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Sob protestos, S.Caetano aprova veto a artistas de rua

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Projeto de Olyntho Voltarelli proíbe atuação de malabaristas nos semáforos da cidade


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

04/10/2017 | 07:00


Sob protestos de artistas de São Caetano, a Câmara aprovou ontem projeto do vereador Olyntho Voltarelli (PSDB) que proíbe a atuação desses profissionais em semáforos e vias da cidade. A medida passou em primeiro turno e voltará a ser apreciada em definitivo na semana que vem.

O Diário mostrou ontem que o projeto causou revolta da classe de artistas da cidade, que criticou a medida e acusou a proposta de marginalizar os profissionais. Cerca de 20 artistas de rua foram ao Legislativo na sessão de ontem protestar contra o projeto e pedir a retirada do texto da pauta de votação. Ainda assim, Olyntho defendeu a proposta e recebeu apoio de todos os parlamentares, com exceção de Jander Lira e Chico Bento (ambos do PP), que votaram contra a medida.

Em meio a gritos de repúdio ao projeto, Olyntho argumentou que houve erro de interpretação. Segundo o tucano, a proposta visa regulamentar a atividade na cidade, a fim de garantir a segurança de pedestres e motoristas, uma vez que o texto veta a prática de malabares “com ou sem uso de materiais inflamáveis”. “Meu projeto proíbe apenas (artistas de rua de trabalharem) nos semáforos e nas faixas de pedestre, mas não em calçadas, parques ou praças. A ideia é justamente reforçar o que diz o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), que já proíbe a presença de pedestres na via”, justificou o parlamentar, ao alegar ter recebido diversas reclamações de munícipes quanto à possível insegurança no trânsito.

Apesar das explicações, artistas de rua não se convenceram e prometem boicotar a legislação caso o projeto seja aprovado em segundo turno e seja sancionado pelo prefeito José Auricchio Júnior (PSDB). “Esse projeto é preconceituoso e higienista. Querem limpar o farol. Ele (Olyntho) representa burgueses que defendem que quem está no semáforo é marginal. Para eles, artista é só quem aparece na TV”, criticou o músico e ator Eduardo Henrique, 34 anos, integrante da RBTR (Rede Brasileira de Teatro de Rua).

O também músico Douglas Bunder, 55, foi outro a atacar a medida e reivindicou que o governo desenterre a tramitação da lei de artistas de rua. “A gente se sente desamparado. Não estamos sendo ouvidos. Elaboraram esse projeto sem ouvir os artistas”, reclamou.

A Câmara também aprovou ontem afastamento, por 26 dias, do vereador Eduardo Vidoski (PSDB). A cadeira será ocupada pela primeira suplente Neide Sartori (PSDB), mulher do ex-vereador Gersio Sartori (PTB), atual subsecretário de Assuntos Institucionais do Paço. 



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