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‘A cultura do apadrinhamento tem de acabar’

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

02/10/2017 | 07:00


Terceiro presidente da FUABC (Fundação do ABC) em menos de um ano, o advogado Carlos Roberto Maciel chega ao comando da entidade com a promessa de cortes de gastos públicos e, principalmente, eliminar uma cultura instalada dentro da instituição regional: o apadrinhamento político.

Em visita à sede do Diário, Maciel assegura que os prefeitos Paulo Serra (PSDB), de Santo André, Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, e José Auricchio Júnior (PSDB), de São Caetano, consentiram com a necessidade de redução das indicações políticas no quadro da FUABC, considerado um dos grandes problemas que reduziram a confiabilidade da Fundação.

“Isso é uma cultura que tem há muitos anos. Essa cultura tem de ser eliminada. O apadrinhamento não pode continuar acontecendo. Não sou ninguém para chamar ou dizer de que forma o político deve agir, mas isso não é recomendado. Você mistura as coisas. Essa situação, com o decorrer do tempo, afeta a credibilidade da instituição. O primeiro passo a ser dado é justamente esse”, afirma.

Maciel identifica também que o descompasso financeiro da entidade decorre muito da falta de pagamento integral dos rateios das mantenedoras e ainda dos valores pelos serviços prestados nas prefeituras. “Existe contrato estimado que custa R$ 12 milhões, na verdade gastam R$ 15 milhões e a Fundação recebe R$ 9 milhões. A maioria está assim, não sei por quê. O cachimbo vai entortando a boca e acham que isso é normal. Vou me aprofundar e fazer a correção.”

Maciel teve o nome aprovado pelo conselho de curadores da instituição. Ficará à frente da Fundação até o fim do ano, para completar o mandato que era de Maria Bernadette Vianna e também de Cida Damaia, ambas indicadas por Santo André. Ele era secretário de Assuntos Jurídicos de São Bernardo.


O sr. assumiu falando em esforço para recuperar a FUABC. Como será feito isso?

A Fundação, ao longo dos anos, foi perdendo um pouco da sua importância. As pessoas que eram responsáveis pela gestão da entidade permitiram que determinadas situações acabassem ocorrendo. A Fundação tem ação importantíssima da gestão da Saúde na região e no Estado. Ela precisa do apoio dos mantenedores, compromisso das mantidas, dos municípios com contratos com a Fundação, para realizar o serviço dela. Essa seriedade que vamos tentar implementar.


O sr. chegou agora como presidente, mas quais as principais falhas já detectadas?

Precisa reformular a gestão na Fundação e também na gestão dos negócios da Fundação. Hoje ela mantém a gestão da Saúde de nove hospitais e aqui na região está envolvida na gestão de pessoal da Saúde de praticamente todos os municípios do Grande ABC. A utilização dos recursos humanos não é aproveitada na forma como deveria. A gente pretende fazer uma política de aproveitamento desses recursos humanos de forma melhor.

Qual o calcanhar de Aquiles da Fundação?

Quero conseguir demonstrar para o pessoal envolvido no negócio da Fundação, às mantidas e às prefeituras que eles precisam se comprometer com a gestão primária da Fundação. É essencial. Os municípios têm dificuldades de pagar os rateios mensais. A Fundação é gestora e tem 19 mantidas. A contraprestação pelo serviço é feita, às vezes não totalmente, por diversas dificuldades de caixa dos municípios. Os municípios precisam entender a importância de honrar com esses compromissos. A Fundação tem empréstimo captado em banco para socorrer atividades de Saúde de municípios. Isso não é papel da Fundação. Os municípios se comprometeram a efetuar o pagamento dos rateios, mas a maioria não dá importância a isso. A gente quer começar política, não de enfrentamento, mas de chamamento para efetivamente serem parceiros.

Houve caso de a Fundação contrair empréstimo para as prefeituras?

Nos balanços da Fundação hoje ninguém reconhece isso, porque com o tempo isso virou um bolo. Mas na origem isso aconteceu.

Como será tratado o apadrinhamento político na FUABC?

Isso é uma cultura que tem há muitos anos. Essa cultura tem de ser eliminada. O apadrinhamento não pode continuar acontecendo. Não sou ninguém para chamar ou dizer de que forma o político deve agir, mas isso não é recomendado. Você mistura as coisas. Essa situação, com o decorrer do tempo, afeta a credibilidade da instituição. O primeiro passo a ser dado é justamente esse. O segundo passo é fazer gestão bem eficiente na redução de custos, de gastos, mudar a estrutura organizacional da Fundação.

O Diário mostrou a existência de salários acima do padrão para diretores da FUABC. Isso será revisto?

Vai ser coibido dentro da discussão de nova estrutura. Cortar na carne efetivamente e ver a possibilidade de se fazer novos negócios. Porque a Fundação é potência, com renome. Precisamos agora voltar a conversar e mostrar ao prefeito que o serviço bem realizado é importante para a população dele. Meu foco é na região.

Como será o trabalho na Faculdade de Medicina?

Na verdade eu ainda estou me apropriando das informações, ainda não as consolidei. Mas a Faculdade é fundamental para resolver as questões da Fundação. Como partícipe desta questão, ela tem de contribuir. Até porque muito do que ela realizou no passado dependeu da Fundação. Hoje a Fundação está frágil, totalmente frágil. Para fazer a gestão da entidade, precisamos da Faculdade. A Faculdade aparentemente está como se fosse órgão totalmente independente. É o que eu senti. É organismo totalmente importante. Vou trazer para o controle direto da presidência da Fundação.

Qual a missão dada pelo prefeito Orlando Morando?

É resgatar a Fundação, o protagonismo que tinha em anos anteriores e dentro dos princípios que foi instituída. É meio genérico, mas é o que precisa ser feito. Estou tomando pé da situação e vejo que há pessoas que ainda não entenderam o meu propósito. Quero envolver todo mundo e fazer o que tenho de fazer. E o que vou fazer é cortar o máximo, reorganizar. Certamente vai gerar calor grande. Mas paciência.

Sua antecessora, Maria Bernadette Vianna, pregou corte de gastos, reorganização, mas muitas de suas ideias não avançaram. O que lhe faz crer que, com o sr., essas mudanças sairão do papel?

Basicamente ali você consegue fazer se tiver apoio que me foi prometido pelos prefeitos. Quer queira, quer não, a solução da Fundação passa por gestão adequada, mas também pelo apoio político de todos da região. Se os três mantenedores ficarem firmes nesse propósito, em pouco tempo conseguiremos resolver o problema da Fundação. Só que precisa sempre ter retaguarda. Em qualquer órgão você precisa ter esse apoio. No caso da Fundação só conseguiremos fazer alguma coisa se a coerência dos prefeitos for mantida para resolver a situação que a Fundação vive hoje. Porque aí você entra nas mantidas e faz o serviço que precisa ser feito. Vou criar grupo de trabalho para examinar tudo mesmo. Certamente isso vai gerar um monte de discussão. Mas paciência. Pediram para eu fazer isso. E vou fazer.

A questão da transparência de dados da FUABC também parece ser novela que nunca é solucionada. Como os sr. tratará desse tema?

Eu ouvi que ali é uma entidade privada, então não teria obrigação de fazer. Eu acho que qualquer órgão, seja privado ou público, que receba recursos públicos, precisa prestar contas. Se receber e se não receber também. Essa é uma forma de eu fazer com que realmente possa ser responsabilizado por um bom serviço ou não. Não tem como fazer um bom serviço se você não recebe. Vou dar um exemplo. Há contrato estimado que custa R$ 12 milhões, na verdade gastam R$ 15 milhões e a Fundação recebe R$ 9 milhões. A maioria está assim, não sei por quê. O cachimbo vai entortando a boca e acham que isso é normal. Vou me aprofundar e fazer a correção.

A implementação de transparência de dados é imediata?

Eu pretendo. Inclusive para as mantidas. Se você presta serviço ao Hospital (estadual)Mário Covas, acho que tem de ter transparência.

Os prefeitos entenderam que será necessário reduzir, ou até zerar, o apadrinhamento político na Fundação?

De modo geral sim. É uma meta. O calor vai ter. Não adianta também, não é? Não sei em que nível há esse apadrinhamento, cidade por cidade. Mas o modus operandi que eu percebi da gestão passada isso foi absoluto. Na outra legislatura dos prefeitos. Ali teve uso político muito acentuado. É uma coisa absurda. Quando se percebe que a política realmente não envolveu essa questão de Saúde como deveria é uma pena. Vamos tentar.

A Fundação tem jeito?

Tem, lógico. E é uma boa ideia. Há outras organizações na área da Saúde tentando se estruturar no modelo da Fundação.

O compromisso que o sr. tem é continuar à frente da entidade no ano que vem?

Não tive esse compromisso com o prefeito Orlando. O prefeito me pediu que entrasse lá e fizesse o que deveria ser feito. Coincidentemente houve a indicação por Santo André e o próximo será de São Bernardo. Eu posso ficar, não tem problema. Acho que esse trabalho é muito difícil. Vai demorar um tempo para você apresentar os resultados necessários. Estou ansioso. Quero ver se em seis meses dá para deixar o negócio armado. Se não conseguir em seis meses, meu amigo... Essas coisas você tem de fazer.

Pela primeira vez a FUABC tem três presidentes em um ano. É ano perdido ou há legado deixado por Bernadette e por Cida Damaia?

De forma alguma é ano perdido. Só essa opção pela recuperação da Fundação significa que o ano não foi perdido de maneira alguma. Há coisas boas que as duas presidentes deixaram, claro, não é só coisa ruim. Às vezes você não consegue realizar pelo próprio sistema. Mas aí vai da forma de trabalho que cada um quer imprimir. Não conheço meus antecessores. Essa opção por tentar reorganizar é importante. Só isso dá a ideia de que há possibilidade. Seria um absurdo daqui a alguns anos a Fundação deixar de existir.
 



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‘A cultura do apadrinhamento tem de acabar’

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

02/10/2017 | 07:00


Terceiro presidente da FUABC (Fundação do ABC) em menos de um ano, o advogado Carlos Roberto Maciel chega ao comando da entidade com a promessa de cortes de gastos públicos e, principalmente, eliminar uma cultura instalada dentro da instituição regional: o apadrinhamento político.

Em visita à sede do Diário, Maciel assegura que os prefeitos Paulo Serra (PSDB), de Santo André, Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, e José Auricchio Júnior (PSDB), de São Caetano, consentiram com a necessidade de redução das indicações políticas no quadro da FUABC, considerado um dos grandes problemas que reduziram a confiabilidade da Fundação.

“Isso é uma cultura que tem há muitos anos. Essa cultura tem de ser eliminada. O apadrinhamento não pode continuar acontecendo. Não sou ninguém para chamar ou dizer de que forma o político deve agir, mas isso não é recomendado. Você mistura as coisas. Essa situação, com o decorrer do tempo, afeta a credibilidade da instituição. O primeiro passo a ser dado é justamente esse”, afirma.

Maciel identifica também que o descompasso financeiro da entidade decorre muito da falta de pagamento integral dos rateios das mantenedoras e ainda dos valores pelos serviços prestados nas prefeituras. “Existe contrato estimado que custa R$ 12 milhões, na verdade gastam R$ 15 milhões e a Fundação recebe R$ 9 milhões. A maioria está assim, não sei por quê. O cachimbo vai entortando a boca e acham que isso é normal. Vou me aprofundar e fazer a correção.”

Maciel teve o nome aprovado pelo conselho de curadores da instituição. Ficará à frente da Fundação até o fim do ano, para completar o mandato que era de Maria Bernadette Vianna e também de Cida Damaia, ambas indicadas por Santo André. Ele era secretário de Assuntos Jurídicos de São Bernardo.


O sr. assumiu falando em esforço para recuperar a FUABC. Como será feito isso?

A Fundação, ao longo dos anos, foi perdendo um pouco da sua importância. As pessoas que eram responsáveis pela gestão da entidade permitiram que determinadas situações acabassem ocorrendo. A Fundação tem ação importantíssima da gestão da Saúde na região e no Estado. Ela precisa do apoio dos mantenedores, compromisso das mantidas, dos municípios com contratos com a Fundação, para realizar o serviço dela. Essa seriedade que vamos tentar implementar.


O sr. chegou agora como presidente, mas quais as principais falhas já detectadas?

Precisa reformular a gestão na Fundação e também na gestão dos negócios da Fundação. Hoje ela mantém a gestão da Saúde de nove hospitais e aqui na região está envolvida na gestão de pessoal da Saúde de praticamente todos os municípios do Grande ABC. A utilização dos recursos humanos não é aproveitada na forma como deveria. A gente pretende fazer uma política de aproveitamento desses recursos humanos de forma melhor.

Qual o calcanhar de Aquiles da Fundação?

Quero conseguir demonstrar para o pessoal envolvido no negócio da Fundação, às mantidas e às prefeituras que eles precisam se comprometer com a gestão primária da Fundação. É essencial. Os municípios têm dificuldades de pagar os rateios mensais. A Fundação é gestora e tem 19 mantidas. A contraprestação pelo serviço é feita, às vezes não totalmente, por diversas dificuldades de caixa dos municípios. Os municípios precisam entender a importância de honrar com esses compromissos. A Fundação tem empréstimo captado em banco para socorrer atividades de Saúde de municípios. Isso não é papel da Fundação. Os municípios se comprometeram a efetuar o pagamento dos rateios, mas a maioria não dá importância a isso. A gente quer começar política, não de enfrentamento, mas de chamamento para efetivamente serem parceiros.

Houve caso de a Fundação contrair empréstimo para as prefeituras?

Nos balanços da Fundação hoje ninguém reconhece isso, porque com o tempo isso virou um bolo. Mas na origem isso aconteceu.

Como será tratado o apadrinhamento político na FUABC?

Isso é uma cultura que tem há muitos anos. Essa cultura tem de ser eliminada. O apadrinhamento não pode continuar acontecendo. Não sou ninguém para chamar ou dizer de que forma o político deve agir, mas isso não é recomendado. Você mistura as coisas. Essa situação, com o decorrer do tempo, afeta a credibilidade da instituição. O primeiro passo a ser dado é justamente esse. O segundo passo é fazer gestão bem eficiente na redução de custos, de gastos, mudar a estrutura organizacional da Fundação.

O Diário mostrou a existência de salários acima do padrão para diretores da FUABC. Isso será revisto?

Vai ser coibido dentro da discussão de nova estrutura. Cortar na carne efetivamente e ver a possibilidade de se fazer novos negócios. Porque a Fundação é potência, com renome. Precisamos agora voltar a conversar e mostrar ao prefeito que o serviço bem realizado é importante para a população dele. Meu foco é na região.

Como será o trabalho na Faculdade de Medicina?

Na verdade eu ainda estou me apropriando das informações, ainda não as consolidei. Mas a Faculdade é fundamental para resolver as questões da Fundação. Como partícipe desta questão, ela tem de contribuir. Até porque muito do que ela realizou no passado dependeu da Fundação. Hoje a Fundação está frágil, totalmente frágil. Para fazer a gestão da entidade, precisamos da Faculdade. A Faculdade aparentemente está como se fosse órgão totalmente independente. É o que eu senti. É organismo totalmente importante. Vou trazer para o controle direto da presidência da Fundação.

Qual a missão dada pelo prefeito Orlando Morando?

É resgatar a Fundação, o protagonismo que tinha em anos anteriores e dentro dos princípios que foi instituída. É meio genérico, mas é o que precisa ser feito. Estou tomando pé da situação e vejo que há pessoas que ainda não entenderam o meu propósito. Quero envolver todo mundo e fazer o que tenho de fazer. E o que vou fazer é cortar o máximo, reorganizar. Certamente vai gerar calor grande. Mas paciência.

Sua antecessora, Maria Bernadette Vianna, pregou corte de gastos, reorganização, mas muitas de suas ideias não avançaram. O que lhe faz crer que, com o sr., essas mudanças sairão do papel?

Basicamente ali você consegue fazer se tiver apoio que me foi prometido pelos prefeitos. Quer queira, quer não, a solução da Fundação passa por gestão adequada, mas também pelo apoio político de todos da região. Se os três mantenedores ficarem firmes nesse propósito, em pouco tempo conseguiremos resolver o problema da Fundação. Só que precisa sempre ter retaguarda. Em qualquer órgão você precisa ter esse apoio. No caso da Fundação só conseguiremos fazer alguma coisa se a coerência dos prefeitos for mantida para resolver a situação que a Fundação vive hoje. Porque aí você entra nas mantidas e faz o serviço que precisa ser feito. Vou criar grupo de trabalho para examinar tudo mesmo. Certamente isso vai gerar um monte de discussão. Mas paciência. Pediram para eu fazer isso. E vou fazer.

A questão da transparência de dados da FUABC também parece ser novela que nunca é solucionada. Como os sr. tratará desse tema?

Eu ouvi que ali é uma entidade privada, então não teria obrigação de fazer. Eu acho que qualquer órgão, seja privado ou público, que receba recursos públicos, precisa prestar contas. Se receber e se não receber também. Essa é uma forma de eu fazer com que realmente possa ser responsabilizado por um bom serviço ou não. Não tem como fazer um bom serviço se você não recebe. Vou dar um exemplo. Há contrato estimado que custa R$ 12 milhões, na verdade gastam R$ 15 milhões e a Fundação recebe R$ 9 milhões. A maioria está assim, não sei por quê. O cachimbo vai entortando a boca e acham que isso é normal. Vou me aprofundar e fazer a correção.

A implementação de transparência de dados é imediata?

Eu pretendo. Inclusive para as mantidas. Se você presta serviço ao Hospital (estadual)Mário Covas, acho que tem de ter transparência.

Os prefeitos entenderam que será necessário reduzir, ou até zerar, o apadrinhamento político na Fundação?

De modo geral sim. É uma meta. O calor vai ter. Não adianta também, não é? Não sei em que nível há esse apadrinhamento, cidade por cidade. Mas o modus operandi que eu percebi da gestão passada isso foi absoluto. Na outra legislatura dos prefeitos. Ali teve uso político muito acentuado. É uma coisa absurda. Quando se percebe que a política realmente não envolveu essa questão de Saúde como deveria é uma pena. Vamos tentar.

A Fundação tem jeito?

Tem, lógico. E é uma boa ideia. Há outras organizações na área da Saúde tentando se estruturar no modelo da Fundação.

O compromisso que o sr. tem é continuar à frente da entidade no ano que vem?

Não tive esse compromisso com o prefeito Orlando. O prefeito me pediu que entrasse lá e fizesse o que deveria ser feito. Coincidentemente houve a indicação por Santo André e o próximo será de São Bernardo. Eu posso ficar, não tem problema. Acho que esse trabalho é muito difícil. Vai demorar um tempo para você apresentar os resultados necessários. Estou ansioso. Quero ver se em seis meses dá para deixar o negócio armado. Se não conseguir em seis meses, meu amigo... Essas coisas você tem de fazer.

Pela primeira vez a FUABC tem três presidentes em um ano. É ano perdido ou há legado deixado por Bernadette e por Cida Damaia?

De forma alguma é ano perdido. Só essa opção pela recuperação da Fundação significa que o ano não foi perdido de maneira alguma. Há coisas boas que as duas presidentes deixaram, claro, não é só coisa ruim. Às vezes você não consegue realizar pelo próprio sistema. Mas aí vai da forma de trabalho que cada um quer imprimir. Não conheço meus antecessores. Essa opção por tentar reorganizar é importante. Só isso dá a ideia de que há possibilidade. Seria um absurdo daqui a alguns anos a Fundação deixar de existir.
 

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