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A régua de Boulos

Aline Pietri/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Do Diário do Grande ABC

18/10/2017 | 10:39


Não é de hoje que o jornalismo profissional, praticado com ética e seriedade, provoca incômodo. É do ofício. Como definiu o editor norte-americano Finley Peter Dunne (1867-1936), a função primordial do jornal é confortar os aflitos e afligir os acomodados. Exatamente por isso, o Diário recebe sem nenhuma surpresa, embora os rechace veementemente, os ataques desferidos pelo líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), Guilherme Boulos, em vídeo publicado em rede social.

Irritado com reportagem do jornal, que comprovou o esvaziamento da ocupação de terreno privado em São Bernardo, Boulos classificou-a como “irresponsável” e “criminosa”. É certo que ele preferiria que o texto reproduzisse, sem questionamento, a informação oficial, e insustentável, de que 12.136 famílias vivem sob as tendas na área da Construtora MZM, no bairro Assunção.

Diferentemente do que quer fazer crer o líder do MTST, a ocupação perde força a olhos vistos. Os poucos indivíduos que comparecem às assembleias diárias promovidas no acampamento fantasma o fazem coagidos pelas ameaças de que, se não assinarem a lista de presença, perderão o direito à moradia caso o movimento saia vitorioso do episódio.

Constranger miseráveis e mentir a incautos são parte da rotina de Boulos. Aliás, no mesmo dia do ataque ao Diário, líder do Psol, o deputado federal Ivan Valente, confirmava a intenção de fazer do ativista o candidato da sigla à Presidência da República na eleição de 2018 – embora o coordenador do MTST reitere que o movimento é apartidário e ele não tenha pretensões políticas.

A lista de incoerências e oportunismos deste indivíduo é tão extensa que o fato de se posicionar em flanco oposto ao do jornal só credencia o trabalho deste Diário. Seu léxico, senhor Guilherme Boulos, não é o nosso. Crime é invadir terreno privado. Irresponsabilidade é explorar a boa-fé e a pobreza de centenas de pessoas. Não meça o trabalho sério dos profissionais desta Casa com a sua régua. 



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A régua de Boulos

Do Diário do Grande ABC

18/10/2017 | 10:39


Não é de hoje que o jornalismo profissional, praticado com ética e seriedade, provoca incômodo. É do ofício. Como definiu o editor norte-americano Finley Peter Dunne (1867-1936), a função primordial do jornal é confortar os aflitos e afligir os acomodados. Exatamente por isso, o Diário recebe sem nenhuma surpresa, embora os rechace veementemente, os ataques desferidos pelo líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), Guilherme Boulos, em vídeo publicado em rede social.

Irritado com reportagem do jornal, que comprovou o esvaziamento da ocupação de terreno privado em São Bernardo, Boulos classificou-a como “irresponsável” e “criminosa”. É certo que ele preferiria que o texto reproduzisse, sem questionamento, a informação oficial, e insustentável, de que 12.136 famílias vivem sob as tendas na área da Construtora MZM, no bairro Assunção.

Diferentemente do que quer fazer crer o líder do MTST, a ocupação perde força a olhos vistos. Os poucos indivíduos que comparecem às assembleias diárias promovidas no acampamento fantasma o fazem coagidos pelas ameaças de que, se não assinarem a lista de presença, perderão o direito à moradia caso o movimento saia vitorioso do episódio.

Constranger miseráveis e mentir a incautos são parte da rotina de Boulos. Aliás, no mesmo dia do ataque ao Diário, líder do Psol, o deputado federal Ivan Valente, confirmava a intenção de fazer do ativista o candidato da sigla à Presidência da República na eleição de 2018 – embora o coordenador do MTST reitere que o movimento é apartidário e ele não tenha pretensões políticas.

A lista de incoerências e oportunismos deste indivíduo é tão extensa que o fato de se posicionar em flanco oposto ao do jornal só credencia o trabalho deste Diário. Seu léxico, senhor Guilherme Boulos, não é o nosso. Crime é invadir terreno privado. Irresponsabilidade é explorar a boa-fé e a pobreza de centenas de pessoas. Não meça o trabalho sério dos profissionais desta Casa com a sua régua. 

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