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Número de casamentos no Grande ABC registra maior queda em 10 anos

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No ano passado, 18.906 casais oficializaram sua união, índice 7,49% menor que 2015


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

21/11/2017 | 07:00


 Municípios do Grande ABC registraram em 2016 a maior queda no número de casamentos civis registrados em cartórios da região nos últimos dez anos. O cenário, que segue tendência nacional, é motivado principalmente pela escassez de empregos e crise econômica. Isso é o que mostra a pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada, semana passada, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo o estudo, foram contabilizados, no ano passado, 18.906 matrimônios nos sete municípios da região – contra 20.436 no mesmo período de 2015. A queda de 7,49% é a segunda registrada desde 2006. Em 2009, o recuo de casamentos havia sido de 5,49%.

“A instabilidade econômica do País causou uma certa preocupação em boa parte da população. Se antes casais guardavam dinheiro para o casamento, hoje a crise fez esse pensamento mudar. O que se nota é que a economia feita por muitas famílias agora tem como objetivo unicamente prevenir qualquer dificuldade orçamentária que venha ocorrer com a crise”, explica Klívia Brayner de Oliveira, gerente da pesquisa de registro civil feita pelo IBGE.

A queda de postos de trabalho é outro fator citado por especialistas para redução drástica de matrimônios. De acordo com os dados da última PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) da região realizada pelo Seade/Dieese, referente ao mês de fevereiro, o Grande ABC conta com 244 mil pessoas fora do mercado de trabalho. É como se quase toda a população de São Caetano e de Ribeirão Pires estivesse desempregada.

Foi justamente por conta da perda do posto de trabalho que a jovem Caroline Cristine Theodoro, 24 anos, se viu obrigada a adiar o casamento com Rafael Luiz Furlan, 30. “Estamos juntos há quatro anos, mas desde o primeiro ano já falamos em casar. Nosso plano era efetivar esse sonho neste ano, mas meu noivo perdeu o emprego e acabamos por adiar nosso planejamento”, relata.

Para Luiz Silvério, coordenador da cátedra Gestão de Cidades da Universidade Metodista de São Paulo, o cenário, no entanto, pode ser mais drástico ainda. Com o declínio no número de matrimônios e também de nascimentos, que no ano passado recuou 4,22% na região, possivelmente casais terão menores gastos com casas e outras compras relacionadas a famílias, exatamente o tipo de consumo que o País necessita para voltar a ter crescimento econômico. “É preciso reverter esse cenário, caso contrário nossa população irá envelhecer e, em contrapartida, não se terá um núcleo ativo para impulsionar o cenário econômico”, frisa.

Embora tenha alterado os planos do casal de autônomos Jéssica de Sousa Rocha, 24, e Jhonatan de Jesus Santos, 26, a crise não foi suficiente para adiar o sonho dos dois, que, com a venda de alfajores, conseguiu juntar dinheiro para realizar o matrimônio, em julho deste ano. A saga para realizar o sonho foi contada pelo Diário.

 

Ritmo de divórcios em 1ª instância tem queda de 12% em cidades da região

Após dois anos em alta, o Grande ABC voltou a registrar no ano passado queda de 12,15% no número de divórcios concedidos em primeira instância ou por escrituras extrajudiciais na região. De acordo com a pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada semana passada, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2016 foram concedidos 3.436 divórcios a casais da região, média de nove separações por dia. Em 2015, haviam sido registradas 3.911 separações.

A queda registrada na região foi na contramão do cenário nacional, onde houve aumento de 4,7% no número de divórcios entre 2015 e 2016.

Segundo o estudo, no ano passado foram concedidos 344.526 divórcios em primeira instância ou por escrituras extrajudiciais, contra 328.960 separações ocorridas em 2015.

“No cenário nacional, a facilidade legal para o divórcio após a legislação ser alterada, em 2010, deixou as pessoas mais à vontade para realizar a separação”, explica Klívia Brayner de Oliveira, gerente da pesquisa de registro civil.  



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