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Santo André faz 50 anos e mostra novo projeto para categoria de base

Dirigentes, conselheiros e convidados celebram cinquentenário do clube em festa no Jaçatuba


Anderson Fattori
Angelo Verotti
Marcelo Argachoy

18/09/2017 | 07:00


São 50 anos de história e com fôlego para completar um século. O EC Santo André comemora hoje o jubileu de ouro, em festa para convidados na sede poliesportiva do Jaçatuba, que vai reunir personalidades importantes da história, entre eles abnegados dirigentes como o presidente em exercício Sidney Riquetto – Jairo Livolis passa por problemas de saúde – e o presidente do conselho deliberativo, Celso Luiz de Almeida.

“Vivo mistura de orgulho e tristeza por estar presidente neste momento tão importante. Mas, independentemente de quem está à frente do clube, uma coisa é certa: o Santo André não pode parar e por isso vamos tocar”, comenta Sidney, que fez parte da diretoria de cinco ex-presidentes: Lourival Passarelli, Germano Schmidt, Breno Manoel Gonçalves, Jairo Livolis e Celso Luiz de Almeida.

Poucas pessoas têm identificação tão grande com o clube quanto Celso Luiz de Almeida, que completa 40 anos no quadro diretivo da agremiação desde sua entrada para o conselho deliberativo, em 1977. “Com muita alegria que comemoro esses 50 anos do Santo André. Agradecer às pessoas que fizeram e fazem parte do clube, como Celso Lara, Germano (ex-presidentes, Duílio Pisaneschi, o Jairo, o Sidney, todos que mantiveram o clube em pé, o Wigand (Rodrigues dos Santos, fundador), o Acyr (de Souza Lopes, ex-presidente)...”, enumera.

Um dos pontos altos da festa de hoje deve ser o anúncio da nova versão do projeto Jovem Santo André, que visa revelar talentos para o clube.

DA CASA

Sérgio do Prado, que por pelo menos 20 anos desempenhou as mais diversas funções nos bastidores do Ramalhão – de coordenador de Esportes no Jaçatuba a gerente de futebol –, faz questão de parabenizar o clube. “Devo tudo ao Santo André”, diz. “Meio centenário de um clube que conquistou tantas coisas e tem a meta de voltar a esse patamar. E que certamente merece estar no mais alto degrau do futebol brasileiro.”


Adversários, não inimigos, presidentes dão os parabéns

Apesar da rivalidade dentro dos gramados, a relação do Santo André com os outros clubes da região é de amizade. Principalmente com o São Caetano, equipe com a qual o Ramalhão dividiu o protagonismo e as conquistas do futebol do Grande ABC nas últimas décadas.

“Sempre fomos parceiros, é um prazer muito grande ver o Santo André chegar a essa marca de meio século de história, isso é para poucos”, declara o presidente do Azulão, Nairo Ferreira de Souza.

O dirigente azulino afirma ter muito respeito pelo Santo André e reconhece a coragem dos envolvidos com o clube para manter a história ao longo destes 50 anos. “Temos de prestigiar isso, ver um clube que realmente une a cidade”, diz o mandatário do São Caetano.

Ao longo dos anos de rivalidade entre as equipes, Nairo não tem uma partida favorita em especial, mas o último encontro entre as equipes deixou o presidente do Azulão decepcionado. No ano passado, o Ramalhão eliminou o São Caetano nas quartas de final da Série A-2 do Campeonato Paulista, segurando empate sem gols no Estádio Anacleto Campanella após vencer por 2 a 1 no Estádio Bruno Daniel. Em 2018, as equipes poderão ter ao menos mais uma oportunidade de se enfrentar, já que estarão juntas na Série A-1 – caso não estejam no mesmo grupo.

A amizade também existe com o São Bernardo FC. Apesar de mais novo, o Tigre deve muito ao Santo André, segundo o presidente do Edinho Montemor.

“O sucesso do Santo André foi um dos motivos para o São Bernardo ser fundado”, conta Edinho, que considera as duas equipes “co-irmãs”. “Temos laços bem fortes, é só ver o grande número de atletas que passaram por ambos os times, como o Everton Santos, Léo Costa, Bady, Raul e Renato Peixe”, conclui o presidente do Tigre.


Prefeito relembra momentos na torcida pelo Ramalhão

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), também parabeniza o Ramalhão por alcançar 50 anos de história.

“Este número mostra a concretização de um clube que deu certo, que é da nossa terra e da nossa gente. Desejo longevidade, que permaneça fazendo história, como já fez, e com certeza voltará a fazer”, destaca.

Paulo Serra ressalta a importância do Santo André para a cidade e relembrou memórias de seu lado torcedor.

“Sou nascido na cidade e meu pai sempre me levava aos jogos. Isso tudo marca bastante. Tenho imenso carinho e amor pelo clube”, declara o prefeito andreense.  



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