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Chile é terceiro maior comprador da região

Agência Brasil  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vizinho sul-americano passou Estados Unidos por compra de veículos e acessórios automotivos


Gabriel Russini
Especial para o Diário

28/10/2017 | 07:18


Os hermanos chilenos passaram os Estados Unidos no posto de terceiro maior parceiro comercial do Grande ABC e, agora, ocupam o pódio dos países que mais compram das companhias do Grande ABC. Ficam atrás apenas de Argentina e México, conforme dados da balança comercial do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

Entre os meses de janeiro e setembro deste ano, o Chile consumiu US$ 253,1 milhões (R$ 817,5 milhões) de empresas da região, sendo que 90,4% do valor, ou US$ 218,2 milhões (R$ 704,7 milhões), foi negociado com companhias de São Bernardo. Os produtos mais adquiridos partiram do segmento automotivo, especificamente carros, tratores e chassis.

No mesmo período, os números do MDIC mostram que os Estados Unidos compraram US$ 197,6 milhões (R$ 638,2 milhões). De janeiro a setembro do ano passado, os norte-americanos haviam comprado US$ 193,5 milhões (R$ 625 milhões), enquanto que o Chile desembolsou US$ 166,9 milhões (R$ 539 milhões).

Na avaliação do coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, a compra de veículos pelos chilenos se dá pela pouca presença do setor no país andino. “Acredito que, por uma questão de proximidade e necessidade, os chilenos acabaram comprando daqui (em São Bernardo), até pelo número de companhias instaladas”. É importante ressaltar que a região conta com seis montadoras: Ford, Mercedes-Benz, Scania, Toyota e Volkswagen, situadas em São Bernardo, além da General Motors, em São Caetano.

“Essa movimentação (das exportações) do Chile está em linha com o panorama nacional, de forte retomada no campo das exportações, o que acaba desafogando as montadoras, já que a demanda interna está reprimida”, complementou Maskio.

De acordo com o último levantamento da Anfavea (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores), de janeiro a setembro o volume de veículos vendidos ao Exterior é 55,7% maior em relação a igual período em 2016, passando de 363,7 mil para 566,3 mil unidades.

SALDO POSITIVO - Ao longo dos nove primeiros meses do ano, o valor registrado em exportações foi superior ao verificado em importações, o que gerou balança comercial positiva. De janeiro a setembro, o saldo foi de US$ 1,1 bilhão (R$ 3,5 bilhões), 13% maior do que o registrado em 2016, quando foram constatados US$ 973 milhões (R$ 3,1 bilhões) de ‘gordura’.

Ante 2015, para se ter ideia, o montante é 130% maior. À época, a balança da região estava positiva em US$ 477 milhões (R$ 1,5 bilhão).

Em 2017, tanto as exportações quanto as importações cresceram frente ao ano passado. O total vendido ao Exterior passou de US$ 3,3 bilhões (R$ 10,6 bilhões) para US$ 3,9 bilhões (R$ 12,8 bilhões), alta de 18,1%. Em relação aos produtos comprados, os valores gastos passaram de US$ 2,4 bilhões (R$ 7,7 bilhões) para US$ 2,9 bilhões (R$ 9,3 bilhões), alta de 20%. 



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Chile é terceiro maior comprador da região

Vizinho sul-americano passou Estados Unidos por compra de veículos e acessórios automotivos

Gabriel Russini
Especial para o Diário

28/10/2017 | 07:18


Os hermanos chilenos passaram os Estados Unidos no posto de terceiro maior parceiro comercial do Grande ABC e, agora, ocupam o pódio dos países que mais compram das companhias do Grande ABC. Ficam atrás apenas de Argentina e México, conforme dados da balança comercial do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

Entre os meses de janeiro e setembro deste ano, o Chile consumiu US$ 253,1 milhões (R$ 817,5 milhões) de empresas da região, sendo que 90,4% do valor, ou US$ 218,2 milhões (R$ 704,7 milhões), foi negociado com companhias de São Bernardo. Os produtos mais adquiridos partiram do segmento automotivo, especificamente carros, tratores e chassis.

No mesmo período, os números do MDIC mostram que os Estados Unidos compraram US$ 197,6 milhões (R$ 638,2 milhões). De janeiro a setembro do ano passado, os norte-americanos haviam comprado US$ 193,5 milhões (R$ 625 milhões), enquanto que o Chile desembolsou US$ 166,9 milhões (R$ 539 milhões).

Na avaliação do coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, a compra de veículos pelos chilenos se dá pela pouca presença do setor no país andino. “Acredito que, por uma questão de proximidade e necessidade, os chilenos acabaram comprando daqui (em São Bernardo), até pelo número de companhias instaladas”. É importante ressaltar que a região conta com seis montadoras: Ford, Mercedes-Benz, Scania, Toyota e Volkswagen, situadas em São Bernardo, além da General Motors, em São Caetano.

“Essa movimentação (das exportações) do Chile está em linha com o panorama nacional, de forte retomada no campo das exportações, o que acaba desafogando as montadoras, já que a demanda interna está reprimida”, complementou Maskio.

De acordo com o último levantamento da Anfavea (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores), de janeiro a setembro o volume de veículos vendidos ao Exterior é 55,7% maior em relação a igual período em 2016, passando de 363,7 mil para 566,3 mil unidades.

SALDO POSITIVO - Ao longo dos nove primeiros meses do ano, o valor registrado em exportações foi superior ao verificado em importações, o que gerou balança comercial positiva. De janeiro a setembro, o saldo foi de US$ 1,1 bilhão (R$ 3,5 bilhões), 13% maior do que o registrado em 2016, quando foram constatados US$ 973 milhões (R$ 3,1 bilhões) de ‘gordura’.

Ante 2015, para se ter ideia, o montante é 130% maior. À época, a balança da região estava positiva em US$ 477 milhões (R$ 1,5 bilhão).

Em 2017, tanto as exportações quanto as importações cresceram frente ao ano passado. O total vendido ao Exterior passou de US$ 3,3 bilhões (R$ 10,6 bilhões) para US$ 3,9 bilhões (R$ 12,8 bilhões), alta de 18,1%. Em relação aos produtos comprados, os valores gastos passaram de US$ 2,4 bilhões (R$ 7,7 bilhões) para US$ 2,9 bilhões (R$ 9,3 bilhões), alta de 20%. 

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