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Clube se consolida com criação do poliesportivo


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

15/09/2017 | 07:00


Construir complexo poliesportivo era visto pela diretoria como prioridade para dar sustentação financeira e patrimonial ao Santo André. Após naufragar na primeira tentativa, quando comprou a Chácara Assumpção – onde hoje é o Parque Regional da Criança –, mas não conseguiu erguer a estrutura, no fim dos anos 1980 a ideia se materializou.

Germano Schmidt, que sucedeu Breno Manoel Gonçalves na presidência, em 1986, foi quem criou o projeto e com coragem colocou equipe na rua para vender títulos do clube que só existia no papel. O poliesportivo seria construído no antigo Estádio do Jaçatuba, local cedido em comodato pela Prefeitura por 99 anos e a meta era entregar a obra em 1992.

Germano deu lugar a Jairo Aparecido Livolis, um dos personagens mais importantes da história do clube e que se mantém na linha de frente da diretoria até hoje. Assim que assumiu, em janeiro de 1992, o dirigente prometeu entregar a obra em cinco meses, com desconfiança dos incrédulos associados. No prazo combinado, em 16 de maio de 1992, o clube abriu pela primeira vez suas portas, com conjunto aquático e campo de futebol.

Dezenas de pessoas participaram da inauguração. A confiança da cidade no desenvolvimento do clube era tão grande que já tinham sido vendidos 15,8 mil títulos, o que projetava a utilização por mais de 64 mil pessoas, entre titulares e dependentes.

O espaço de 58 mil metros quadrados passou por enorme transformação nestes 25 anos. A maior delas aconteceu em 1997, quando foi inaugurado o Palácio dos Esportes, pavilhão coberto que conta com academia, duas quadras poliesportivas, quatro pistas de boliche, lanchonetes, banheiros, além de salas multiuso. A estrutura elevou o patrimônio do clube e deu tranquilidade para a diretoria tocar o departamento de futebol profissional.

CENTRO DE TREINAMENTO
Com o poliesportivo funcionando a pleno vapor, o Santo André solidificou a ideia de contar com local para as categorias de base. Em 2006, a diretoria assumiu o falido Clube de Campo do ABC, localizado no Recreio da Borda do Campo, e tinha a ideia de construir centro de treinamento lá, mas a falta de recursos impediu que o projeto prosseguisse.

A ideia foi abortada completamente em 2013, quando a área foi desapropriada pela Prefeitura para construção de estação de tratamento de água.

Com 470 jogos, Arnaldinho tem nome gravado para sempre na história

Não é exagero dizer que Arnaldo Ferreira de Souza, o Arnaldinho, dedicou sua vida profissional ao EC Santo André. Foram dez anos seguidos – de 1977 a 1987 – vestindo o azul e branco, fato que o torna o jogador que mais vezes entrou em campo pelo Ramalhão, com 470 partidas.

Antes de estrear no profissional, em 23 de janeiro de 1977, Arnaldinho já acumulava três anos nas categorias de base do Santo André – chegou ao clube aos 15 anos. Morador do Jardim Santo Alberto – hoje reside no bairro Santa Maria –, ele fazia do Bruno Daniel sua segunda casa e talvez por isso tenha conseguido tanta identificação com a torcida.

Meio-campista habilidoso e dono de chute potente, Arnaldinho ganhou destaque pela quantidade de gols, algo raro para jogadores da sua posição. Balançou as redes dos adversários 52 vezes, mesmo atuando mais recuado, número que o coloca em terceiro na lista de principais artilheiros do Ramalhão, atrás de Tulica, com 63, e Sandro Gaúcho – 58 –, dois centroavantes.

“Para mim é um orgulho muito grande ter conseguido essas marcas pelo Santo André. Feliz por ser o time da minha cidade, onde comecei nas categorias de base e passei 13 anos no total. Sou muito grato por tudo que o clube representa na minha vida, fiz muitos amigos por lá”, comentou Arnaldinho.

O fim da história do meio-campista com o clube foi em 27 de janeiro de 1988, quando foi negociado em definitivo com o Ferroviário, do Ceará.

Recentemente, Arnaldinho, 57 anos, voltou a trabalhar no Santo André. Ele foi treinador da categoria sub-15. 



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