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Bernadette confirma saída da FUABC e abre espaço para S.Bernardo

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente deixa cargo à disposição, porém fica
até definição do novo comandante da Fundação


Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

01/09/2017 | 07:00


A presidente da FUABC (Fundação do ABC), Maria Bernadette Vianna, colocou ontem o cargo à disposição em reunião do conselho da curadoria na entidade, abrindo espaço para antecipação da indicação de São Bernardo para o comando da instituição. A mudança na direção da entidade foi revelada pelo Diário na sexta-feira.

Bernadette continua à frente da FUABC até a definição do novo presidente. O nome mais cotado é o do secretário de Assuntos Jurídicos de São Bernardo, Carlos Maciel, um dos integrantes do núcleo duro do governo de Orlando Morando (PSDB). A transição deve acontecer ainda neste mês.

“O momento é de reunir todos os esforços, todas as instâncias que permeiam a Fundação do ABC, para traçar um novo caminho. Acredito que já iniciamos este processo, em uma gestão efetivamente compartilhada, e um novo presidente, com mais de dois anos de mandato, terá tempo e fôlego para dar sequência a este trabalho”, declarou Bernadette, durante a reunião aos conselheiros.

Indicação do prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), Bernadette tomou posse como presidente da FUABC no dia 9 de fevereiro, com mote de reorganização da entidade – ela substituiu Cida Damaia, que havia sido indicação do ex-prefeito andreense Carlos Grana (PT). O principal objetivo era voltar a equacionar as contas, em descompasso nos últimos mandatos, o que ocasionou problemas nas prestações de serviço, no pagamento de rescisão dos funcionários e até mesmo perda de clientes.

A FUABC possui cerca de 23 mil funcionários e uma receita de R$ 2,2 bilhões, valor superior aos orçamentos municipais de São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. No Grande ABC, só não presta serviços em Diadema – a FUABC está presente também em cidades do Litoral e da Grande São Paulo.

A troca no comando da FUABC foi acertada na semana passada, quando Morando, Paulo Serra e o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), se reuniram com o secretário estadual de Saúde, David Uip, para justamente tratar sobre o futuro da Fundação. À ocasião, Uip cobrou dos prefeitos mais carinho com a entidade, que completou 50 anos. Também exigiu corte de gastos, melhoria nos serviços e redução drástica no apadrinhamento político no quadro de funcionários da instituição.

Paulo Serra então optou por não continuar com a direção da FUABC, preferindo focar esforços na administração de Santo André. Morando aceitou antecipar o rodízio. Com isso, São Bernardo terá a direção da Fundação até o fim de 2019, quando terá de passar o bastão para São Caetano – as três cidades são mantenedoras da FUABC.


Problemas persistiram nos 6 meses

Em seis meses e meio de mandato na direção da FUABC (Fundação do ABC), Maria Bernadette Vianna sofreu para quebrar velhos vícios da instituição, e vários deles continuaram na entidade, como altos salários a funcionários e apadrinhamento político exagerado.

Antes de tomar posse, Bernadette concedeu entrevista ao Diário que prometia implementar choque de gestão para que a FUABC voltasse a caminhar para um sentido de contas equilibradas com bons serviços prestados. Mas o fato é que, principalmente neste ano, aumentou a reclamação dos prefeitos que contrataram a Fundação e cresceu o número de colaboradores que cobraram direitos trabalhistas não pagos pela instituição.

Outro problema que recaiu nas costas de Bernadette foi o anúncio do prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos), de não querer renovar o contrato com a FUABC para administração do Hospital Municipal Central e da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas. Há também a queda de braço com Mauá, uma vez que o prefeito Atila Jacomussi (PSB) já admite rescindir o contrato para gestão dos equipamentos de Saúde da cidade, entre eles o Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini 



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Bernadette confirma saída da FUABC e abre espaço para S.Bernardo

Presidente deixa cargo à disposição, porém fica
até definição do novo comandante da Fundação

Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

01/09/2017 | 07:00


A presidente da FUABC (Fundação do ABC), Maria Bernadette Vianna, colocou ontem o cargo à disposição em reunião do conselho da curadoria na entidade, abrindo espaço para antecipação da indicação de São Bernardo para o comando da instituição. A mudança na direção da entidade foi revelada pelo Diário na sexta-feira.

Bernadette continua à frente da FUABC até a definição do novo presidente. O nome mais cotado é o do secretário de Assuntos Jurídicos de São Bernardo, Carlos Maciel, um dos integrantes do núcleo duro do governo de Orlando Morando (PSDB). A transição deve acontecer ainda neste mês.

“O momento é de reunir todos os esforços, todas as instâncias que permeiam a Fundação do ABC, para traçar um novo caminho. Acredito que já iniciamos este processo, em uma gestão efetivamente compartilhada, e um novo presidente, com mais de dois anos de mandato, terá tempo e fôlego para dar sequência a este trabalho”, declarou Bernadette, durante a reunião aos conselheiros.

Indicação do prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), Bernadette tomou posse como presidente da FUABC no dia 9 de fevereiro, com mote de reorganização da entidade – ela substituiu Cida Damaia, que havia sido indicação do ex-prefeito andreense Carlos Grana (PT). O principal objetivo era voltar a equacionar as contas, em descompasso nos últimos mandatos, o que ocasionou problemas nas prestações de serviço, no pagamento de rescisão dos funcionários e até mesmo perda de clientes.

A FUABC possui cerca de 23 mil funcionários e uma receita de R$ 2,2 bilhões, valor superior aos orçamentos municipais de São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. No Grande ABC, só não presta serviços em Diadema – a FUABC está presente também em cidades do Litoral e da Grande São Paulo.

A troca no comando da FUABC foi acertada na semana passada, quando Morando, Paulo Serra e o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), se reuniram com o secretário estadual de Saúde, David Uip, para justamente tratar sobre o futuro da Fundação. À ocasião, Uip cobrou dos prefeitos mais carinho com a entidade, que completou 50 anos. Também exigiu corte de gastos, melhoria nos serviços e redução drástica no apadrinhamento político no quadro de funcionários da instituição.

Paulo Serra então optou por não continuar com a direção da FUABC, preferindo focar esforços na administração de Santo André. Morando aceitou antecipar o rodízio. Com isso, São Bernardo terá a direção da Fundação até o fim de 2019, quando terá de passar o bastão para São Caetano – as três cidades são mantenedoras da FUABC.


Problemas persistiram nos 6 meses

Em seis meses e meio de mandato na direção da FUABC (Fundação do ABC), Maria Bernadette Vianna sofreu para quebrar velhos vícios da instituição, e vários deles continuaram na entidade, como altos salários a funcionários e apadrinhamento político exagerado.

Antes de tomar posse, Bernadette concedeu entrevista ao Diário que prometia implementar choque de gestão para que a FUABC voltasse a caminhar para um sentido de contas equilibradas com bons serviços prestados. Mas o fato é que, principalmente neste ano, aumentou a reclamação dos prefeitos que contrataram a Fundação e cresceu o número de colaboradores que cobraram direitos trabalhistas não pagos pela instituição.

Outro problema que recaiu nas costas de Bernadette foi o anúncio do prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos), de não querer renovar o contrato com a FUABC para administração do Hospital Municipal Central e da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas. Há também a queda de braço com Mauá, uma vez que o prefeito Atila Jacomussi (PSB) já admite rescindir o contrato para gestão dos equipamentos de Saúde da cidade, entre eles o Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini 

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