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Câmara veta permanência de acompanhante em hospital


Juliana Finardi
Do Diário do Grande ABC

21/02/2001 | 00:13


As pessoas com mais de 60 anos que precisarem ser internadas em estabelecimentos públicos municipais de São Caetano não poderão ter a companhia de um familiar ou amigo. Um veto do prefeito Luiz Tortorello (PTB) a projeto nesse sentido foi acatado na terça pelos vereadores por 15 votos a cinco, em votação secreta.

“Projeto semelhante ao meu foi apresentado e sancionado em Santo André. A minha vontade hoje era a de pedir vistas do processo para dar tempo de analisarmos a possibilidade de o SUS (Sistema Único de Saúde) permitir a permanência do acompanhante”, afirmou o autor do projeto, Gersio Sartori (PTB).

A Comissão de Justiça, composta por quatro governistas e um oposicionista, deu parecer contrário ao veto do prefeito. Mesmo assim, apenas cinco vereadores votaram pela derrubada do veto, o que significa que pelo menos dois membros da Comissão voltaram atrás e modificaram seus votos, se for considerada a possibilidade de a bancada petista e o autor do projeto terem votado contra o veto.

“Ficou claro para a Comissão que o projeto do vereador não é político. O que precisamos é mudar a prática e a forma pelas quais o Executivo se comunica com o Legislativo. Estamos falando de uma matéria que não tem cunho político-ideológico, que não vai gerar gastos imediatos para o município, de um vereador de confiança do prefeito e que foi presidente da Câmara. Nada disso é importante? Onde é que está o crime e a falta de fidelidade na derrubada de um veto?”, questionou Hamilton Lacerda, petista que faz parte da Comissão.

O líder do prefeito na Câmara, Moacyr Rodrigues (PMDB), mesmo depois de admitir a importância da iniciativa, defendeu o posicionamento de Tortorello. “O projeto trata daquilo que temos de mais valioso, que são nossos pais. Mas não vou votar favoravelmente ao projeto e recomendo a toda a bancada de sustentação que faça o mesmo. Não há espaço físico para a permanência do acompanhante”, disse.

A maioria governista parabenizou Sartori pelo projeto, o que não refletiu no resultado final da votação.



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