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Governistas esvaziam CCJ e só oposição discursa a favor de denúncia contra Temer



17/10/2017 | 17:55


Já dura mais de sete horas a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para analisar o parecer que pede a rejeição da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Os governistas estão adotando a estratégia de esvaziar a sessão desta terça-feira, 17, com o objetivo de garantir a votação do parecer do tucano Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) nesta quarta-feira, 18.

Nesta tarde falou na comissão a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), última governista a pedir tempo para discursar. "Com que interesses o senhor Rodrigo Janot mais uma vez escreve laudas e laudas de conversa fiada, com provas ineptas que ele sabe que não deve prosperar, de fatos pretéritos ao mandato presidencial?", criticou a deputada. Em um discurso breve, a deputada disse que seu voto seria para proteger a presidência da República e não Temer.

Neste momento, não há mais nenhum governista inscrito para discursar na sessão. Nada impede, no entanto, que outros aliados do governo peçam para se inscrever no decorrer dos trabalhos desta terça-feira.

Para acelerar a apreciação da denúncia na comissão, poucos governistas se inscreveram para discursar na sessão. Os que discursaram tentaram ser breves na manifestação.

Ainda restam 28 oposicionistas aguardando a oportunidade de defender o prosseguimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República. "Temer deu o golpe e já não tem mais base para prosseguir defendendo o governo", discursou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

O deputado Fábio Sousa (PSDB-GO) foi um dos primeiros tucanos a falar na sessão e a defender a admissibilidade da denúncia. O deputado defendeu a aprovação de uma nova legislação que permita o processamento de um presidente da República sem autorização prévia do Parlamento. "Não pode o Brasil ficar parado por causa de uma denúncia do Ministério Público Federal", pregou.

Há pouco, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) protocolou o quinto voto em separado defendendo o prosseguimento da segunda denúncia contra Temer.



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Governistas esvaziam CCJ e só oposição discursa a favor de denúncia contra Temer


17/10/2017 | 17:55


Já dura mais de sete horas a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para analisar o parecer que pede a rejeição da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Os governistas estão adotando a estratégia de esvaziar a sessão desta terça-feira, 17, com o objetivo de garantir a votação do parecer do tucano Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) nesta quarta-feira, 18.

Nesta tarde falou na comissão a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), última governista a pedir tempo para discursar. "Com que interesses o senhor Rodrigo Janot mais uma vez escreve laudas e laudas de conversa fiada, com provas ineptas que ele sabe que não deve prosperar, de fatos pretéritos ao mandato presidencial?", criticou a deputada. Em um discurso breve, a deputada disse que seu voto seria para proteger a presidência da República e não Temer.

Neste momento, não há mais nenhum governista inscrito para discursar na sessão. Nada impede, no entanto, que outros aliados do governo peçam para se inscrever no decorrer dos trabalhos desta terça-feira.

Para acelerar a apreciação da denúncia na comissão, poucos governistas se inscreveram para discursar na sessão. Os que discursaram tentaram ser breves na manifestação.

Ainda restam 28 oposicionistas aguardando a oportunidade de defender o prosseguimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República. "Temer deu o golpe e já não tem mais base para prosseguir defendendo o governo", discursou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

O deputado Fábio Sousa (PSDB-GO) foi um dos primeiros tucanos a falar na sessão e a defender a admissibilidade da denúncia. O deputado defendeu a aprovação de uma nova legislação que permita o processamento de um presidente da República sem autorização prévia do Parlamento. "Não pode o Brasil ficar parado por causa de uma denúncia do Ministério Público Federal", pregou.

Há pouco, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) protocolou o quinto voto em separado defendendo o prosseguimento da segunda denúncia contra Temer.

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