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As cidades inteligentes e o nosso trabalho


Cíntia Bortotto

23/10/2017 | 07:29


Em 2050, as cidades conectarão diferentes sistemas de informação e de operação, facilitando a mobilidade dos cidadãos. A integração da mobilidade e conectividade urbana proporcionará ao indivíduo novas opções eficazes de ações no trabalho, no lazer e nas suas relações sociais. O incremento das conexões por big data, a partir da aprendizagem com os comportamentos individuais e coletivos, dará inteligência e simplicidade às soluções para segurança e locomoção, bem como para outros problemas corriqueiros.

Mas as cidades se tornarão mais frias? Acredito que elas se tornarão mais inteligentes. Conexões futurísticas permitirão às pessoas colocar o tempo delas a serviço do que realmente gostam e querem, e não a serviço do que não é eficiente, como trânsito, transporte público, ou fazer compras no supermercado, algo que poderia ser muito mais otimizado. A interconexão traz eficiência para os processos e mais tempo para as pessoas estudarem e conviverem.

Assim, novos negócios também devem aparecer para dar conta do tempo livre das pessoas. Os mercados de Educação e entretenimento deve crescer, porque é neles que investimos quando temos tempo e recursos financeiros disponíveis.

E o mundo também muda sob a ótica do emprego. A economia colaborativa tem seu conceito fundamental aplicado no trabalho. As pessoas passam a dedicar os serviços delas de acordo com a necessidade não de uma, mas de várias empresas. O regime de contratação também tende a mudar, colocando em foco cada vez mais a relação pessoa física – pessoa jurídica. Esse sistema se torna cada vez mais forte, mas disruptivo e mais desintermediado. E, assim, as pessoas realmente boas, que entregam serviços diferenciados, têm mais poder aquisitivo, porque elas conseguem atender vários clientes e ter um preço um pouco maior. Sob este aspecto, vemos que pode haver mais dinheiro em circulação nesta nova economia que vem por aí.

E como preparar as novas gerações para tudo isso? A educação precisa ser cada vez mais colaborativa e menos competitiva. Vemos que as escolas que primam por alunos cocriando tendem a ser diferenciadas. A questão multi-idiomas também é muito importante neste contexto para ajudar numa cocriação mais globalizada.

As empresas ou grupos contratantes (se considerarmos o novo contexto) devem investir tempo no aculturamento dos jovens. O treinamento precisa ser cada vez mais focado em relações, em como trabalhar junto, como trabalhar neste ambiente, do que no aspecto técnico. O conhecimento técnico está muito mais estabelecido nas redes sociais, está disponível e de fácil acesso. Também é necessário investir tempo no desenvolvimento de metodologias para se falar a mesma coisa, o mesmo código, por exemplo, quando uma pessoa começa um trabalho e a outra dá continuidade.

Portanto, todas as mudanças urbanas e de mobilidade tendem a tornar as cidades, as relações humanas e o nosso trabalho cada vez mais colaborativos.

Siga confiante e boa sorte!  



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As cidades inteligentes e o nosso trabalho

Cíntia Bortotto

23/10/2017 | 07:29


Em 2050, as cidades conectarão diferentes sistemas de informação e de operação, facilitando a mobilidade dos cidadãos. A integração da mobilidade e conectividade urbana proporcionará ao indivíduo novas opções eficazes de ações no trabalho, no lazer e nas suas relações sociais. O incremento das conexões por big data, a partir da aprendizagem com os comportamentos individuais e coletivos, dará inteligência e simplicidade às soluções para segurança e locomoção, bem como para outros problemas corriqueiros.

Mas as cidades se tornarão mais frias? Acredito que elas se tornarão mais inteligentes. Conexões futurísticas permitirão às pessoas colocar o tempo delas a serviço do que realmente gostam e querem, e não a serviço do que não é eficiente, como trânsito, transporte público, ou fazer compras no supermercado, algo que poderia ser muito mais otimizado. A interconexão traz eficiência para os processos e mais tempo para as pessoas estudarem e conviverem.

Assim, novos negócios também devem aparecer para dar conta do tempo livre das pessoas. Os mercados de Educação e entretenimento deve crescer, porque é neles que investimos quando temos tempo e recursos financeiros disponíveis.

E o mundo também muda sob a ótica do emprego. A economia colaborativa tem seu conceito fundamental aplicado no trabalho. As pessoas passam a dedicar os serviços delas de acordo com a necessidade não de uma, mas de várias empresas. O regime de contratação também tende a mudar, colocando em foco cada vez mais a relação pessoa física – pessoa jurídica. Esse sistema se torna cada vez mais forte, mas disruptivo e mais desintermediado. E, assim, as pessoas realmente boas, que entregam serviços diferenciados, têm mais poder aquisitivo, porque elas conseguem atender vários clientes e ter um preço um pouco maior. Sob este aspecto, vemos que pode haver mais dinheiro em circulação nesta nova economia que vem por aí.

E como preparar as novas gerações para tudo isso? A educação precisa ser cada vez mais colaborativa e menos competitiva. Vemos que as escolas que primam por alunos cocriando tendem a ser diferenciadas. A questão multi-idiomas também é muito importante neste contexto para ajudar numa cocriação mais globalizada.

As empresas ou grupos contratantes (se considerarmos o novo contexto) devem investir tempo no aculturamento dos jovens. O treinamento precisa ser cada vez mais focado em relações, em como trabalhar junto, como trabalhar neste ambiente, do que no aspecto técnico. O conhecimento técnico está muito mais estabelecido nas redes sociais, está disponível e de fácil acesso. Também é necessário investir tempo no desenvolvimento de metodologias para se falar a mesma coisa, o mesmo código, por exemplo, quando uma pessoa começa um trabalho e a outra dá continuidade.

Portanto, todas as mudanças urbanas e de mobilidade tendem a tornar as cidades, as relações humanas e o nosso trabalho cada vez mais colaborativos.

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