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F1: carro Copersucar será restaurado


Do Diário do Grande ABC

01/04/2004 | 00:39


Em 1974, a equipe Fittipaldi criou o Copersucar Fittipaldi FD 01, o primeiro carro de Fórmula 1 fabricado no Brasil. Com aerodinâmica extremamente futurista para a época, o carro era de competitividade média e foi construído na oficina da equipe, em Interlagos. Em oito temporadas, a equipe Fittipaldi acumulou 44 pontos, sendo um segundo lugar, dois terceiros, cinco quartos, quatro quintos e sete sextos lugares. Na mesma época, a Williams, uma das principais equipes da atualidade, marcou apenas 21 pontos em seis temporadas.

Trinta anos depois, a Dana - empresa de auto peças da região - aceitou o desafio de restaurar "o único carro de uma equipe brasileira", segundo Wilson Fittipaldi Júnior, diretor da ex-equipe do Copersucar.

"Acho muito importante essa oportunidade. Infelizmente, o Brasil é o país da não tradição. Temos agora a chance de recuperar o carro e não só isso, a história, a tradição e a memória do esporte que estava sendo esquecida", disse Fittipaldi.

Para o ex-piloto, hoje em dia é inviável montar uma nova equipe brasileira. "Naquela época, os investimentos não eram tantos, a eletrônica era praticamente zero e a tecnologia muito mais simples. Hoje, uma equipe competitiva custa em torno de US$ 400 milhões. Nessas condições, acho impossível criar outra equipe como a Copersucar", afirmou o ex-piloto e dirigente.

Nomes importantes do automobilismo fizeram parte da equipe. Emerson Fittipaldi, Keke Rosberg, Jo Ramires, Ricardo Divila, Adrian Newey e Harvey Postlethwaite foram pilotos que na época trouxeram alegria aos torcedores brasileiros da Fórmula 1.

A restauração do carro é um trabalho complicado. "Estamos utilizando os profissionais que trabalharam na época com a equipe. Alguns colecionadores de peças também estão nos ajudando, e o carro deve ficar pronto entre o final de abril e o começo de maio", disse o diretor de comunicação corporativa da Dana, Luciano Pires.

Em 1974, o Copersucar foi apresentado ao presidente Ernesto Geisel, em Brasília. Trinta anos depois, Wilson Fittipaldi Jr. pretende repetir o gesto no dia 17 de maio. Ele quer levar o carro à capital federal e apresentá-lo ao presidente Lula.

Depois, no dia 19, o automóvel vai para Interlagos, onde Wilsinho dará algumas voltas. E o término dessa ligeira carreira do "único carro brasileiro" será no museu de tecnologia da Ulbra (Universidade Luterana Brasileira), no Rio Grande do Sul.

Na feira internacional de serviços, peças, acessórios e abastecimento automotivo, a Autosports Motorshow Adventure, podem ser conferidos mais detalhes da equipe Fittipaldi e visto de perto o modelo FD-04 da Copersucar, entre outras atrações.

A feira foi aberta nesta quarta e vai até o dia 4, no Centro de Exposições Imigrantes, km 1,5 da rodovia Imigrantes. O ingresso é de R$ 10 e o horário de funcionamento é das 14h às 22h.



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F1: carro Copersucar será restaurado

Do Diário do Grande ABC

01/04/2004 | 00:39


Em 1974, a equipe Fittipaldi criou o Copersucar Fittipaldi FD 01, o primeiro carro de Fórmula 1 fabricado no Brasil. Com aerodinâmica extremamente futurista para a época, o carro era de competitividade média e foi construído na oficina da equipe, em Interlagos. Em oito temporadas, a equipe Fittipaldi acumulou 44 pontos, sendo um segundo lugar, dois terceiros, cinco quartos, quatro quintos e sete sextos lugares. Na mesma época, a Williams, uma das principais equipes da atualidade, marcou apenas 21 pontos em seis temporadas.

Trinta anos depois, a Dana - empresa de auto peças da região - aceitou o desafio de restaurar "o único carro de uma equipe brasileira", segundo Wilson Fittipaldi Júnior, diretor da ex-equipe do Copersucar.

"Acho muito importante essa oportunidade. Infelizmente, o Brasil é o país da não tradição. Temos agora a chance de recuperar o carro e não só isso, a história, a tradição e a memória do esporte que estava sendo esquecida", disse Fittipaldi.

Para o ex-piloto, hoje em dia é inviável montar uma nova equipe brasileira. "Naquela época, os investimentos não eram tantos, a eletrônica era praticamente zero e a tecnologia muito mais simples. Hoje, uma equipe competitiva custa em torno de US$ 400 milhões. Nessas condições, acho impossível criar outra equipe como a Copersucar", afirmou o ex-piloto e dirigente.

Nomes importantes do automobilismo fizeram parte da equipe. Emerson Fittipaldi, Keke Rosberg, Jo Ramires, Ricardo Divila, Adrian Newey e Harvey Postlethwaite foram pilotos que na época trouxeram alegria aos torcedores brasileiros da Fórmula 1.

A restauração do carro é um trabalho complicado. "Estamos utilizando os profissionais que trabalharam na época com a equipe. Alguns colecionadores de peças também estão nos ajudando, e o carro deve ficar pronto entre o final de abril e o começo de maio", disse o diretor de comunicação corporativa da Dana, Luciano Pires.

Em 1974, o Copersucar foi apresentado ao presidente Ernesto Geisel, em Brasília. Trinta anos depois, Wilson Fittipaldi Jr. pretende repetir o gesto no dia 17 de maio. Ele quer levar o carro à capital federal e apresentá-lo ao presidente Lula.

Depois, no dia 19, o automóvel vai para Interlagos, onde Wilsinho dará algumas voltas. E o término dessa ligeira carreira do "único carro brasileiro" será no museu de tecnologia da Ulbra (Universidade Luterana Brasileira), no Rio Grande do Sul.

Na feira internacional de serviços, peças, acessórios e abastecimento automotivo, a Autosports Motorshow Adventure, podem ser conferidos mais detalhes da equipe Fittipaldi e visto de perto o modelo FD-04 da Copersucar, entre outras atrações.

A feira foi aberta nesta quarta e vai até o dia 4, no Centro de Exposições Imigrantes, km 1,5 da rodovia Imigrantes. O ingresso é de R$ 10 e o horário de funcionamento é das 14h às 22h.

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