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Casos de roubo de carga têm alta de 60%

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Número de ocorrências saltou de 230 para 368 até setembro na comparação entre 2016 e 2017


Yara Ferraz

30/10/2017 | 07:00


 O número de roubos de carga no Grande ABC aumentou 60% entre janeiro e setembro de 2017 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado. Entre as sete cidades, os registros foram de 230 para 368.

São Caetano e Diadema foram as responsáveis por puxar o índice para cima. Na primeira cidade, os casos saltaram de zero para nove, enquanto na segunda houve alta de 218,18% (de 22 ocorrências para 70). O único município onde foi registrada redução, entre as sete cidades, foi São Bernardo (17,43%), com queda de 109 ocorrências para 90.

As explicações possíveis para o aumento nos números regionais vão desde o registo das ocorrências – que contemplam até mesmo as pequenas entregas –, bem como o crescimento de vendas na internet. O fato é que as polícias militar e civil concentram esforços para enfrentar o problema, que hoje está concentrado nas áreas urbanas (veja mais detalhes abaixo).

“Há fatores que podem influenciar nos registros. Entre eles está o aumento de vendas do e-commerce. É muito comum por conta da sazonalidade, em meses onde há datas comemorativas, que seja registrado este crescimento, por conta das oportunidades de roubo que surgem no momento da entrega”, comentou o coordenador do curso de Segurança Pública da Universidade Metodista de São Paulo, Ronaldo Aracri.

A PM (Polícia Militar) realiza operações semanais focadas no índice criminal (leia mais abaixo). “Hoje, o crime está diluído, então não tem uma área específica. Os roubos de carga compreendem até mesmo a moto que faz alguma entrega. Se for considerar que em cima deste formato o Grande ABC é elo com a Capital e Litoral, é algo bem diluído”, explicou o porta-voz do CPA/M-6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana Seis), capitão Alexandre João Salomão.

Segundo o delegado do setor de investigações gerais da Seccional de Diadema, Murilo Fonseca Roque, cerca de 70% das ocorrências na cidade são de pequenos veículos abordados no momento da descarga. “Não é uma criminalidade que é especializada nisso. O bandido acaba vendo aquele veículo que está ali fazendo a descarga, não importa a carga, e amanhã ele volta para o roubo comum. É uma maneira que ele encontra de fazer dinheiro”, comentou. O núcleo da seccional apoia os distritos quando há investigação do tipo. “Tivemos um crescimento no primeiro semestre, mas estamos diminuindo. As ações são focadas na captura dos criminosos.”

A seccional de São Bernardo também mantém núcleo de investigação do crime na Dise (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes). A especializada destaca pontos mais preocupantes, que em São Caetano são os bairros periféricos próximos à Avenida dos Estados e, em São Bernardo, nas áreas de grandes comércios, como a Vila São Pedro.

Questionada sobre o assunto, a SSP afirmou, por meio de nota, que adota diversas medidas, como a criação do Procarga, que analisa as ocorrências da modalidade e a Divecar (Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas) do Deic (Departamenro Estadual de Investigações Criminais). “Nos nove meses do ano, foram presas em flagrante 57 pessoas pelas unidades das regiões questionadas e 1.363 no Estado pelos crimes relacionados à carga como roubo, furto e receptação”, informou.

Maioria dos crimes ocorre na área urbana
A maioria dos registros de roubo de carga acontece nas áreas urbanas. Conforme dados da Polícia Militar Rodoviária, foram apenas 29 casos registrados nos trechos das rodovias do Grande ABC neste ano; em 2016, 26.

Para combater o crime, a PM (Polícia Militar) faz operações em âmbito regional focada na queda dos índices. “A gente pega as principais vias da cidades, onde há trânsito intenso de veículos, e realiza bloqueios com viaturas. Fazemos isso com base nos números de ocorrências registrados em cada área” afirmou o porta-voz do comando da Polícia Militar na região, capitão Alexandre João Salomão.

Na última ação, que foi realizada em toda a Região Metropolitana, 25 pessoas foram presas no Grande ABC. Entre as ocorrências, foi registrado flagrante de tentativa de roubo com motorista e ajudante feitos reféns na Avenida dos Estados, em Santo André.

RODOVIAS
Neste ano, foram registrados oito casos de roubo de carga na Via Anchieta, oito na Índio Tibiriçá, seis na Imigrantes, dois na Rodovia Caminho do Mar e cinco nos trechos do Rodoanel que cortam a região. A maioria dos casos é referente a carga de itens alimentícios.

Conforme a SSP, a Polícia Militar Rodoviária realiza operações constantes, com emprego do policiamento tático ostensivo rodoviário e bloqueios e abordagens a caminhões de transporte de carga e veículos de médio e grande porte, além de patrulhamento em postos de combustíveis.



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Casos de roubo de carga têm alta de 60%

Número de ocorrências saltou de 230 para 368 até setembro na comparação entre 2016 e 2017

Yara Ferraz

30/10/2017 | 07:00


 O número de roubos de carga no Grande ABC aumentou 60% entre janeiro e setembro de 2017 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado. Entre as sete cidades, os registros foram de 230 para 368.

São Caetano e Diadema foram as responsáveis por puxar o índice para cima. Na primeira cidade, os casos saltaram de zero para nove, enquanto na segunda houve alta de 218,18% (de 22 ocorrências para 70). O único município onde foi registrada redução, entre as sete cidades, foi São Bernardo (17,43%), com queda de 109 ocorrências para 90.

As explicações possíveis para o aumento nos números regionais vão desde o registo das ocorrências – que contemplam até mesmo as pequenas entregas –, bem como o crescimento de vendas na internet. O fato é que as polícias militar e civil concentram esforços para enfrentar o problema, que hoje está concentrado nas áreas urbanas (veja mais detalhes abaixo).

“Há fatores que podem influenciar nos registros. Entre eles está o aumento de vendas do e-commerce. É muito comum por conta da sazonalidade, em meses onde há datas comemorativas, que seja registrado este crescimento, por conta das oportunidades de roubo que surgem no momento da entrega”, comentou o coordenador do curso de Segurança Pública da Universidade Metodista de São Paulo, Ronaldo Aracri.

A PM (Polícia Militar) realiza operações semanais focadas no índice criminal (leia mais abaixo). “Hoje, o crime está diluído, então não tem uma área específica. Os roubos de carga compreendem até mesmo a moto que faz alguma entrega. Se for considerar que em cima deste formato o Grande ABC é elo com a Capital e Litoral, é algo bem diluído”, explicou o porta-voz do CPA/M-6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana Seis), capitão Alexandre João Salomão.

Segundo o delegado do setor de investigações gerais da Seccional de Diadema, Murilo Fonseca Roque, cerca de 70% das ocorrências na cidade são de pequenos veículos abordados no momento da descarga. “Não é uma criminalidade que é especializada nisso. O bandido acaba vendo aquele veículo que está ali fazendo a descarga, não importa a carga, e amanhã ele volta para o roubo comum. É uma maneira que ele encontra de fazer dinheiro”, comentou. O núcleo da seccional apoia os distritos quando há investigação do tipo. “Tivemos um crescimento no primeiro semestre, mas estamos diminuindo. As ações são focadas na captura dos criminosos.”

A seccional de São Bernardo também mantém núcleo de investigação do crime na Dise (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes). A especializada destaca pontos mais preocupantes, que em São Caetano são os bairros periféricos próximos à Avenida dos Estados e, em São Bernardo, nas áreas de grandes comércios, como a Vila São Pedro.

Questionada sobre o assunto, a SSP afirmou, por meio de nota, que adota diversas medidas, como a criação do Procarga, que analisa as ocorrências da modalidade e a Divecar (Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas) do Deic (Departamenro Estadual de Investigações Criminais). “Nos nove meses do ano, foram presas em flagrante 57 pessoas pelas unidades das regiões questionadas e 1.363 no Estado pelos crimes relacionados à carga como roubo, furto e receptação”, informou.

Maioria dos crimes ocorre na área urbana
A maioria dos registros de roubo de carga acontece nas áreas urbanas. Conforme dados da Polícia Militar Rodoviária, foram apenas 29 casos registrados nos trechos das rodovias do Grande ABC neste ano; em 2016, 26.

Para combater o crime, a PM (Polícia Militar) faz operações em âmbito regional focada na queda dos índices. “A gente pega as principais vias da cidades, onde há trânsito intenso de veículos, e realiza bloqueios com viaturas. Fazemos isso com base nos números de ocorrências registrados em cada área” afirmou o porta-voz do comando da Polícia Militar na região, capitão Alexandre João Salomão.

Na última ação, que foi realizada em toda a Região Metropolitana, 25 pessoas foram presas no Grande ABC. Entre as ocorrências, foi registrado flagrante de tentativa de roubo com motorista e ajudante feitos reféns na Avenida dos Estados, em Santo André.

RODOVIAS
Neste ano, foram registrados oito casos de roubo de carga na Via Anchieta, oito na Índio Tibiriçá, seis na Imigrantes, dois na Rodovia Caminho do Mar e cinco nos trechos do Rodoanel que cortam a região. A maioria dos casos é referente a carga de itens alimentícios.

Conforme a SSP, a Polícia Militar Rodoviária realiza operações constantes, com emprego do policiamento tático ostensivo rodoviário e bloqueios e abordagens a caminhões de transporte de carga e veículos de médio e grande porte, além de patrulhamento em postos de combustíveis.

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