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Bike leva 31% dos ciclistas ao trabalho

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pesquisa aponta que praticidade e qualidade de vida são levadas em conta na escolha


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

26/10/2017 | 07:00


 Levantamento inédito feito pela Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo), em parceria com o Sesc (Serviço Social do Comércio) Santo André, aponta que 31,66% dos ciclistas da região utilizam a bicicleta como meio de transporte.

De acordo com o relatório divulgado nesta semana, de um total de 319 pessoas ouvidas na região – participantes de dez grupos de pedais –, 101 disseram usar pelo menos uma vez na semana a bicicleta como meio de transporte. Em toda Região Metropolitana de São Paulo, 997 ciclistas opinaram sobre o assunto.

Das pessoas que aderem ao uso contínuo da bike, a maioria justificou praticidade, rapidez e qualidade de vida como fatores principais para deixarem seus veículos em casa. A pesquisa aponta ainda que quase metade deste grupo – 42% dele – faz o uso da bicicleta combinado com meios de transporte públicos, como ônibus e trens.

A falta de espaço destinado exclusivamente para ciclistas é apontada pela maioria dos participantes como fator decisivo para o não uso da bicicleta todos os dias da semana. A ausência de segurança no trânsito e desrespeito de motoristas também são citados como justificativas.

O Grande ABC tem apenas 30,8 quilômetros de ciclovias espalhados por quatro cidades da região (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá) – índice que há dois anos está estacionado.

Problemas estruturais em ciclovias e ciclofaixas da região – já denunciados pelo Diário – também são lembrados por ciclistas ouvidos pela pesquisa. Ao serem questionados sobre a nota que eles dariam para os espaços exclusivos de suas cidades, numa escala de zero a dez, 89,04% dos participarem deram avaliação até cinco, ou seja, disseram que as condições são ruins ou péssimas.

Para o especialista em segurança no trânsito e engenheiro de tráfego e transportes Horácio Figueira, os números apresentados pela pesquisa seguem tendência em cenário nacional, onde as políticas para inclusão de ciclistas foram deixadas de lado. “Gestores perceberam que não adianta investir em ciclovias e ciclofaixas sem antes melhorar o sistema de transporte público”, destaca.

Embora ressalte, de modo geral, os benefícios do uso da bicicleta como meio de transporte, o especialista destaca dificuldade em se mudar o cenário atual fazendo com que o sistema tenha uma integração de modais. “O brasileiro não está preparado para ver o espaço de veículos ser diminuído para se destinar a áreas para ciclistas.”

Adeptos citam benefícios da bicicleta

Antes visto como prática restrita ao lazer, o uso da bicicleta rotineiramente mudou por completo a vida do técnico de mecânica Renato Tola, 52 anos. Fumante desde jovem, há dois anos ele recebeu do médico recomendação para praticar atividades físicas com o objetivo de reduzir futuros problemas de saúde. De lá para cá, sua vida, segundo ele, mudou do dia para a noite. “Desde então tenho participado de grupos de pedais, com uma qualidade de vida bem melhor, e há seis meses tenho trabalhado como mecânico de bicicletas”, relata.

Para a confeccionadora de roupas Priscila Tavares Pigozzo, 32, a situação foi similar. “Tudo começou com meu pai. Ele começou a participar e, há três anos, isso faz parte da minha vida. Hoje sou organizadora de um pedal em São Bernardo”.

Segundo ela, os grupos têm como objetivo tirar as pessoas de casa mostrando que o uso da bicicleta pode contribuir para uma qualidade de vida melhor. “Além de levar alegria para todos, acabamos tendo uma segunda família nessas encontros”. Atualmente, três municípios contam com grupos de pedal (veja tabela acima).



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Bike leva 31% dos ciclistas ao trabalho

Pesquisa aponta que praticidade e qualidade de vida são levadas em conta na escolha

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

26/10/2017 | 07:00


 Levantamento inédito feito pela Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo), em parceria com o Sesc (Serviço Social do Comércio) Santo André, aponta que 31,66% dos ciclistas da região utilizam a bicicleta como meio de transporte.

De acordo com o relatório divulgado nesta semana, de um total de 319 pessoas ouvidas na região – participantes de dez grupos de pedais –, 101 disseram usar pelo menos uma vez na semana a bicicleta como meio de transporte. Em toda Região Metropolitana de São Paulo, 997 ciclistas opinaram sobre o assunto.

Das pessoas que aderem ao uso contínuo da bike, a maioria justificou praticidade, rapidez e qualidade de vida como fatores principais para deixarem seus veículos em casa. A pesquisa aponta ainda que quase metade deste grupo – 42% dele – faz o uso da bicicleta combinado com meios de transporte públicos, como ônibus e trens.

A falta de espaço destinado exclusivamente para ciclistas é apontada pela maioria dos participantes como fator decisivo para o não uso da bicicleta todos os dias da semana. A ausência de segurança no trânsito e desrespeito de motoristas também são citados como justificativas.

O Grande ABC tem apenas 30,8 quilômetros de ciclovias espalhados por quatro cidades da região (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá) – índice que há dois anos está estacionado.

Problemas estruturais em ciclovias e ciclofaixas da região – já denunciados pelo Diário – também são lembrados por ciclistas ouvidos pela pesquisa. Ao serem questionados sobre a nota que eles dariam para os espaços exclusivos de suas cidades, numa escala de zero a dez, 89,04% dos participarem deram avaliação até cinco, ou seja, disseram que as condições são ruins ou péssimas.

Para o especialista em segurança no trânsito e engenheiro de tráfego e transportes Horácio Figueira, os números apresentados pela pesquisa seguem tendência em cenário nacional, onde as políticas para inclusão de ciclistas foram deixadas de lado. “Gestores perceberam que não adianta investir em ciclovias e ciclofaixas sem antes melhorar o sistema de transporte público”, destaca.

Embora ressalte, de modo geral, os benefícios do uso da bicicleta como meio de transporte, o especialista destaca dificuldade em se mudar o cenário atual fazendo com que o sistema tenha uma integração de modais. “O brasileiro não está preparado para ver o espaço de veículos ser diminuído para se destinar a áreas para ciclistas.”

Adeptos citam benefícios da bicicleta

Antes visto como prática restrita ao lazer, o uso da bicicleta rotineiramente mudou por completo a vida do técnico de mecânica Renato Tola, 52 anos. Fumante desde jovem, há dois anos ele recebeu do médico recomendação para praticar atividades físicas com o objetivo de reduzir futuros problemas de saúde. De lá para cá, sua vida, segundo ele, mudou do dia para a noite. “Desde então tenho participado de grupos de pedais, com uma qualidade de vida bem melhor, e há seis meses tenho trabalhado como mecânico de bicicletas”, relata.

Para a confeccionadora de roupas Priscila Tavares Pigozzo, 32, a situação foi similar. “Tudo começou com meu pai. Ele começou a participar e, há três anos, isso faz parte da minha vida. Hoje sou organizadora de um pedal em São Bernardo”.

Segundo ela, os grupos têm como objetivo tirar as pessoas de casa mostrando que o uso da bicicleta pode contribuir para uma qualidade de vida melhor. “Além de levar alegria para todos, acabamos tendo uma segunda família nessas encontros”. Atualmente, três municípios contam com grupos de pedal (veja tabela acima).

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