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Longa-metragem ‘Garotas do ABC’ será lançado este mês


Nelson Albuquerque
Do Diário do Grande ABC

08/11/2003 | 18:50


O primeiro passo do projeto ABC-Clube Democrático, do cineasta Carlos Reichenbach, está prestes a ser concretizado. O longa-metragem Garotas do ABC está pronto e será mostrado pela primeira vez no próximo dia 22, no Cine Brasília. "O filme é uma 'pensata' sobre o universo operário feminino", afirma o autor.

O lançamento comercial acontecerá em 2004, mas antes a fita deve ser exibida em uma sessão no Palácio da Alvorada para Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Reichenbach, o presidente mostrou particular interesse em conhecer "o filme que foi feito em São Bernardo". Há ainda a pretensão de realizar uma sessão pública em algum estádio são-bernardense.

Filmado de agosto a outubro de 2002, o longa tinha o título Aurélia Schwarzenega. Depois da primeira edição de imagens, o filme ficou com três horas de duração e muita ênfase em personagens masculinos. Reichenbach mudou. "A importância de Aurélia foi atenuada e a atenção dividida entre quatro ou cinco operárias. Posso afirmar, sem ironia, que foi uma autêntica opção marxista", diz o diretor.

A idéia original do projeto, em 1989, era lançar olhar para o tempo livre. "A premissa é descaradamente anarco-libertária, pois parte do conceito de que o tempo livre é o único e verdadeiro espaço de liberdade do ser humano", afirma.

Reichenbach conta que passou seis meses pegando ônibus com as operárias para ouvir suas conversas. "Foi espionagem, mas por uma boa causa", diz. Escreveu o roteiro e, em seguida, finalizou-o com Fernando Bonassi. A transposição do papel para o celulóide proporcionou a "invenção" de um novo Grande ABC. "Um ABC tendo por modelos o real, mas também o meu ABC imaginário e pessoal, acrescido dos imaginários do diretor de arte Luís Rossi, do diretor de fotografia Jacob Solitrenick, da montadora Cristina Amaral, do técnico de som Romeu Quinto e do maestro Nelson Ayres (que assina trilha sonora)", afirma.

Garotas do ABC tem mais uma intenção: "O filme tenta também entender a súbita decadência do ABC com a saída das multinacionais e compreender com clareza as razões do surgimento do neofacismo na região no exato momento em que o PT se firmava como partido forte".

No elenco estão Selton Mello, Michelle Valle, Vanessa Goulart, Ênio Gonçalves e Fernando Pavão, entre outros. A obra custou cerca de R$ 3,5 milhões (parte financiada pela extinta Bolsa Vitae). O trabalho agora é de captação de recursos para A Fiel Operária Suzy Di, segundo longa da série ABC-Clube Democrático.



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