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Irmãs batalham no vôlei de praia

Portal Regional/Dracena/Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Marcelo Argachoy

24/11/2017 | 07:00


São 641 quilômetros de distância até o Grande ABC. A pequena cidade de Junqueirópolis, na região da Nova Alta Paulista, é uma das localidades mais distantes a participar da 81ª edição dos Jogos Abertos do Interior. A distância para a Capital do Estado chega a ser maior do que a distância para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Com cerca de 20 mil habitantes (menos que bairros como o Eldorado, em Diadema, ou o Baeta Neves, em São Bernardo), e uma área urbana de apenas cinco quilômetros quadrados (três vezes menor que a cidade de São Caetano), Junqueirópolis também é uma das menores cidades da disputa da Olimpíada Caipira. E a delegação também não é muito numerosa: de três atletas, apenas dois vieram para a disputa dos jogos.

Não é a primeira vez que as irmãs Carina (30) e Viviane (33) Correia representam o pequeno município na competição. Pelo quarto ano seguido, as duas estão disputando o vôlei de praia por Junqueirópolis. E mesmo após 11 horas para chegar no local de disputa, o resultado é positivo, com uma vitória sobre São Caetano e primeiro lugar na chave.

“É muito puxado, mas para a gente é uma honra (defender a cidade), fico muito orgulhosa. Nós temos casa, família para cuidar, a gente luta bastante para estar aqui”, declarou Carina, que é professora de Educação Física. “De tantos esportes que são mais valorizados, falta reconhecimento do quanto a gente luta para ter chegado aqui.”

Há sete anos, Carina e a irmã, que trabalha em uma loja de materiais de construção, dedicam seu tempo livre na hora do almoço e viajam 10 quilômetros para treinar a modalidade na cidade. “Fazemos isso porque gostamos, e temos muito apoio dos amigos, da família e também da prefeitura”, contou Viviane.

“É um esporte muito cansativo, não tem para onde correr”, disse Carina, que chegou a ter uma ajuda do clima ameno ontem em São Bernardo, com pouco sol na hora do jogo. “No calor é mais desgastante, mas como nós treinamos no horário do almoço, estamos acostumadas”, completou.


Campeão olímpico Rodrigão é destaque por Praia Grande

Outra oportunidade diferente que os Jogos Abertos do Interior proporcionam aos espectadores é a de ver atletas aposentados de alto nível competindo por lazer ao lado de amadores. No caso de Rodrigão, até a modalidade mudou um pouco. O jogador, que disputou três edições dos Jogos Olímpicos pela Seleção Brasileira de Vôlei (incluindo a medalha de ouro em Atenas-2004), trocou as quadras pela areia, representando a cidade de Praia Grande na Olimpíada Caipira.

“Sempre joguei para me divertir, estou atuando em alguns circuitos do Paulista quando tenho a agenda livre”, contou Rodrigão, que se aposentou oficialmente das quadras há dois anos. Desde sua saída da Seleção, após os jogos de Londres-2012, Rodrigão tem se dedicado ao vôlei de praia. “Mesmo nos divertindo ainda conseguimos levar uma medalha para a cidade. É muito gostoso poder representar nosso município”, declarou o multicampeão olímpico e mundial.

Aos 38 anos, o ex-central, identificado com a cidade, pede para que os municípios deem mais chances aos atletas locais na disputa dos Jogos Abertos. “Tem muita dupla contratada em cidades que não têm uma categoria de base. Não é esse o objetivo dos Jogos. A gente precisa de um investimento dos jogadores”, disse Rodrigão.  



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Irmãs batalham no vôlei de praia

Marcelo Argachoy

24/11/2017 | 07:00


São 641 quilômetros de distância até o Grande ABC. A pequena cidade de Junqueirópolis, na região da Nova Alta Paulista, é uma das localidades mais distantes a participar da 81ª edição dos Jogos Abertos do Interior. A distância para a Capital do Estado chega a ser maior do que a distância para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Com cerca de 20 mil habitantes (menos que bairros como o Eldorado, em Diadema, ou o Baeta Neves, em São Bernardo), e uma área urbana de apenas cinco quilômetros quadrados (três vezes menor que a cidade de São Caetano), Junqueirópolis também é uma das menores cidades da disputa da Olimpíada Caipira. E a delegação também não é muito numerosa: de três atletas, apenas dois vieram para a disputa dos jogos.

Não é a primeira vez que as irmãs Carina (30) e Viviane (33) Correia representam o pequeno município na competição. Pelo quarto ano seguido, as duas estão disputando o vôlei de praia por Junqueirópolis. E mesmo após 11 horas para chegar no local de disputa, o resultado é positivo, com uma vitória sobre São Caetano e primeiro lugar na chave.

“É muito puxado, mas para a gente é uma honra (defender a cidade), fico muito orgulhosa. Nós temos casa, família para cuidar, a gente luta bastante para estar aqui”, declarou Carina, que é professora de Educação Física. “De tantos esportes que são mais valorizados, falta reconhecimento do quanto a gente luta para ter chegado aqui.”

Há sete anos, Carina e a irmã, que trabalha em uma loja de materiais de construção, dedicam seu tempo livre na hora do almoço e viajam 10 quilômetros para treinar a modalidade na cidade. “Fazemos isso porque gostamos, e temos muito apoio dos amigos, da família e também da prefeitura”, contou Viviane.

“É um esporte muito cansativo, não tem para onde correr”, disse Carina, que chegou a ter uma ajuda do clima ameno ontem em São Bernardo, com pouco sol na hora do jogo. “No calor é mais desgastante, mas como nós treinamos no horário do almoço, estamos acostumadas”, completou.


Campeão olímpico Rodrigão é destaque por Praia Grande

Outra oportunidade diferente que os Jogos Abertos do Interior proporcionam aos espectadores é a de ver atletas aposentados de alto nível competindo por lazer ao lado de amadores. No caso de Rodrigão, até a modalidade mudou um pouco. O jogador, que disputou três edições dos Jogos Olímpicos pela Seleção Brasileira de Vôlei (incluindo a medalha de ouro em Atenas-2004), trocou as quadras pela areia, representando a cidade de Praia Grande na Olimpíada Caipira.

“Sempre joguei para me divertir, estou atuando em alguns circuitos do Paulista quando tenho a agenda livre”, contou Rodrigão, que se aposentou oficialmente das quadras há dois anos. Desde sua saída da Seleção, após os jogos de Londres-2012, Rodrigão tem se dedicado ao vôlei de praia. “Mesmo nos divertindo ainda conseguimos levar uma medalha para a cidade. É muito gostoso poder representar nosso município”, declarou o multicampeão olímpico e mundial.

Aos 38 anos, o ex-central, identificado com a cidade, pede para que os municípios deem mais chances aos atletas locais na disputa dos Jogos Abertos. “Tem muita dupla contratada em cidades que não têm uma categoria de base. Não é esse o objetivo dos Jogos. A gente precisa de um investimento dos jogadores”, disse Rodrigão.  

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