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Área de lazer é esperada há três anos


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

09/09/2017 | 07:00


População do Jardim Santo André, uma das áreas mais carentes de Santo André, aguarda desde 2014 por obra que trará lazer, práticas esportivas e mais qualidade de vida aos moradores. Abaixo- assinado com 1.050 assinaturas foi feito pela comunidade e protocolado na Prefeitura no dia 1º. O Executivo andreense disse ao Diário, em nota, “que com o abaixo-assinado recebido, a administração poderá discutir com a comunidade uma utilização para o terreno em questão”.

Em abril de 2014, com a instalação da 2ª Companhia do 41º Batalhão da Polícia Militar no bairro, ficou projetado que o espaço, de aproximadamente 4.300 metros quadrados, e que pertence ao terreno da unidade policial, seria transformado. A ideia é construir quadras poliesportivas, campo de futebol society, plauground, pista de corrida e caminhada, além de academia ao ar livre.

O abaixo-assinado foi promovido pela Associação Beneficente do Jardim Santo André e Adjacências, com apoio da Polícia Militar. Orçamento feito por eles estima que o investimento para o empreendimento seria em torno de R$ 1,1 milhão. “Aqui não tem esporte nem cultura e, com esse equipamento, trabalharíamos as partes física, mental e a cidadania de crianças e jovens”, fala a presidente da associação, Sonia Cristina Augusto da Silva, 50 anos. “O prefeito esteve aqui em maio e disse que em 15 dias nos daria retorno. Sem resposta, fizemos o abaixo-assinado”, conta.

O capitão da 2ª Companhia, Rogerio Dias Bastos, ressalta a importância que a realização da obra traria à população. “O Jardim Santo André tem o IDH <CF51>(Índice de Desenvolvimento Humano) mais baixo do município. (A obra) É até uma forma de melhorar o IDH.”

A Polícia Militar seria, inclusive, parceira da associação. “Cogitamos a ideia de que os policiais formados em Educação Física sejam treinadores de 200 crianças e adolescentes, porque nossa intenção é voltar com a escolinha de futebol que tínhamos, cuja área onde funcionava foi invadida no ano passado”, relata Sonia. O estudante Matheus da Silva, 14, torce por isso. “Atividades assim evitam que as pessoas fiquem na rua, usando droga e roubando.” 



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