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Mostra sobre Renato Russo estreia no MIS

Marcela Munhoz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Iniciativa é de Giuliano Manfredini, único filho
do cantor, que tinha 7 anos quando o pai morreu


Marcela Munhoz

06/09/2017 | 07:00


Um quarto pequeno. Apenas uma cama de solteiro, móveis de madeira maciça, ursinhos de pelúcia, alguns livros e três imagens: a do filho Giuliano, a de Jesus Cristo e a dele próprio, pendurada na parede. Neste aposento tão simplório, um certo cantor de voz potente, que marcou para sempre a história da música brasileira, chorou, sorriu, sofreu, compôs, escreveu, sonhou, morreu. Renato Russo, vocalista da Legião Urbana, morou alí, em apartamento de Ipanema (Rua Nascimento Silva, 378), no Rio de Janeiro, entre 1990 e 1996, quando partiu, aos 36 anos. E foi deste local que saiu o acervo – incluindo réplica do quarto - para compor a maior exposição sobre o vocalista da banda Legião Urbana já feita, que chega hoje ao MIS (Museu da Imagem e do Som).

“Descobrimos verdadeiro baú repleto de tesouros naquele apartamento”, descreve André Sturm, curador e atual secretário municipal de Cultura de São Paulo. A cocuradora, Fabiana Ribeiro, também estava na equipe que separou mais de 3.000 itens – sendo 1.000 escolhidos para trazer à Capital. “O primeiro impacto começa já pela sala de estar. Está longe de parecer casa de um roqueiro, está mais para a avô dele, com móveis antigos, tudo muito organizado”, conta. Os métodos de catalogar e registrar seus pensamentos, rascunhos de canções, poemas, listas e processos criativos ajudou muito. “Quando o diário acabava ele escrevia em cadernos, mas da parte de trás para frente, anotando que precisava comprar outro, sempre com indicações.”

A ideia de se reunir tudo isso – adicione objetos pessoais, como óculos, boletins e redações da escola, instrumentos musicais, posteres, prêmios e roupas – em uma exposição foi de Giuliano Manfredini, único filho de Renato, que tinha 7 anos quando o pai morreu. Ele gostou do que viu na mostra de David Bowie (em cartaz no ano de 2014) e praticamente entregou as chaves do apartamento, que era limpo a cada semana, mas estava intocado há 20 anos, para os responsáveis pelo museu. “Giuliano foi 100% aberto conosco, nunca interferiu em absolutamente nada”, afirma

FÃ É PARTE IMPORTANTE
Entre os itens recolhidos do apartamento estão centenas de cartas de fãs que Renato Russo recebeu durante toda a vida, devidamente guardadas e conservadas. “Foram mais de 1.000 cartas. Dá realmente para perceber o quão próxima era a relação deles. Em um dos rascunhos da letra Há Tempos, de 1989, inclusive, Renato faz referência a uma fã, Luzia”, conta a cocuradora Fabiana.

Na mostra, dois locais homenageiam aos seguidores do artista. As cartas foram espalhadas do chão ao teto e, na sala 360 graus, os visitantes poderão acompanhar, em realidade virtual, homenagem gravada por vários fãs. Um dos monitores da mostra, Vinicius Barbosa, 21 anos, confessa ser um deles e representa bem a extensão do legado deixado pelo artista. “Minha mãe, de 36, e meu irmão, de 8, também adoram o Renato e querem muito visitar”.

Reserve todo o tempo do mundo para visitar
Quer uma dica para realmente aproveitar a exposição Renato Russo? Reserve um bom tempo para ela. É que diferentemente das últimas mostras do MIS – Castelo Rá-Tim-Bum e Tim Burton, por exemplo – essa tem muito pouco de tecnológico ou interativo, mas é riquíssima em detalhes. Sabe as músicas que você vive cantarolando como Pais e Filhos e Tempo Perdido? Vai ver rascunhos, com anotações e letras originais. Também tem poesias inéditas, estudos e até confissões, tudo escrito a próprio punho.

Sala com projeção de shows, televisões com entrevistas e um espaço todo espelhado onde está infinidade de livros, revistas, CDs e LPs, muitos de ópera, fazem parte do passeio. Para os responsáveis pelo projeto, o que mais vai surpreender os fãs é conhecer outros lados do artista, que também deixou desenhos (sim, tem Eduardo e Mônica), pinturas, roteiros de cinema e escritos para livros.

A ideia é entrar de verdade na cabeça de Renato, viver com ele suas contradições e sentimentos. Portanto, outra sugestão é: esqueça seguir um roteiro. Reserve tempo para conhecer os dois andares da forma que o instinto pedir, cantando junto com as músicas que combinam com os cenários. É para se perder e se encontrar, como ele fez a vida toda.

Renato Russo –Exposição. MIS – Avenida Europa, 158, em São Paulo. Até 28 de janeiro, de terça a domingo, das 10h às 21h. Ingr: R$ 15 e R$ 30. Compras pela internet no www.mis-sp.org.br. As terças a visitação é gratuita. Amanhã e domingo, as entradas vão custar R$ 6 e R$ 12.



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