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'Posso garantir que não haverá guerra', diz presidente da Coreia do Sul

JUNG YEON-JE/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


17/08/2017 | 03:20


Em um esforço para estimular a diplomacia, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse nesta quinta-feira, 17, que considera enviar um representante à Coreia do Norte para negociações se o país vizinho interromper os testes nucleares e de lançamento de mísseis. Ele garantiu à população do país, em pronunciamento, que não haverá mais uma guerra na Península Coreana.

"O povo trabalhou unido para reconstruir o país depois da Guerra da Coreia, e não podemos perder tudo por causa de outra guerra", disse Moon em pronunciamento transmitindo nacionalmente por emissoras de TV sul-coreanas. "Posso dizer com confiança que não haverá mais uma guerra."

A fala do presidente tenta apaziguar a tensão na região após o acirramento das ameaças entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse na semana passada que cogitaria abrir "fogo e fúria" contra o país governado por Kim Jong-un.

A coletiva de imprensa realizada por Moon na manhã desta quinta-feira (madrugada no horário de Brasília) ocorre depois do "aviso" do governo comunista sobre o possível lançamento de mísseis em direção ao território americano de Guam, no Oceano Pacífico.

Kim Jong-um recuou dias depois, no entanto, dizendo que ainda "vai avaliar a possibilidade" de ataque. O recuo deu início a uma tentativa para a resolução dos conflitos através da diplomacia.

Nesta quarta-feira, 16, Trump publicou um tweet afirmando que Kim Jong-um tomou ''uma decisão inteligente e sensata", em relação à sinalização de que o plano militar não é imediato. "A alternativa seria catastrófica e inaceitável!", escreveu na rede social.

Na próxima semana, no entanto, a Coreia do Sul inicia testes militares anuais que, normalmente, tendem a acirrar a tensão com a vizinha do Norte. Moon disse que acredita que o diálogo pode acontecer quando os testes de mísseis forem interrompidos.

Moon foi eleito em Maio, após quase uma década de governos conservadores que aprofundaram a crise com a Coreia do Norte. O novo presidente afirma, desde a campanha, que quer se aproximar da rival. Os esforços, até agora, não conseguiram evitar as ameaças e testes com os quais Kim Jong-un diz tentar atingir os Estados Unidos.

"Um diálogo entre as Coreias deve ser reiniciado. Mas nós não precisamos ser impacientes", disse. "Eu acredito que muito esforço e tempo serão necessários para superar uma década de laços rompidos."



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'Posso garantir que não haverá guerra', diz presidente da Coreia do Sul


17/08/2017 | 03:20


Em um esforço para estimular a diplomacia, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse nesta quinta-feira, 17, que considera enviar um representante à Coreia do Norte para negociações se o país vizinho interromper os testes nucleares e de lançamento de mísseis. Ele garantiu à população do país, em pronunciamento, que não haverá mais uma guerra na Península Coreana.

"O povo trabalhou unido para reconstruir o país depois da Guerra da Coreia, e não podemos perder tudo por causa de outra guerra", disse Moon em pronunciamento transmitindo nacionalmente por emissoras de TV sul-coreanas. "Posso dizer com confiança que não haverá mais uma guerra."

A fala do presidente tenta apaziguar a tensão na região após o acirramento das ameaças entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse na semana passada que cogitaria abrir "fogo e fúria" contra o país governado por Kim Jong-un.

A coletiva de imprensa realizada por Moon na manhã desta quinta-feira (madrugada no horário de Brasília) ocorre depois do "aviso" do governo comunista sobre o possível lançamento de mísseis em direção ao território americano de Guam, no Oceano Pacífico.

Kim Jong-um recuou dias depois, no entanto, dizendo que ainda "vai avaliar a possibilidade" de ataque. O recuo deu início a uma tentativa para a resolução dos conflitos através da diplomacia.

Nesta quarta-feira, 16, Trump publicou um tweet afirmando que Kim Jong-um tomou ''uma decisão inteligente e sensata", em relação à sinalização de que o plano militar não é imediato. "A alternativa seria catastrófica e inaceitável!", escreveu na rede social.

Na próxima semana, no entanto, a Coreia do Sul inicia testes militares anuais que, normalmente, tendem a acirrar a tensão com a vizinha do Norte. Moon disse que acredita que o diálogo pode acontecer quando os testes de mísseis forem interrompidos.

Moon foi eleito em Maio, após quase uma década de governos conservadores que aprofundaram a crise com a Coreia do Norte. O novo presidente afirma, desde a campanha, que quer se aproximar da rival. Os esforços, até agora, não conseguiram evitar as ameaças e testes com os quais Kim Jong-un diz tentar atingir os Estados Unidos.

"Um diálogo entre as Coreias deve ser reiniciado. Mas nós não precisamos ser impacientes", disse. "Eu acredito que muito esforço e tempo serão necessários para superar uma década de laços rompidos."

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