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Ocupação do MTST recebe políticos para ato

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Evento foi convocado após disparo de arma de fogo ferir homem no braço, no sábado à tarde


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

18/09/2017 | 07:00


Ato de apoio à ocupação do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) reuniu pelo menos 10 mil pessoas na tarde de ontem no acampamento instalado em terreno privado no bairro Assunção, em São Bernardo, ocupado pelo grupo desde o dia 2. O evento, convocado pelas lideranças do movimento no sábado, após disparo de arma de fogo atingir o fundidor Aldinei Serapião da Silva, 40 anos, no braço esquerdo, contou com a presença de parlamentares, como o vereador da Capital Eduardo Suplicy (PT) e dos deputados federais Paulo Teixeira (PT), Carlos Zarattini (PT) e Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), sindicatos e demais movimentos sociais.

“A gente veio para ficar. Vamos lutar para ser vizinho de vocês”, destacou ao microfone Guilherme Boulos, um dos coordenadores do MTST. O movimento alega que o tiro que atingiu Silva partiu de um dos condomínios localizados no entorno do terreno. Já o MCI (Movimento Contra a Invasão), que representa 10 mil famílias que vivem em prédios do bairro, alega que a responsabilidade sobre o ocorrido é do próprio movimento. O grupo diz, inclusive, que registrou boletim de ocorrência, ontem, ao flagrar, em vídeo, “dois indivíduos fazendo gestos de ameaças como se estivessem armados”.

Após conseguir suspender a ordem de reintegração de posse da área, pertencente à MZM, na sexta-feira, a partir de decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o MTST busca recursos para viabilizar a construção de moradias. “Conseguimos tempo para pressionar a construtora a negociar, mas para isso precisamos exigir repasse do governo federal”, destaca Josué Rocha. As famílias foram convocadas para dia de luta, na terça-feira, às 15h, na Estação da Luz.

A Ocupação Povo Sem Medo já concentra 7.000 famílias, conforme o MTST. A Prefeitura diz que não concorda com a invasão por moradia e que dispõe de programa habitacional.



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