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O jornalismo acadêmico, ano 40. Tia Lenita e o Grande ABC


Ademir Medici

23/10/2017 | 07:00


 Semana passada a Academia Paulista de Jornalismo celebrou seus 40 anos de fundação (1977-2017). Foram revividos momentos mágicos proporcionados pelos pioneiros, a maioria dos quais nos deixou. Do vasto material recebido por Memória, destacamos a presença de Lenita Miranda de Figueiredo.

Durante três anos, entre 1954 e 1956, Lenita Miranda de Figueiredo viveu uma jornada de enlouquecer qualquer um entre São Paulo, onde morava e trabalhava nas rádios Excelsior e Nacional (hoje CBN e Globo), e Santo André.

Naquele período, Lenita foi a alma, a cabeça e a operária maior de uma rádio que dava seus primeiros passos, a Emissora ABC, da qual foi diretora artística.

“Levei para a Rádio ABC toda aquela elegância da Rádio Excelsior, que era uma rádio de elite, com bons programas, locutores de primeira qualidade” – contou Lenita em setembro de 2003 aqui em Memória, quando a conhecemos.

A grande marca que Lenita deixou no rádio do Grande ABC foi a pedagógica. Sua preocupação era envolver a criança. Ensinou muitas delas a tocar piano, a cantar, a empostar a voz, a fazer trabalhos manuais. Criou um coral infantil, um grupo de escoteiros e programas como o Ronda das Cirandas.

Com o Ronda das Cirandas, percorria os bairros de Santo André e São Bernardo. As professoras compareciam com seus alunos.

Oito anos depois de deixar a Rádio ABC, Lenita cria a sua mais conhecida obra jornalística, a Folhinha de S. Paulo, da qual foi editora e redatora. Por certo, muito do que fez na Rádio ABC no campo didático foi empregado na Folhinha. Folhinha de S. Paulo que sobreviveu por 52 anos, sendo fechada em 2016. Também o Estadão acabou com o Estadinho. Felizmente, o Diário mantém, com louvor, o Diarinho de todos os domingos.

Movimenta-se a mídia.

Nasce uma academia

Texto: Luiz Fernando Magliocca

Criada numa segunda-feira, 17 de outubro de 1977, por sugestão de Israel Dias Novais, a Associação Paulista de Jornalismo reuniu 40 jornalistas numa entidade que visava congregar a intelectualidade paulista para manter viva a memória do jornalismo desta Nação.

Foram convocados alguns dos mais importantes nomes que militavam nos jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão para compor uma seleta casta de profissionais que iria conduzir os destinos da APJ.

Para citar alguns, naquele encontro estavam Gióia Júnior, Nello Ferrentini, Vicente Leporace, Solon Borges dos Reis, José Herculano Pires, Menotti Del Picchia, José Blota Júnior, José Freitas Nobre, José Tavares de Miranda, Audálio Dantas, Helena Silveira, Nelson de Palma Travassos, Péricles Eugênio da Silva Ramos, Murilo Antunes Alves e Romão Gomes Portão.

Com o passar do tempo e o falecimento de alguns titulares, novos integrantes foram convocados, de acordo com os estatutos da APJ para ocupar as cadeiras vagas.

A Academia passou por algumas turbulências. Superou todos os problemas. Foi na gestão do saudoso presidente José Augusto de Godoy (falecido em 4 de janeiro de 2017) que ela foi revitalizada e chegou até aqui.

Conforme seus estatutos, o vice-presidente – Dráuzio de Campos Batista – assume a presidência até que novas eleições sejam convocadas.

Atualmente, um grupo de acadêmicos está empenhado em sua reorganização para dar sequência a esse incansável trabalho e manter os ideais de sua fundação.

Semana da Autonomia de São Caetano: 1948-2017

Depoimento: Luiz Rodrigues Neves(*)

Em 1946 era fundado o Jornal de São Caetano (fundadores: eu, Walter Thomé e Mário Porfírio Rodrigues). O objetivo era a emancipação de São Caetano. Mas precisávamos ter um objetivo a mais, que foi a luta pela construção de um hospital na cidade.

O Dr. Angelo Pellegrino foi o primeiro presidente da comissão do Hospital São Caetano. Quermesses foram realizadas no terreno onde o hospital seria erigido. O que não era vendido ia para a garagem do Dr. Pellegrino, próxima ao terreno.

A campanha do hospital foi a primeira mobilização popular com vistas à emancipação.

A segunda medida foi fundar a Sociedade Amigos de São Caetano, para liderar o movimento autonomista. A campanha do hospital em 1946, a Sociedade Amigos em 1947 e o movimento autonomista em 1947 e 1948.

MEDALHAS

Seguimos com a listagem dos que receberam a Medalha dos Autonomistas, sábado último, na Câmara de São Caetano, iniciativa que teve o aval do Gama (Grupo de Amigos do Movimento Autonomista).

Cláudio Demambro, Dagoberto Jeronimo do Nascimento, Dionizio Lozano Rubio, Edson Luiz Cruzero, Eduardo Aparecido Errera Garcia, Eduardo Cardoso de Almeida Castanheira, Eduardo Di Gennaro, Fernando Trincado Simon, Francisco Candido Gouveia.

Continua

(*) Depoimento gravado no Diário em 1º de julho de 1977.

Diário há 30 anos

Sexta-feira, 23 de outubro de 1987 – ano 30, edição 6580

Manchete – Autolatina propõe acordo e grevistas respondem hoje

Santo André – Prefeito Newton Brandão assina contratos para prosseguimento das obras da Marginal Guarará. Presente ao ato, Vicente Matheus, presidente do Corinthians e dono da empreiteira com o seu nome.

São Bernardo – A Estrada da Cama Patente, no Alvarenga, vai se tornando um novo lixão.

Memória – Mauá ganha o primeiro telefone público, instalado no bar dos Pereira, na Rua Rio Branco. Data: 16 de novembro de 1944, segundo foto que nos foi trazida por Gentil Favero.

Hoje

Dia das Missões

Dia da Juventude Missionária

Dia da Santa Infância

Dia da Aviação Brasileira, do Viador e de Santos Dumont

Santos do Dia

João de Capistrano

Vero

João Bondoso

Municípios Brasileiros

Celebram seus aniversários em 23 de outubro:

Em Goiás, Alvorada do Norte, Montes Claros de Goiás, Mozarlândia, Santa Bárbara de Goiás e Santa Terezinha de Goiás

Em Sergipe, Frei Paulo, Nossa Senhora das Dores e Tobias Barreto

No Rio Grande do Sul, Independência e Victor Graeff.

No Tocantins, Monte do Carmo, Paraíso do Tocantins, Paranã e Santa Fé do Araguaia

Na Bahia, Nova Viçosa

Fonte: IBGE

Em 23 de outubro de...

1917 – Internado, em São Paulo, o vereador Serafim Constantino, diretor da Matarazzo em São Caetano.

1982 – Câmara de São Bernardo realiza sessão solene para a outorga da Medalha João Ramalho à Comissão de Fábrica dos Trabalhadores da Volkswagen.



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