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Santo André vê cunho político em paralisação de serviço na Saúde

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Servidores da Ghelfond Diagnóstico Médico, que atuam no CHM, pausaram exames de imagem


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

24/08/2017 | 07:00


O governo do prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), avalia, internamente, que a paralisação temporária dos serviços de exames por imagem no CHM (Centro Hospitalar Municipal), ontem, tenha cunho político por parte da terceirizada Ghelfond Diagnósticos, contratada pela FUABC (Fundação do ABC) para atuar no equipamento.

Como antecipou ontem o Diário, cerca de 170 trabalhadores da empresa decidiram cruzar os braços por conta da falta de pagamento do Paço – estima-se que a dívida é de R$ 5,5 milhões (a maior parte remonta ao governo Carlos Grana, PT). A paralisação foi interrompida no início da tarde após negociação entre a firma, o governo e a FUABC.

O entendimento da cúpula do Paço andreense é que haja motivação política na greve, já que os repasses estão há dois meses atrasados. Na visão da gestão tucana, esse tempo é razoavelmente tolerante diante atrasos à firma ocorridos durante o governo Grana, quando a empresa teria ficado um ano sem receber, segundo informações de bastidor, e mesmo assim não cogitou romper a prestação dos serviços.

Pesa ainda a favor da análise do governo Paulo Serra duas doações eleitorais feitas pela firma e por uma sócia da empresa às campanhas de Grana, em 2016, ao projeto vitorioso de Luiz Turco à Assembleia Legislativa, em 2014. Ex-presidente do PT, Turco teve a candidatura patrocinada pelo governo petista. No pleito municipal, a contribuição foi de R$ 2.000 e partiu de Mara Iantevi Ghelfond, que é uma das donas da Ghelfond Participações S/A, que controla a empresa de exames. A Turco, a doação foi de R$ 20 mil.

Por meio de nota, tanto o Paço quanto a FUABC se limitaram a informar que a paralisação foi abortada depois de acordo com a terceirizada, que recebeu garantias de que R$ 405 mil seriam depositados pela FUABC simultaneamente à retomada dos serviços.

Munícipes que foram ao CHM no período da manhã não conseguiram ser atendidos. Após quase três horas de espera, o mecânico Eduardo Martins da Silva, 23 anos, decidiu ir embora. “É um descaso com o trabalhador. Não é normal um hospital não ter um raio X. Eu cheguei aqui eram 7h”, relatou. “Falaram que não estavam fazendo o raio X e que só era possível apenas em São Bernardo, São Caetano e na Capital. Eu estou desempregado e não tenho dinheiro (para pagar passagem)”, lamentou o andreense Leandro Martins Magri, 37, que levou a filha Isabela, 4, ao hospital por conta de luxação na perna.

No Centro de Especialidades, os equipamentos foram lacrados pela empresa e pacientes chegaram a chamar a polícia. O Paço cogitou lavrar BO (Boletim da Ocorrência) contra a empresa, mas com os serviços retomados esse ato não foi tomado. (Colaboraram Raphael Rocha e Matheus Angioleto) 



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