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FHC critica empreiteiros em dia de piadista


Do Diário do Grande ABC

17/04/1999 | 16:06


Por causa de uma piada, o presidente Fernando Henrique Cardoso corre o risco de perder boa parte dos financiadores de sua campanha e ganhar a antipatia de mais um segmento da sociedade: os empreiteiros. Em visita feita neste sábado à tarde na exposiçao "Brasil na Torre do Tombo", do Instituto dos Arquivos Nacionais (Portugal), Fernando Henrique deixou escapar uma brincadeira ao deparar-se com o documento do século XVI sobre a nomeaçao de Francisco Gonçalves para "pedreiro mestre" das obras da fortificaçao de Dom Sebastiao, na cidade do Rio de Janeiro. "Pedreiro naquela época era o nosso empreiteiro de hoje, mas roubava menos", alfinetou Fernando Henrique, com o seu humor irônico.

Ao sair da exposiçao, mesmo sendo questionado por um assessor, o presidente confirmou as declaraçoes feitas no início da visita. "Espero que eles (mestres-pedreiros) roubassem menos", brincou mais uma vez Fernando Henrique. Durante a exposiçao com documentos sobre a história do Brasil e Portugal nesses quinhentos anos, o presidente demonstrava interesse por todos os documentos apresentados e aproveitava todas as oportunidades para nao deixar escapar nenhuma piada.

Nem os amigos foram poupados. Ao observar um documento de Mariana no século XVIII, Fernando Henrique disparou. "É da terra dele", disse o presidente apontando para o ministro das Comunicaçoes, Pimenta da Veiga. "Mas é uma terra que nao tem muito valor", completou o presidente. Quando passou em frente a carta do escrivao Pêro Vaz de Caminha informando ao rei de Portugal, Dom Manuel I, a descoberta do Brasil, o presidente nao se conteve. "Essa é a famosa 'aqui se plantando tudo dá", disse Fernando Henrique arrancando sorrisos até do primeiro-ministro português, António Guterres.

Até a igreja nao escapou do "veneno" presidencial. Num certo momento, a curadora da exposiçao explicou que as pessoas daquela época tinham interesse de participar da Ordem de Cristo, mas nao por vantagem monetária e sim por poder. Imediatamente, Fernando Henrique pegou a deixa e completou antes da curadora terminar a frase. "Já sei como é isso; é assim até hoje".



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FHC critica empreiteiros em dia de piadista

Do Diário do Grande ABC

17/04/1999 | 16:06


Por causa de uma piada, o presidente Fernando Henrique Cardoso corre o risco de perder boa parte dos financiadores de sua campanha e ganhar a antipatia de mais um segmento da sociedade: os empreiteiros. Em visita feita neste sábado à tarde na exposiçao "Brasil na Torre do Tombo", do Instituto dos Arquivos Nacionais (Portugal), Fernando Henrique deixou escapar uma brincadeira ao deparar-se com o documento do século XVI sobre a nomeaçao de Francisco Gonçalves para "pedreiro mestre" das obras da fortificaçao de Dom Sebastiao, na cidade do Rio de Janeiro. "Pedreiro naquela época era o nosso empreiteiro de hoje, mas roubava menos", alfinetou Fernando Henrique, com o seu humor irônico.

Ao sair da exposiçao, mesmo sendo questionado por um assessor, o presidente confirmou as declaraçoes feitas no início da visita. "Espero que eles (mestres-pedreiros) roubassem menos", brincou mais uma vez Fernando Henrique. Durante a exposiçao com documentos sobre a história do Brasil e Portugal nesses quinhentos anos, o presidente demonstrava interesse por todos os documentos apresentados e aproveitava todas as oportunidades para nao deixar escapar nenhuma piada.

Nem os amigos foram poupados. Ao observar um documento de Mariana no século XVIII, Fernando Henrique disparou. "É da terra dele", disse o presidente apontando para o ministro das Comunicaçoes, Pimenta da Veiga. "Mas é uma terra que nao tem muito valor", completou o presidente. Quando passou em frente a carta do escrivao Pêro Vaz de Caminha informando ao rei de Portugal, Dom Manuel I, a descoberta do Brasil, o presidente nao se conteve. "Essa é a famosa 'aqui se plantando tudo dá", disse Fernando Henrique arrancando sorrisos até do primeiro-ministro português, António Guterres.

Até a igreja nao escapou do "veneno" presidencial. Num certo momento, a curadora da exposiçao explicou que as pessoas daquela época tinham interesse de participar da Ordem de Cristo, mas nao por vantagem monetária e sim por poder. Imediatamente, Fernando Henrique pegou a deixa e completou antes da curadora terminar a frase. "Já sei como é isso; é assim até hoje".

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