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Demitidos da FUABC protestam e Paço garante buscar pagamentos

Grupo de trabalhadores promoveu ato em frente ao Hospital Nardini


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

08/08/2017 | 07:00


Grupo de aproximadamente 15 trabalhadores recém-demitidos da FUABC (Fundação do ABC) que atuavam em equipamentos de Saúde em Mauá protestou ontem contra as demissões em massa e o não pagamento de direitos trabalhistas. O ato, que ocorreu em frente ao Hospital Doutor Radamés Nardini, provocou o governo do prefeito Atila Jacomussi (PSB) a buscar solução para o impasse.

Servidores terceirizados reclamam que foram dispensados sem justa causa e que ainda não receberam as indenizações. “Não consigo dar entrada no seguro-desemprego porque não me pagaram a rescisão. Eles me pediram para procurar os meus direitos na Justiça”, relatou uma enfermeira que atuou no Nardini por seis anos e que foi dispensada há dois meses. Ela pediu anonimato por medo de represálias.

O grupo estima que outros 100 trabalhadores estão na mesma situação, mas que não aderem à mobilização por receio de perseguição. Participaram do ato funcionários da Saúde e do setor administrativo do Nardini e de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de Mauá. Com microfone na mão e uma caixa de som posicionada em frente à entrada do hospital, trabalhadores criticaram as demissões e acusaram o governo Atila de determinar as dispensas para promover contratações políticas no hospital.

Pouco depois do início do protesto, por volta das 16h, cinco policiais militares, incluindo soldados da cavalaria, e outros dez GCMs (Guardas-Civis Municipais) foram até o local da manifestação. Comandante da guarda, José Cezar Ferrari abordou os manifestantes e pediu que os discursos fossem paralisados para evitar barulhos em frente ao hospital. Após ouvir os relatos da categoria, Ferrari contatou o superintendente do Nardini, Vanderley da Silva Paula, que se comprometeu a conversar com os demitidos hoje, às 11h.

Por meio de nota, o Paço negou cunho político nas demissões e que está “intercedendo junto à FUABC para que a entidade assegure o pagamento dos direitos trabalhistas dos funcionários desligados”.

A FUABC argumenta que as demissões são pontuais e que fazem parte de corte de custos que a entidade vem promovendo neste ano. 



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