito duro. E ela e sua arma estão em um tipo de relacionamento. Não é só uma espada, é uma parte dela, uma parte de seu corpo. Na cena em que ela e Rick ficam juntos pela primeira vez, a espada está lá, logo do lado da cama. Nunca sai da vista dela. Foi um longo processo. Mas depois que eu consegui, tornou-se muito divertido. Tem vezes eu treino com a espada no meu trailer enquanto espero para entrar em cena.

A artista também analisou a importância de sua personagem para as mulheres.

- Acho que ela é uma personagem importante porque passa essa imagem de tomar decisões, tomar conta de si mesmo. E isso é difícil. Geralmente veem as mulheres como se elas não pudessem tomar conta de si mesmas, como se precisassem de alguém para salvá-las. E isso não é o que eu vejo. As mulheres é que sempre salvam a todos. Não quero ofender ninguém, mas quando você está com problemas, você sempre vai atrás da sua mamãe. Todos nós sabemos que as mulheres possuem poder. E isso não quer dizer que nós tiramos poder dos homens. Não, ambos têm poder. E é isso o que eu gosto na série: mostra os dois lados. E o poder de uma mulher pode consertar o mundo.

E ainda fez mistério sobre a season finale da oitava temporada, que vai ao ar no próximo domingo, dia 10.

- Será gigantesco, isso eu posso dizer. Mudará drasticamente. E não estou dizendo isso porque estou na série, estou dizendo isso como Danai. Será bem surpreendente.

Pantera Negra

Danai também está no elenco de Pantera Negra, novo filme de Marvel com estreia prevista para 15 de fevereiro de 2018 no Brasil. Sua personagem, Okoye, também está no filme Vingadores: Guerra Infinita, que estreará no dia 26 de abril.

- É realmente incrível. É um mundo totalmente novo. Eu ainda tenho que me beliscar de vez em quando pois não acredito que faço parte disso.

A atriz também deu uma bela lição sobre representatividade.

- Eu cresci na África do Sul, em um país chamado Zimbábue. Nasci nos Estados Unidos, mas cresci na África porque meus pais são de lá, e geralmente é o contrário. Para mim é uma experiência de constantemente estar em uma ponte de duas culturas diferentes. Uma que é muito potente, que o mundo inteiro assiste, que está em todos os lugares, e outra que não é muito representada, que não tem muita oportunidade. Então às vezes eu me sinto nesses dois lugares. Meu objetivo é unir esses lugares o máximo que puder. Nunca imaginei que pudesse fazer parte de franquias tão grandes. Poder interpretar uma mulher africana no universo da Marvel... E no filme ainda falamos uma língua africana de verdade, que se chama xhosa. É uma das línguas que Mandela falava e é linda. E para mim, como uma mulher africana, não existe nada melhor. Então acredite em seus sonhos e seja você. Se você é brasileiro, seja o melhor brasileiro que puder. O mundo precisa da sua voz.



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